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| 02/04/2008 | 19h43min

FMI diz que ouve o Brasil e cita sugestão de Lula

Dominique Strauss-Kahn disse que é preciso mudar as práticas de funcionamento do Fundo

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse em entrevista ao jornal francês Le Figaro que é preciso mudar as práticas de funcionamento do Fundo para atrair países que estavam se afastando da instituição. Perguntado sobre como a voz de países como Índia ou Brasil, por exemplo, será mais ouvida pelo Fundo, Strauss-Kahn disse que está empenhado numa reforma que não se limite à questão das quotas do FMI.

— É por isso que países da América Latina tentados a se afastar do Fundo depois da crise argentina estão em vias de se voltarem para nós — disse, acrescentando que o mesmo acontece com países da Ásia.

Solicitado a dar um exemplo dessas mudanças, Strauss-Kahn respondeu:

— O presidente brasileiro Lula me disse outro dia: "Estamos prontos a ajudar a Nicarágua a se dotar de centrais elétricas, mas é necessário que o FMI aceite que o endividamento da Nicarágua aumente".

Segundo o diretor-gerente, o FMI então trabalhou para colocar em ação um procedimento que permite que as ajudas estrangeiras ao Fundo, vindas diretamente de um país, sejam tomadas em conta pelo programa do FMI.

 

AE

 

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