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20 de junho de 2026
 

| 26/03/2008 | 13h21min

Nova Bolsa não será fusão, mas integração

Executivos explicam que diferenças nas câmaras de compensação impedem fusão

Os presidentes dos conselhos da controladora da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa Holding) e da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) enfatizaram que a Nova Bolsa será uma integração, e não uma fusão entre as duas. O diretor-geral da BM&F, Edemir Pinto, destacou a questão das câmaras de compensação (clearings) das duas casas como um exemplo da dificuldade em se fundir as companhias.

— Na fusão, você simplesmente funde duas áreas, e não é exatamente isso que vai acontecer — declarou, citando o exemplo da BM&F, que tem clearings de derivativos, câmbio e de ativos, sendo que cada uma delas possui sua própria janela de deliberação, enquanto a Bovespa possui a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), e uma fusão destas câmaras "não é possível".

A Nova Bolsa, nome provisório, oferecerá um modelo de negócios integrado, com quatro clearings: de ativos, derivativos, ações e câmbio, além de um sistema de custódia completo e um banco de liquidação próprio. Segundo Pinto, a integração ocorrerá "de forma gradual e muito bem estudada":

— A nova companhia vai zelar pelas boas práticas e terá boa gestão de governança.

De acordo com o diretor-geral da Bovespa, Gilberto Mifano, a Nova Bolsa reúne dois mercados diferentes e complementares, de derivativos e à vista. Segundo ele, esses dois possuem uma "dinâmica própria e favorável", já que quando um se deprime, o outro tende a se acelerar, e essa condição deverá ser aproveitada na nova companhia.

 

AE

 

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