No quarto depoimento desta quinta-feira na 1º Vara Civil, em Porto Alegre, sobre o escândalo das usinas, foi a vez do ex-diretor técnico e de meio ambiente da CGTEE, Carlos Marcelo Cecin, prestar esclarecimentos sobre a fraude. Há assinaturas atribuídas a ele em contratos com aval ilegal da estatal.
Considerado o pivô do esquema, Cecin disse ficar horrorizado com o fato de os diretores da CGTEE e outros envolvidos dizerem que não sabiam de nada sobre os projetos que estavam sendo negociados, e que não conheciam uns aos outros.
O ex-diretor afirmou à Justiça que é vítima da situação e que está decepcionado. Segundo Cecin, ele teria sido induzido ao erro ao assinar os papéis:
— Sempre me disseram que eram apenas documentos preliminares.
No interrogatório, Cecin ressaltou que tinha plena consciência de que se fosse fazer uma operação daquele tamanho exigiria a assinatura de um diretor-presidente ou do conselho
administrativo.
Quanto aos R$ 25 mil que teria
recebido da empresa Barbosa & Barbosa três dias após assinatura de contratos, o réu satirizou:
— Seria uma ofensa a minha moral e inteligência achar que eu colocaria fora 30 anos de história de ética por R$ 25 mil.
Está sendo ouvido desde às 19h10min, o diretor da Winimport, Luciano Prozillo Junior. Em seguida, será a vez de Iorque Barbosa e Joceles da Silva Moreira.
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