Durou cerca de três horas e meia, das 11h16min às 14h40min, o depoimento do segundo suspeito de envolvimento no escândalo das usinas na 1ª Vara Criminal, na Capital. Assim como Filipe Parisotto, Julio Magalhães, presidente da Eleja, negou envolvimento com a fraude e disse não saber de nenhum aval para a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).
Na versão de Magalhães, os carimbos falsos encontrados na casa dele pela Polícia Federal contendo o nome e o cargo de Carlos Marcelo Cecin teriam sido deixado por alguém para incriminar a Eleja.
— Alguém colou esses carimbos em mim. Estou preso por causa desses malditos carimbos — afirmou Magalhães.
Emocionado, o presidente da Eleja chegou a chorar, pediu um copo d'água e prosseguiu com o discurso de que estava trabalhando de boa fé e que acredita ter sido usado para desviar o foco das investigações. Magalhães salientou que o prestador de serviços da Eleja, Celso Antônio Barreto
Nascimento, e o braço-direito da
presidência, Filipe Parisotto, seriam pessoas limpas que nada têm a ver com esta história.
Magalhães garantiu à Justiça que nunca foi à CGTEE e que não sabia de garantia alguma. Disse ainda que nunca conversou com Cecin, com alguém da CGTEE e do banco KFW. Segundo ele, era o Erwin Alejandro Jaeger Karl quem tratava do financiamento e toda parte financeira da Eleja.
O terceiro depoimento, dos oito suspeitos que devem ser ouvidos nesta quinta-feira, começou às 15h30min.
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