Primeiro dos oitos suspeitos de envolvimento no escândalo das usinas a depor na 1ª Vara Criminal, na Capital, Filipe Parisotto negou conhecer as notas promissórias com aval falso da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Durante 35 minutos de depoimento, das 10h25min às 11h, o braço-direito do presidente da Eleja, Julio Magalhães, confirmou conhecer o empréstimo de 7,5 milhões de euros, mas se defendeu dizendo não saber como ele tinha sido feito.
Parisotto explicou que o dinheiro entrava na conta pessoal de Celso Antônio B. Nascimento. Os valores eram usados para pagar as contas da empresa. Apesar de negar o conhecimento das promissórias falsas, ele informou ter recebido, por e-mail, notas que teriam que ser assinadas pelo presidente da Eleja. Erwin Alejandro Jaeger Karl, suspeito de ser o grande operador da falsificação, teria enviado o material.
No interrogatório, Parisotto disse conhecer Erwin pessoalmente e que ele tinha um
escritório dentro da Eleja.
Alegando problemas graves de saúde, o advogado de Parisotto pediu a revogação da prisão de Parisotto, único suspeito que permanecia no Presídio Central. Ele ainda disse ter perdido três quilos. O pedido foi aceito pelo juiz.
O próximo depoimento é o de Julio Magalhães.
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