O movimento já é grande na 1ª Vara Criminal, na Capital, onde oito réus no escândalo das usinas serão interrogados pela Justiça Federal. Alguns suspeitos já estão no local, entre eles Alan de Oliveira Barbosa, diretor-presidente da Hamburgo. Acompanhado, ele chegou por volta das 9h30min e preferiu não se manifestar. Por determinação do Conselho Nacional de Justiça, a imprensa não poderá fazer imagens durante os interrogatórios para preservar os suspeitos.
O primeiro depoimento começará dentro de instantes, por volta das 10h, e será de Filipe Parisotto, que está preso no Presídio Central. Braço-direito do diretor do diretor-presidente da Eleja, ele chegou ao local algemado. Outros dois suspeitos, Carlos Marcelo Cecin e Júlio Magalhães, já aguardam o interrogatório em silêncio, sem trocarem palavras.
Novos suspeitos podem surgir a partir dos depoimentos
Antes de iniciar os interrogatórios, o advogado de um dos
réus antecipou que a partir dos depoimentos devem surgir
novos suspeitos. Sem adiantar nomes, ele disse que devem ser anunciados nomes da direção da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).
Nove suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) após falsificação de contratos de financiamento internacional com garantias ilegais da estatal. A operação permitiu a contratação de pelo menos 157 milhões de euros junto ao banco alemão KfW em 2005 e 2006 por usinas no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Como está foragido, o chileno naturalizado alemão Erwin Karl é o único denunciado que não será ouvido hoje. Em prisão domiciliar, o diretor-presidente da Eleja, Julio Magalhães, deve ser o segundo a depor. Os demais estão livres e serão chamados em seguida.
Os depoimentos serão tomados em separado para evitar que os suspeitos mudem as versões durante a audiência. O interrogatório dos réus é a primeira etapa do processo criminal. É uma das únicas chances do suspeito de se
manifestar diretamente ao juiz. O
próximo passo é o magistrado marcar a data para ouvir testemunhas de acusação e de defesa. Se não houver pedido de diligências extras, o processo pode ser concluído ainda este ano. Nesse caso, os réus poderão ir a julgamento até dezembro. O caso é prioridade na Justiça Federal.
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