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19 de junho de 2026
 

| 22/12/2007 | 17h39min

Justiça Federal aceita denúncia contra suspeitos de envolvimento na fraude da CGTEE

Suspeitos teriam obtido dinheiro via empréstimos ilegais

A juíza de plantão no fórum da Justiça Federal em Porto Alegre, Ingrid Schroder Sliwka, aceitou na íntegra a denúncia do Ministério Público Federal contra os nove suspeitos de envolvimento no escândalo das usinas. A fraude consiste em contratos ilegais de empréstimos que teriam sido avalizados pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) (clique no link ao lado e entenda o caso).

O dinheiro seria utilizado na instalação de usinas de biomassa no Rio Grande do Sul e no Paraná. Os indiciados teriam participado no esquema de fraude de contratos de 157 milhões de euros (equivalentes a R$ 405 milhões) em favor da Hamburgo Energia, com sede na Capital, e da Winimport, do Paraná.

Confira abaixo o nome dos envolvidos e os crimes de que são suspeitos 

Alan de Oliveira Barbosa, diretor-presidente da Hamburgo — formação de quadrilha, estelionato, corrupção ativa, tráfico de influência e obtenção de financiamento mediante fraude.

Carlos Marcelo Cecin, ex-diretor técnico da CGTEE — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e corrupção passiva.

Celso Antônio Barreto Nascimento, prestador de serviços da Elétrica Jacuí (Eleja) — formação de quadrilha, obtenção mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Erwin Alejandro Jaeger Karl, representante da CCC Machinery — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Filipe Parisotto, funcionário da Eleja — formação de quadrilha e estelionato.

Iorque Cardoso, diretor-presidente afastado da Cooperativa Riograndense de Eletricidade (Coorece) — formação de quadrilha, obtenção de financiamento mediante fraude e tráfico de influência.

Joceles da Silva Moreira, ex-advogado da CGTEE — formação de quadrilha e obtenção de financiamento mediante fraude.

Julio Magalhães, diretor-presidente da Eleja — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Luciano Prozillo Junior, da Winimport — formação de quadrilha, obtenção de financiamento mediante fraude, corrupção ativa e tráfico de influência.

 

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