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16 de junho de 2026
 

| 18/12/2007 | 11h40min

Justiça Federal deve receber inquérito sobre escândalo das usinas

MPF terá cinco dias para analisar documentos e decidir se oferecerá denúncia

Marciele Brum | marciele.brum@zerohora.com.br

O chefe do Núcleo de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal (PF), delegado Alexandre Isbarrola, deve entregar à Justiça Federal o inquérito sobre o escândalo das usinas até o final desta manhã.

Ao receber os cerca de 70 volumes, o juiz federal substituto Gueverson Rogério Farias, da 1ª Vara Criminal, encaminhará diretamente ao Ministério Público Federal (MPF). O MP terá cinco dias para analisar os documentos e decidir se oferecerá denúncia à Justiça.

A PF indiciou nove suspeitos de falsificação de contratos de financiamento com aval ilegal da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).

Veja abaixo os crimes:

Alan de Oliveira Barbosa, diretor-presidente da Hamburgo — formação de quadrilha, estelionato, corrupção ativa, tráfico de influência e obtenção de financiamento mediante fraude.

Carlos Marcelo Cecin, ex-diretor técnico da CGTEE — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e corrupção passiva.

Celso Antônio Barreto Nascimento, prestador de serviços da Elétrica Jacuí (Eleja) — formação de quadrilha, obtenção mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Erwin Alejandro Jaeger Karl, representante da CCC Machinery — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Filipe Parisotto, funcionário da Eleja — formação de quadrilha e estelionato.

Iorque Cardoso, diretor-presidente afastado da Cooperativa Riograndense de Eletricidade (Coorece) — formação de quadrilha, obtenção de financiamento mediante fraude e tráfico de influência.

Joceles da Silva Moreira, ex-advogado da CGTEE — formação de quadrilha e obtenção de financiamento mediante fraude.

Julio Magalhães, diretor-presidente da Eleja — formação de quadrilha, estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e falsa declaração para realização de operação de câmbio.

Luciano Prozillo Junior, da Winimport — formação de quadrilha, obtenção de financiamento mediante fraude, corrupção ativa e tráfico de influência.

 

 

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