Depois de obter habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, o ex-diretor técnico da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) Carlos Marcelo Cecin deixou o Presídio Central, em Porto Alegre, às 23h50min desta terça-feira.
Visivelmente abatido, com barba e cabelo por fazer, Cecin evitou ser fotografado. Enquanto era protegido por um advogado que lhe entregou sobretudo e chapéu, familiares tentavam impedir o fotógrafo de registrar a saída dele da casa de detenção.
Infográfico: entenda o escândalo das usinas
Também favorecido com hábeas, o presidente afastado da Cooperativa Riograndense de Eletricidade (Coorece) Iorque Barbosa foi solto do Presídio Central por volta das 3h30min desta
quarta-feira.
O prestador de serviços da Elétrica Jacuí
(Eleja) Celso Barreto do Nascimento foi liberado às 20h30min de ontem do Presídio Estadual de São Jerônimo, cidade onde nasceu. A informação foi confirmada nesta manhã pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
As prisões ocorreram no dia 21 de novembro. Os três são suspeitos de envolvimento nos avais ilegais da CGTEE. A operação garantiu 157 milhões de euros (R$ 405 milhões) em financiamentos para empresas privadas. Como avalista, a CGTEE pode ter de usar dinheiro público para saldar os compromissos.
Em primeira instância, o juiz federal substituto Gueverson Rogério Farias, da 1ª Vara Criminal, havia negado a revogação das prisões. No dia 23 de novembro, o desembargador do TRF Néfi Cordeiro, relator do caso no tribunal, também havia negado liminarmente os pedidos de libertação, em segunda instância. Ontem, houve o julgamento do mérito.
Cecin é considerado pela PF peça-chave na fraude. Na decisão judicial, Cordeiro argumenta que a
libertação de Cecin, cuja assinatura
aparece em 12 contratos, não oferece risco.
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