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Diário de Santa Maria

21/06/2013 | N° 11717AlertaVoltar para a edição de hoje

PROTESTO

As vozes de Santa Maria

Entre 12 e 15 mil pessoas encararam o frio e a chuva para levantar várias bandeiras

Os santa-marienses que, há uma semana, acompanharam pela TV e pelas redes sociais as manifestações tomarem às ruas de capitais em todo o país, no fim da tarde de ontem, fizeram eco às manifestações em defesa de diversas bandeiras. O frio de 13ºC e a chuva fina e gelada não assustaram o grupo, que somou entre 12 mil e 15 mil pessoas, reivindicando muitas outras causas além do barateamento da tarifa do transporte coletivo. Até quem preferiu ficar em casa assistindo à televisão foi alvo de críticas. Em Santa Maria, o protesto contra a corrupção questionou também a impunidade dos envolvidos direta e indiretamente na tragédia da boate Kiss, que vitimou 242 pessoas. Pelo menos outras 100 cidades brasileiras assistiram a protestos contra as prioridades dos governos (veja mais nas páginas 8 e 9).

Outra marca da manifestação foi o caráter pacífico, excluindo incidentes isolados como uma vitrine quebrada e uma viatura da BM atingida por pedrada, cujos atos foram vaiados pela multidão (leia mais na página 8). A passeata foi calma e recebeu o apoio dos moradores, que acompanhavam pelas janelas. Veja as vozes de quem esteve na manifestação nas páginas 6 e 7.

Quando os jovens começaram a se reunir na praça Saldanha Marinho, por volta das 15h30min, as autoridades já se preparavam para garantir a segurança dos manifestantes. Ainda pela manhã e no começo da tarde, Brigada Militar e Polícia Civil se reuniram com entidades que participaram da mobilização e também com comerciantes do Centro. Alguns lojistas preferiram fechar as portas a partir das 16h, e o trânsito nas principais ruas da região foi interrompido por volta das 17h30min.

Movimento contagiou até quem não participou

Marli Coelho, 58 anos, foi liberada mais cedo do Mercado da Índia, onde trabalha, em função da manifestação, prevista para começar às 17h. Sem poder ir logo para casa, em função da alteração do trajeto e dos horários dos ônibus que passavam pelo Centro, ela não se incomodou com a mudança na rotina. Mesmo sem participar, ela olhava orgulhosa da multidão que caminhava pelas ruas e procurou registrar com fotos o momento que considerou histórico. Questionada sobre o transtorno que a manifestação causava, rebateu:

– Que transtorno? Hoje eu tenho orgulho de ser brasileira. Vai ser essa juventude que vai mudar o país. Amanhã ou depois, quando eu pegar o ônibus para trabalhar e pagar um transporte mais barato, é por causa deles. Nós, mais velhos, deveríamos estar nas ruas. Enquanto descansamos, eles lutam por nossos direitos.


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