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Diário de Santa Maria

23/09/2009 | N° 2299Alerta Voltar para a edição de hoje

CARTAS

  • Profissão de professor

    Ao sentar-me em frente à TV, em um momento entre a correção de um trabalho e o planejamento de uma aula, vi com surpresa uma propaganda que me chamou a atenção. O Ministério da Educação (MEC) incentivando os brasileiros a serem professores. Dizia que este é o único profissional que trabalha com pessoas interessantes, que questionam, pesquisam e se interessam pelo futuro. Em outra, mostrava uma pesquisa feita em vários países desenvolvidos e questionava qual o profissional responsável pelo desenvolvimento: a resposta é unânime: professor. No final dessas duas propagandas, diz: “Seja um professor!”

    Só que o MEC esqueceu de relacionar o salário desses profissionais com o dos outros que existem no país. De relacionar quanto tempo que temos de ficar nos bancos escolares antes de nos tornarmos professores, quanto tempo temos de dedicar a essa profissão, quantas vezes temos de desempenhar funções que não foram àquelas nas quais nos formamos. Esqueceu, ainda, de falar que existem milhões de analfabetos no país e os culpados, com certeza, não são os professores. Que incentivo tem alguém para decidir ser professor?

    Maria Olga da Costa Rodrigues, professora municipal

  • Crise no Piratini e MST

    Não me surpreende que alguém tenha reagido contra a minha afirmação de que o MST é uma organização criminosa. Mas não vou me aprofundar no mérito da questão se uma organização ligada às Farc e, inclusive, com membros destas em suas fileiras, é criminosa ou não. Mais uma vez, a ideologia fala mais alto. Quem quiser saber a verdade, leia os relatórios da Brigada Militar. Ou, quem sabe, as atas do Foro de São Paulo.

    Falko König, estudante

    Nota da Redação: em carta de 9 de setembro, o leitor Falko König comentou que as mesmas pessoas que fazem denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius seriam aquelas que apoiam “organizações criminosas como o MST”. Em 12 e 13 de setembro, o leitor André Vinicius Mossate Jobim rebateu a afirmação e citou números do MST, como o assentamento de mais de 370 mil famílias e a construção de 2 mil escolas públicas.


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