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Diário de Santa Maria

01/09/2009 | N° 2280AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGO

Educação e a mudança social

A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso de uma civilização. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas.

Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. É grave erro pensar-se que, para exercê-la com proveito, basta o conhecimento da ciência. A educação (...) é o mais poderoso fator do progresso, pois contém em gérmen todo o futuro. Mas para ser completa, deve se inspirar no estudo da vida sob suas duas formas alternantes, visível e invisível, em sua plenitude, em sua evolução ascendente para os cimos da natureza e do pensamento.

Educação não é processo isolado. É uma ação conjunta em que participam: família, educadores e meio social. Educação, hoje, (...) não é apenas a instrução, como bom período foi considerado que educar era instruir. Educar é instruir e criar hábitos, hábitos saudáveis, convenientemente moralizadores.

A educação é um processo de desenvolvimento de experiências, no qual educador e educando desdobram as aptidões inatas, aprimorando-as no curso do processo educativo. A educação abrange área muito grande, na quase totalidade da vida. No período de formação do homem, é pedra fundamental, por isso que, ao instituto da família, compete a indeclinável tarefa. É pela educação, e não pela instrução apenas, que se dará a transformação do indivíduo, e consequentemente, da sociedade.

Coerentemente com suas teses, os educadores apontam a educação e a instrução de todos como o melhor preservativo contra os desvios morais. Podemos dizer que educação é aquela que, num processo contínuo, estende-se por toda a vida, procurando desenvolver todas as potencialidades do ser humano e na qual todos se educam desde que nascem até a morte. Mas não é ela uma simples extensão do período escolar. O conteúdo da educação deve ir muito além daqueles que apenas visam a ativar a capacidade de entender (meramente intelectual), como no ensino tradicional. Deve procurar, com muita intensidade, despertar e fortalecer a afetividade, a comunicabilidade, o amor, a sensibilização à beleza e a convivência harmônica com o próximo.

Portanto, educar é transferir a outro, com abnegado amor, a resolução de desenvolver de dentro para fora toda sua capacidade de receber e forjar valores. Conclui Pestalozzi: “Educar é, por excelência, função da própria vida e é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo”.



JOSÉ MILTON MENDES DE PAULA|Instrutor de Trânsito e estudante de Pedagogia

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