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Diário de Santa Maria

27/03/2013 | N° 3411AlertaVoltar para a edição de hoje

REPERCUSSÃO

Alfinetadas em Tarso e Arigony

Associação defende oficiais do Corpo de Bombeiros

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) criticou a conduta dos responsáveis pela investigação policial e a postura do governador Tarso Genro após o resultado do inquérito, divulgado na última sexta-feira, que responsabilizou 28 pessoas pelo incêndio na boate Kiss, que teve 241 vítimas fatais.

De acordo com o tenente-coronel José Carlos Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm), o ex-comandante do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros (4º CRB) em Santa Maria, tenente-coronel Moisés Fuchs, foi exposto de forma desnecessária pelo governador. Logo após a entrega do inquérito policial, no qual Fuchs foi responsabilizado por homicídio culposo (sem a intenção de matar) e por improbidade administrativa, Tarso Genro (PT) anunciou o afastamento do comandante dos bombeiros de Santa Maria.

– Lamentamos profundamente o afastamento do tenente-coronel Fuchs, sem nem ele estar indiciado. Estamos irresignados com a postura do governador. Não é assim que se afasta um oficial. Ele (Fuchs) está com sua imagem desgastada a nível nacional e já foi condenado sumariamente pela opinião pública. Foi uma exposição desnecessária – afirma Guimarães.

O presidente da Asofbm ainda aproveitou para questionar a imparcialidade do delegado Marcelo Arigony, um dos responsáveis pela investigação do incêndio.

– O delegado (Arigony) deveria ter sido afastado da investigação, pois estava emocionalmente envolvido com o caso – avalia Guimarães.

O ex-comandante do 4º CRB, tenente-coronel Moisés Fuchs, não compareceu à Câmara de Vereadores, onde faria um pronunciamento ontem sobre o apontamento de seu nome na investigação policial. Pais e familiares de vítimas chegaram a ocupar o plenário para ouvir o bombeiro.

Na segunda-feira, Fuchs afirmou que, que ocuparia a Tribuna Livre da Câmara a partir das 15h de ontem. Segundo Fuchs, sua decisão em não falar foi tomada, pois o presidente da Asofbm já havia se pronunciado em seu nome.

Na manhã de ontem, o major Gerson da Rosa Pereira, chefe do Estado Maior do 4º CRB, divulgou uma carta aberta à comunidade sobre a atuação dos bombeiros na caso da boate Kiss. O major foi indiciado por crime processual porque teria incluído documentos na pasta referente ao PPCI da Kiss em meio ao inquérito. Depois de preferir não se manifestar ao Diário sobre o indiciamento, ele emitiu o documento, onde diz que busca “esclarecer a incompetente imputação de crime” a que foi “vítima amplamente divulgada na mídia escrita e falada”.

Em outro trecho (confira a íntegra no site do Diário, o major diz: “Minha família e vida pessoal foram feridas de morte sem qualquer possibilidade de reparo, nem mesmo qualquer indenização ou retratação pelos responsáveis poderá desconstituir a exposição que sofri.”.

Novo comandante deve ser anunciado amanhã

Segundo a assessoria do Comando-Geral da Brigada Militar do Estado, mesmo que o nome de Fuchs ainda não tenha aparecido no Diário Oficial, Fuchs, desde sexta, ele não responde mais pelo 4º CRB. Hoje, o seu afastamento deve ser confirmado em um boletim interno da Brigada.O tenente-coronel deve assumir um cargo no Hospital da Brigada.

O novo comandante do 4º CRB pode ser anunciado amanhã.


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