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23 de agosto de 2009 | N° 8537AlertaVoltar para a edição de hoje

Entidade critica parcelamento muito longo

Embora a procura por financiamento para cirurgia plástica venha aumentando no Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) critica quem oferece esse tipo de serviço.

Para o diretor científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica de SC (SBCP-SC), Jorge Bins Ely, o corpo do ser humano não pode ser comparado a um produto.

– Dividir o valor da cirurgia em até três, quatro vezes, tudo bem. Isso vai de uma negociação do paciente com o médico. Agora, parcelar em 36 vezes acho um pouco demais. Estão confundindo vidas com carros – defende Ely.

Em visita a Florianópolis no começo deste ano para participar da 25ª Jornada Sul-brasileira de Cirurgia Plástica, o presidente nacional da entidade, José Tariki, disse que cerca de 70 notificações foram feitas a médicos do país no ano passado por ligação com financeiras que atuavam de forma ilegal.

Pedagoga economizou e pagou tudo à vista

A pedagoga Analia Verônica Souza, de 37 anos, de Florianópolis, optou por juntar o dinheiro necessário à lipoaspiração e à prótese mamária em vez de pedir empréstimo no banco.

– Com isso, consegui negociar um valor melhor com o médico – diz ela, que investiu R$ 10 mil nas cirurgias.

Mesmo ainda com muitas dores depois das intervenções, realizadas há 24 dias, a pedagoga afirma que o investimento valeu a pena.

– Fiz por causa da autoestima e realmente ela melhorou muito.

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