André Santos é a personificação da lição de que não existem sonhos impossíveis de serem realizados. Das peladas em Biguaçu, cidade em que aprendeu a jogar futebol, ele se transformou em um dos melhores laterais-esquerdos do país e titular da Seleção Brasileira, onde foi campeão há uma semana, da Copa das Confederações.
Apesar de ter se tornado um jogador consagrado, a gratidão pelo município da Grande Florianópolis permanece. Com a conquista do título da Copa do Brasil, na última quarta-feira, e a folga dada até este domingo pelo Corinthians, o jogador aproveitou para rever seus familiares e matar saudades dos amigos de Biguaçu e, principalmente, da equipe amadora do Biguá, onde desde os 12 anos de idade jogava futebol.
Ao colocar o pé direito no gramado, o jogador do Corinthians fez o sinal da cruz, em respeito ao local.
– Para mim, campo de futebol sempre vai ser sagrado. É o que me dá sustento, status e glória – afirmou o ala de 26 anos, que foi
recepcionado pelo palmeirense Rodolfo
Ernesto de Faria, ex-dirigente do Biguá e hoje zelador do campo.
Ex-diretor do Biguá acompanhou a trajetória
Ao se cumprimentarem, Rodolfo falou para que André Santos “pegasse leve” no próxima partida contra o seu time do coração e aproveitou para pedir ao jogador corintiano uma camisa do alviverde paulista.
– Isto você sente na pele de ver o cara subindo – afirmou o antigo diretor do Biguá, orgulhoso por ter presenciado o crescimento de André Santos, ou melhor, o Paulista, como ele era conhecido, por ter nascido em São Paulo.
E é claro que o jogador da Seleção não passou despercebido. Bastaram 20 minutos de um bate-bola com o sobrinho Gabriel, de seis anos, para que André Santos sofresse o inevitável assédio. Só que em vez da camisa do Corinthians, agora são as “amarelinhas” da Seleção que ganham a assinatura do lateral-esquerdo. Ao ver o filho dando autógrafo com muita disposição para os estudantes Jefferson
Silva, 15, e Luciano Picolli, 16, a mãe Maria Iraci Souza
Santos elogiou a atitude de André Santos.
– Ele é sempre muito atencioso com os fãs – disse.
E na saída, ao dar adeus, à distância, para Rodolfo, o ex-jogador do Figueirense disse para a mãe que já sabia qual camisa do Palmeiras presentearia o zelador. Quem sabe da próxima vez em que eles se encontrarem, André Santos não esteja jogando bola em um time europeu. Futebol não falta ao ilustre cidadão de Biguaçu.
diogo.davila@diario.com.br
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