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5 de julho de 2009 | N° 8487AlertaVoltar para a edição de hoje

De Biguaçu para a Seleção de Dunga

André Santos, que jogava futebol no município da Grande Florianópolis, se transformou em titular no Brasil

André Santos é a personificação da lição de que não existem sonhos impossíveis de serem realizados. Das peladas em Biguaçu, cidade em que aprendeu a jogar futebol, ele se transformou em um dos melhores laterais-esquerdos do país e titular da Seleção Brasileira, onde foi campeão há uma semana, da Copa das Confederações.

Apesar de ter se tornado um jogador consagrado, a gratidão pelo município da Grande Florianópolis permanece. Com a conquista do título da Copa do Brasil, na última quarta-feira, e a folga dada até este domingo pelo Corinthians, o jogador aproveitou para rever seus familiares e matar saudades dos amigos de Biguaçu e, principalmente, da equipe amadora do Biguá, onde desde os 12 anos de idade jogava futebol.

Ao colocar o pé direito no gramado, o jogador do Corinthians fez o sinal da cruz, em respeito ao local.

– Para mim, campo de futebol sempre vai ser sagrado. É o que me dá sustento, status e glória – afirmou o ala de 26 anos, que foi recepcionado pelo palmeirense Rodolfo Ernesto de Faria, ex-dirigente do Biguá e hoje zelador do campo.

Ex-diretor do Biguá acompanhou a trajetória

Ao se cumprimentarem, Rodolfo falou para que André Santos “pegasse leve” no próxima partida contra o seu time do coração e aproveitou para pedir ao jogador corintiano uma camisa do alviverde paulista.

– Isto você sente na pele de ver o cara subindo – afirmou o antigo diretor do Biguá, orgulhoso por ter presenciado o crescimento de André Santos, ou melhor, o Paulista, como ele era conhecido, por ter nascido em São Paulo.

E é claro que o jogador da Seleção não passou despercebido. Bastaram 20 minutos de um bate-bola com o sobrinho Gabriel, de seis anos, para que André Santos sofresse o inevitável assédio. Só que em vez da camisa do Corinthians, agora são as “amarelinhas” da Seleção que ganham a assinatura do lateral-esquerdo. Ao ver o filho dando autógrafo com muita disposição para os estudantes Jefferson Silva, 15, e Luciano Picolli, 16, a mãe Maria Iraci Souza Santos elogiou a atitude de André Santos.

– Ele é sempre muito atencioso com os fãs – disse.

E na saída, ao dar adeus, à distância, para Rodolfo, o ex-jogador do Figueirense disse para a mãe que já sabia qual camisa do Palmeiras presentearia o zelador. Quem sabe da próxima vez em que eles se encontrarem, André Santos não esteja jogando bola em um time europeu. Futebol não falta ao ilustre cidadão de Biguaçu.

diogo.davila@diario.com.br

DIOGO DAVILA
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