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6 de junho de 2009 | N° 8458AlertaVoltar para a edição de hoje

O desafio de se fazer animação

Entrevista: Paulo Munhoz

Paulo Munhoz, diretor paranaense que realizou seis curtas e dois longa-metragens de animação, Brichos e Belowars, para o público infantil e adolescente.

Pergunta – Como foi a produção de Belowars? O que mudou em relação ao primeiro, Brichos?

Paulo Munhoz – Belowars era um projeto antigo, que viabilizamos graças a um edital do Estado do Paraná. Este filme permitiu que mantivéssemos o núcleo principal de animadores do Brichos trabalhando por mais um ano juntos. Mas é um projeto completamente diferente do Brichos. O caminho estético visual é outro, bem como a estrutura narrativa.

Pergunta – Como está o cenário para produção de longas de animação no Brasil?

Munhoz – Fazer um longa de animação é algo dificílimo em qualquer parte do mundo. No Brasil essa dificuldade se amplia, mas estamos mudando a situação. Ao longo dos mais de 100 anos da história do cinema brasileiro, o país produziu 21 longas animados. Isso é pouco se compararmos com os milhares e tantos longas de ficção e documentário. Mas é um número considerável se pensarmos que os mecanismos de fomento à produção são recentes.

CINEASTA
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