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29 de maio de 2009 | N° 8450AlertaVoltar para a edição de hoje

Uma aliada da boa saúde e do ambiente

Bicicletas são alternativas que podem garantir mais segurança e agilidade

Diminuir a poluição e deixar o sedentarismo de lado. É certo que é menos cômodo, mas deixar o carro na garagem e adotar a bicicleta traz um ganho social ainda mais amplo: contribuir para a diminuição dos congestionamentos nos grandes centros urbanos.

Na Capital, considerando o tempo de deslocamento, optar pelo carro, na maioria das vezes, não é o mais vantajoso. O teste, chamado de desafio intermodal, foi feito em setembro do último ano pela Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) com dois grupos de bicicletas, motos, carros e ônibus, saindo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e chegando ao Largo da Alfândega, no Centro.

Um grupo foi pelo trajeto Norte e outro, pelo Sul. Em ambos, as bicicletas chegaram primeiro. Os tempos de deslocamento também foram os mais baixos em cada grupo.

No trajeto Sul, a bicicleta conseguiu a maior velocidade média em seu grupo, de 20,58 km/h. No Norte, a moto alcançou a maior velocidade média, mas a bicicleta ficou em segundo.

No levantamento final, a ViaCiclo chegou ao comparativo de gasto de R$ 5,14 para o carro que fez o trajeto Norte, enquanto as bicicletas não tiveram custos. Contando todas as variáveis – incluindo a avaliação dos participantes – as bicicletas tiveram a melhor média final: nota 8,96 da bicicleta do trajeto Norte contra 2,71 do carro do trajeto Norte.

Lei dá prioridade aos ciclistas

Para o diretor administrativo da ViaCiclo, André Soares, o desafio ratifica o que já se imaginava:

– Não foi surpresa para nós a bicicleta ser mais eficiente perante os itens determinados. O teste já tem sido feito em outras cidades, e o resultado é sempre positivo para esse meio de locomoção.

Além do que foi estudado no teste, Soares também destacou a facilidade de estacionar a bicicleta. Com um cadeado, o ciclista consegue amenizar o perigo de roubo. Como ele lembrou, o risco também existe para os carros.

Soares ressaltou, ainda, que falta segurança aos ciclistas e nem sempre a lei de trânsito – que dá a preferência a quem está de bicicleta – é cumprida.

Mesmo assim, os ciclistas já perceberam que a opção pode ser a melhor no trânsito. Jader Asanuma está vendendo sua motocicleta por medo de um acidente. A opção foi pela bicicleta.

– Faço compras para o restaurante onde trabalho de bicicleta. É muito diferente uma queda de moto e uma queda de bicicleta. Fico ligado nos cruzamentos e geralmente dou o lado, mas de bicicleta é mais tranquilo – afirmou.

diario.com.br

> O que você pode fazer para melhorar o trânsito em sua cidade?

lilian.simioni@diario.com.br

LILIAN SIMIONI
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