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A superintendência do Porto de Itajaí fará uma nova peregrinação a Brasília, hoje. O motivo é uma decisão da Secretaria Especial de Portos (SEP) do governo federal, que concedeu mais 30 dias para o Consórcio Draga Brasil concluir a dragagem no canal de acesso aos portos do Rio Itajaí-Açu.
O contrato firmado entre o governo federal e o consórcio previa a conclusão das obras até domingo passado. Por conta do aditivo, os terminais de Itajaí e Navegantes poderão voltar à normalidade apenas em 19 de maio.
Embora tivesse 120 dias para concluir as obras – a contagem começou em 19 de dezembro, quando a ordem de serviço foi publicada no Diário Oficial da União –, o consórcio Draga Brasil, vencedor da licitação, prometeu encerrar os trabalhos já em janeiro. De lá para cá, ocorreram quatro prorrogações.
– Precisamos resolver o problema imediatamente. Não correremos o risco de esperar 30 dias e não ter a dragagem pronta. Se for preciso, pediremos o cancelamento
deste contrato ao ministro – ameaçou
o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Aires dos Santos, que representará os dois terminais do Itajaí-Açu na capital federal.
Por sua vez, o superintendente do Porto de Navegantes, Osmari de Castilho Ribas, recebeu com apreensão a possibilidade de mais um mês de obras:
– Seria mais um mês de agonia, com a produção muito abaixo do que devemos ter.
Trabalho recomeçou na última segunda
A draga que faz a manutenção permanente do Rio Itajaí-Açu começou a operar segunda-feira de manhã, a fim de agilizar as obras. Em nota oficial, o Porto de Itajaí informou que as últimas medições apontaram que o canal portuário externo, na saída do rio para o mar, ainda precisa ser dragado ao longo de 800 metros, até atingir uma profundidade de 12 metros. O volume de sedimentos corresponde a 80 mil metros cúbicos.
No Rio Itajaí-Açu, a margem direita ainda tem cerca de 5 mil metros cúbicos de resíduos a serem
dragados. A profundidade no local precisa chegar a 11 metros para a
navegação das embarcações de grande porte carregadas. Atualmente, os navios entram e saem do complexo portuário com apenas metade da capacidade total de carga.
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