A prefeitura estima gastar, até junho, R$ 45 milhões em obras de manutenção decorrentes da tragédia de novembro. A previsão esbarra na falta de recursos para manter os serviços, que incluem retirada de barreiras e pontos de interrupção, limpeza e conserto de tubulações e recuperação de calçamentos. Desde novembro, já foram investidos cerca de R$ 23,2 milhões em manutenção.
Do total, R$ 5,4 milhões vieram do Fundo Estadual de Defesa Civil e o restante foi custeado pela prefeitura.
– Isso dá a dimensão da mobilização e do volume de serviço que a prefeitura está realizando, sem haver recursos financeiros. É insustentável manter esse volume sem previsão de recursos. Por mês, gastávamos normalmente R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção. Hoje, são R$ 6 milhões em média – afirma o prefeito João Paulo Kleinübing.
Serviços como recuperação de pistas, que numa média trimestral anterior à calamidade chegava a 2,4 mil metros quadrados, de novembro a fevereiro
atingiu o número de 6,59 mil metros
quadrados recuperados. No mesmo período, a limpeza de canalizações de águas pluviais e esgoto abrangeu 32.600ml, sendo que a média trimestral no último ano era de 2.100ml.
Para viabilizar as obras nos próximos meses, é aguardado parecer do Ministério das Cidades para a vinda de cerca de R$ 60 milhões que serão usados na recuperação de rios, ribeirões e encostas do município. Os dois principais projetos preveem R$ 51,3 milhões para recuperação da drenagem nas bacias e R$ 9,5 milhões para recuperação da margem esquerda e calha do Rio Itajaí-Açu.
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