O desgaste para policiais e Centro Administrativo não acaba com a suspensão do movimento pelo cumprimento da Lei 254 em frente aos quartéis. Tudo, ainda, está por se resolver quando o assunto é cumprimento da norma.
O governo do Estado percebeu que a Aprasc tem força de mobilização e conseguiu com um grupo pequeno, reforçado por mulheres e parentes de policiais, atrapalhar as operações de policiamento ostensivo e de combate a incêndios, entre outras. A entidade que se manifestava em nome 24,2 mil servidores, de militares a civis, cedeu por temer a força do Estado, que acenou com punições a quem aderiu à causa. Falava-se em prisões. Além disso, um contingente da Força Nacional estava de prontidão para assumir funções de patrulhamento nas principais cidades.
Por pior que seja o efeito do motim diante da sociedade, esta sim, refém quando o assunto é segurança pública, governo e Aprasc têm mais uma oportunidade de buscar um meio termo. Aguardar até o dia 7 de janeiro para que se cumpra o script de que a arrecadação do Estado não cresceu, em função da tragédia provocada pela chuva, vai de encontro à lógica.
O momento é propício para outro tipo de negociação. Afinal, os dois lados envolvidos na questão fazem parte da mesma estrutura estatal e têm o compromisso constitucional de atender à comunidade a quem servem por mandato eletivo ou por concurso público. E, mais do que nunca, após os acontecimentos recentes, policiais militares e Centro Administrativo sabem o quanto são fortes e quais suas maiores vulnerabilidades. Uma simples questão de ponto de vista.
Um programa de rastreamento vai ajudar o contribuinte a acompanhar, via internet, todas as etapas dos processos que derem entrada na prefeitura de Florianópolis. A idéia do prefeito Dário Berger (PMDB) é eliminar atrasos em questões de registros de imóveis e estabelecimentos comerciais, por exemplo.
Na outra ponta, as secretarias terão os prazos mais rígidos para emitir seus pareceres. Seria uma tremenda evolução.

A inauguração da nova montanha-russa do Parque de Beto Carrero World, a única invertida da América Latina, foi o cenário para o governador Luiz Henrique dizer ao deputado federal Carlito Merss (PT) que não irá à posse na prefeitura de Joinville. O governador tem compromisso no mesmo horário, a posse do peemedebista Dário Berger na prefeitura de Florianópolis. Carlito parece que entendeu.
O prefeito diplomado de São José, Djalma Berger (PSB), estará hoje em Brasília. Oficializa, na Câmara, a renúncia ao mandato parlamentar para assumir, na quinta-feira, a prefeitura de São José.
Vou tocar tudo segunda (hoje). Passar a chave do gabinete e acertar as questões da equipe afirmou Djalma.
O suplente Paulo Bauer (PSDB) assume definitivamente o mandato, mas não deve ficar muito tempo na Capital Federal. Volta para assumir a Secretaria Estadual da Educação no início de 2009.
Djalma Berger e a futura secretária de Ação Social, a jornalista Lurian Cordeiro Lula da Silva Sato, vão se encontrar com o presidente da República em janeiro, em Brasília. A data não foi definida.
Djalma explica que a própria Lurian comunicou, em novembro, ao pai presidente, que aceitaria o cargo na prefeitura de São José, e Lula referendou. Vale lembrar que outro encontro deve ocorrer quando o presidente vier à Grande Florianópolis na primeira quinzena de janeiro.

Não fosse o diminuto movimento de turistas e moradores do Distrito Federal, a Esplanada dos Ministérios, onde está inserido o Congresso Nacional, estaria às moscas na tarde de domingo. Como os recessos no Legislativo e no Judiciário vão até 1º de fevereiro, movimento mesmo só no Executivo, mas nem tanto.
O presidente Lula vai tirar uns dias de folga no Réveillon. Vai para bem longe do Palácio do Planalto, rumo ao arquipélago de Fernando de Noronha, na Costa de Pernambuco.
Jorge Boeira (PT) só vai assumir na Câmara no ano que vem. Provavelmente em uma solenidade, dia 6 de janeiro, que está sendo preparada pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), quando 18 suplentes farão o juramento em plenário.
Boeira substituirá Carlito Merss, petista que toma posse na prefeitura de Joinville e que oficializa a renúncia apenas dia 31 de dezembro. Representante do Sul do Estado, Boeira não está preocupado com a pressa.
Imagina o que eu faria lá (em Brasília) sem a Câmara funcionar declarou na tarde de ontem por telefone.
A análise das três medidas provisórias enviadas pelo governo na autoconvocação da Assembléia, que inicia hoje, não está entre os maiores problemas na opinião dos líderes.
O calo seria o projeto que redefine a obrigatoriedade de licença ambiental para as Pequenas Centrais Hidrelétricas, dependendo o porte da PCH. O PT propôs emendas para diminuir o impacto ambiental e, entre alguns governistas, há claro desconforto em aprovar a matéria como está.
- GESTÃO Cada secretário municipal que assumir as funções na prefeitura da Capital terá que assumir um compromisso com as principais metas da administração, que será firmada no ato da posse. O tal choque de gestão, tem mais: os secretários vão ser analisados no cumprimento de seus objetivos a cada três meses.