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20 de dezembro de 2008 | N° 8292AlertaVoltar para a edição de hoje

BRs de SC com menos mortes

Redução foi de 23% após a implantação da lei seca, em junho

O número de mortes das rodovias federais em Santa Catarina caiu 23% entre 20 de junho, início da lei seca, e 18 de dezembro deste ano na comparação com igual período do ano passado, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No país, a queda foi de 5,5%. Nas rodovias estaduais, no entanto, a quantidade de mortes aumentou 11,38% neste ano em relação ao mesmo período de 2007.

Em 2008, foram 70 mortes a menos do que em 2007 entre 20 de junho e 18 de dezembro nas rodovias federais.

Ao contrário do registro nacional, o número de feridos também diminuiu em Santa Catarina. No ano passado, foram 4.567. Neste ano, 4.461, o que representa uma queda de 2,32%. No caminho oposto, os acidentes aumentaram 5,2% no mesmo período, passando de 7.095 para 7.464.

– No ano, as mortes no trânsito em Santa Catarina reduziram 12,5%. A lei veio em boa hora e foi muito importante porque salvar uma só vida já é muito para nós – analisou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Estado, Luiz Ademar Paes.

As estradas estaduais não seguiram a tendência das BRs. Apresentaram aumento acentuado de mortes em quatro dos sete meses analisados.Em novembro, aconteceu o maior aumento, chegando a registrar mais 78,57% mortes no trânsito em relação ao mesmo mês de 2007.

No período após a lei seca, houve redução de 1,49% no número de acidentes e 6,87% de feridos.

PRF quer reduzir índice em 2009

O superintendente da PRF em Santa Catarina pretende atingir uma redução maior em 2009. Almeja chegar a 25%.

– Nossos policiais já notam uma mudança de comportamento e vêem que as pessoas estão cumprindo a lei. Quando pára um carro com um casal, por exemplo, é comum ver que um bebeu e o outro não para poder dirigir – comentou.

O resultado da conscientização da população também aparece nos dados da Polícia Rodoviária. Em 2007, 337 motoristas foram detidos por embriaguez. Neste ano foram 297, o que significa uma redução de 11,87%.

Antes da lei seca, o motorista era punido com sete pontos na carteira e multa gravíssima no valor de R$ 957,70 se atingisse 0,6 grama de álcool por litro de sangue. Na média, um homem de 80 quilos chegava a esse nível ingerindo duas latas de cerveja ou uma taça de vinho.

TATYANA AZEVEDO

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