A busca incessante por algo que não se sabe exatamente o que é, é uma realidade. Talvez pela grande quantidade de informações disponíveis, talvez pelo esvaziamento de muitos relacionamentos, ou seja lá o motivo que for. O sentimento não é algo novo e, na maioria das vezes, não tem nem explicação.
E é isso que a move a menina do livro A Menina que Procurava. Ela vai de uma lado ao outro, sempre em busca de algo que se esvai. Pergunta aqui e acolá, sobe escadas, vai ao centro da terra e nada a satisfaz. Claro que esta é a percepção de um adulto, sempre mais elaborada e, muitas vezes, cheia de vícios pelas situações já vivenciadas.
Pois esta história, ao ser contada para as crianças, pode ganhar um novo contorno e servir até como o início de uma grande diversão. A pequeno pode entrar num jogo de adivinhar o que a menina está procurando, pois quando ela pergunta, as pessoas sempre indicam um caminho. É como se soubessem exatamente o que ou quem ela busca. A joaninha, o
elefante e até a lua entram
nesta brincadeira.
Aos pais cabe auxiliar na leitura, sem direcionar para este ou aquele caminho. Dá até para tentar interpretar o que a menina está fazendo através dos belos desenhos, que também são obra de Alexandre Rampazo. A partir dali, a criança pode traçar o que cada um deles quer dizer ou criar uma nova história. A Menina que Procurava é assim, fácil de ser entendido e muito interessante de ser visto.
A Menina que Procurava, Alexandre Rampazo. Larousse Júnior. 29 págs. R$ 17,90
( romi.liz@diario.com.br )
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