Só um plá: dia 1º de agosto vocês tomarão conhecimento do que os aguarda na celebração de 2 anos desta coluna, dia 30 do mês do cachorro louco na Célula. Tem estréias, uma local e outra mundial, e claro uma "retumbante ressureição" do santo Lama Tosh. Não contavam com a Contracapa!
Camarada leitor Marcus Vinícius, de Floripa, compartilha com esta coluna uma triste constatação a respeito da vinda do grupo inglês cover The Sex Pistols Experience. No site da banda havia uma agenda para Floripa, dia 2 de agosto, na Célula. Missão abortada!

Agora chegou a vez da Capital entrar na dança. É o Múltipla Dança - Seminário Internacional de Dança Contemporânea, uma realização da Aliança Francesa, e que movimentará diversos espaços na cidade com espetáculos, oficinas, palestras, mostra de videodança e lançamento de livros. De 12 a 15 de agosto tudo isso e um pouco mais estarão na pauta do Múltipla, com destaque para a presença de grandes nomes da dança contemporânea do Brasil e do exterior, como a bailarina Alessandra Salamonde (RJ), o doutor em dança e novas tecnologias (Armando Menacacci), a bailarina Sônia Mota (que apresentará o espetáculo solo Vi-Vidas) e as companhias de dança Caleidos (SP), Clébio Oliveira (RJ) e a Siedler de Florianópolis que levará novamente aos palcos da cidade o espetáculo Perception of the Other, em parceria com a banda Stormental. As apresentações ocorrerão em unidades da UFSC, Centro de Artes da Udesc, Fundação Cultural Badesc, teatros Álvaro de Carvalho e SescPrainha, além do Centro Integrado de Cultura (CIC).
Portanto, fique por dentro da programação pelo site do projeto: www.multipladanca.webnode.com.

Líder de duas das bandas britânicas mais cultuadas das décadas de 1970 e 1980 - The Jam e The Style Council - o vocalista, guitarrista e compositor Paul Weller é uma das aguardadas atrações do TIM Festival, em outubro. Weller chegará com seu novo trabalho, 22 Dreams, que inclui participações de Noel Gallagher e Gem Archer (ambos do Oasis); Graham Coxon (Blur), Bobby Gillespie e Andrew Innes (Primal Scream). Que me perdoem o Bono Vox e o Bob Geldof, mas reunir num mesmo disco os caras do Oasis e do Blur é digno de um Nobel da Paz.

Sábias palavras. Ao final de Cavaleiro das Trevas, Batman repete uma frase dita a ele em outra cena do filme: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar vilão." Na Gothan City real, a profecia foi confirmada. Heath Ledger, morto no início deste ano, deixou como legado o melhor Coringa de todos os tempos, digno até de piedade. Já o intérprete de Batman, Christian Bale, na semana passada protagonizou a vergonhosa surra na mãe e na irmã. Ficou em terra para pagar de vilão! (Márcia Feijó)

Poucas publicações tiveram o êxito de dissecar o que se passa na cabeça de estrelas do showbiz como a Rolling Stone. De John Lennon a Keith Richards ("Para mim, a vida é como um animal selvagem"), Kurt Cobain ("Lennon obviamente era perturbado"), passando por Pete Towshend ("A razão pela qual escrevi músicas foi por causa do meu nariz"), Truman Capote, George Lucas, Jack Nicholson, Bill Clinton e Francis Ford Coppola estão ali, expurgando seus demônios ao longo de uma seleção que reúne das 40 entrevistas mais emblemáticas feitas pela consagrada publicação norte-americana que celebra quatro décadas cobrindo o universo pop. O material está reunido no livro Rolling Stone - As melhores entrevistas que a editora Larousse lança no Brasil. Quem assina é ninguém menos que Jann S. Wenner o fundador e publisher da revista, juntamente com o editor-executivo Joe Levy. Uma verdadeira aula.
"Para ser sincero, eu não acho nada demais. Eu acho que eu ganhei porque eu mereço. Olha eu poderia dizer agora toda uma hemorragia verbal, dizendo o quanto estou surpreendido por ter ganho, mas não vou fazer isso. Mas eu ganhei porque eu mereci"
JOÃO UBALDO RIBEIRO. Escritor baiano, dispensando com todo o direito a falsa modéstia ao comentar a conquista do Prêmio Camões 2008, a maior distinção da área literária em língua portuguesa