A aposta do Planalto no Território da Cidadania, criado para beneficiar 2 milhões de famílias, é tão grande que o orçamento de antigas ações foi multiplicado.
O ProJovem Campo recebeu sete vezes mais recursos, passando de R$ 5 milhões, em 2007, para R$ 35 milhões este ano. O Territórios da Cidadania conta com R$ 11,3 bilhões em 2008, para custear 135 ações de 15 ministérios.
- Trata-se de uma nova geração de programas sociais - comemora o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
As ações começarão pelas regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com maior concentração de agricultores familiares e assentamentos e com o maior números de beneficiados pelo Bolsa Família. Para Cassel, as críticas sobre os efeitos políticos do programa são infundadas. Ele argumenta que as cidades serão atendidas independentemente do partido.
O relançamento do ProJovem segue a mesma lógica. Distribuído em três ministérios,
ele prevê o repasse de R$ 669 milhões este ano,
além de recursos do orçamento do Bolsa Família, para estimular o retorno aos estudos de jovens e adolescentes e a conclusão de cursos profissionalizantes.
A pulverização dos programas pela Esplanada levou Lula a cobrar um controle sistemático dos investimentos. Consciente do apelo político do repasse de dinheiro para famílias carentes, o presidente nomeou um assessora de confiança, Clara Ant, para monitorar cada ação. Chefe do Gabinete-Adjunto de Informações em Apoio à Decisão e restrita aos bastidores, Clara é uma espécie de "mãe do PAC Social".
Ela tem a missão de manter Lula atualizado sobre cada passo e organizar a inter-relação dos programas, usando como base o banco de dados do Bolsa Família.
- As informações são atualizadas a cada semana. O presidente exige relatórios detalhados sobre a execução dos programas - afirma um assessor do Planalto.
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