clicRBS

Buscar

">DIÁRIO CATARINENSE

none
  •  | 
  • imprimir
  •  | 
  •  | 
  • letra A - | A +
28 de dezembro de 2007 | N° 7929AlertaVoltar para a edição de hoje

Cheiro de mato

Com paisagens pitorescas, Santo Amaro da Imperatriz é ideal para um passeio bem descontraído

O azul dá lugar ao verde. A maresia, ao cheiro de mato. Santo Amaro da Imperatriz é cheia de paisagens pitorescas.

Ao entrar no município vai-se do estilo açoriano para o germânico, do sotaque manezinho para o alemão. A cidade é conhecida pelas águas termais, mas tem mais. Apesar de ficar a apenas 30 quilômetros da Capital, tem paisagem bem diferente. Saem os prédios e o mar. Entram casas pequenas, plantações de milho e de cana-de-açúcar e tobatas carregando a colheita.

Para começar inspirado, vá ao Morro dos Ventura, ou Queimado, ou Asa Delta. A cidade é econômica em placas, e quando você vir uma, a letra será pequena e estará na esquina da rua onde se tem de entrar. Mas isso não o impedirá de chegar. Os moradores se prontificam a dar informações. O Morro dos Ventura adentra o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, um reduto de Mata Atlântica. Não se assuste com o acesso de estrada de chão, estreito, sinuoso e íngreme. Pelo menos onde a subida é mais puxada há um trecho, mesmo que pequeno, calçado. Quando se passa por lá, faltam ainda cerca de 200 metros pela frente.

E a vista, claro, compensa. A 590 metros de altitude dá para ver toda a região de Santo Amaro, as praias de Palhoça e a costa Oeste da Capital. O local é também ponto de encontro dos aventureiros do parapente e da asa delta. Na cidade fica a sede do Lagoa Clube de Vôo Livre, e seus associados se encontram cedo na rampa, para esperar as condições de vôo. Quem quiser experimentar pode procurar o clube, que fica no começo do morro, ou a Escola Ícaro.

Mesmo que a intenção seja apenas apreciar a paisagem, leve repelente. Poucos minutos no lugar implicam em manchas vermelhas na pele.

Na volta ou na ida, é possível encontrar Aldo Ventura, 47 anos. Ele anda todos os dias pelo morro com sua moto verde tomando conta dos 25 hectares de terra que pertencem a ele e a família, que deu origem a um dos nomes do local. Mostra-se preocupado com a preservação do meio ambiente e de algumas tradições. Atualmente constrói, na beira da estrada, uma roda de engenho para fazer caldo-de-cana.

Fui criado à base disso e, principalmente, de melado.

Ao sair do mirante, passeie pelo centro de Santo Amaro, que possui algumas construções antigas de traços açorianos e a Igreja Matriz. Construída em 1854, a igreja tem arquitetura simples e guarda painéis grandes trabalhados em mosaicos. Os lustres chamam a atenção pelo tamanho e a via-sacra é contada em quadros de madeira.

História

Os primeiros registros sobre a existência de águas termais na região datam de1809. Em 1818 Dom João VI determinou a construção de um hospital, medida considerada a primeira lei de criação de uma estância termal no Brasil. Mas o prédio, que mais tarde viraria hotel, começou a tomar as formas que tem hoje apenas em 1845. O Hotel Caldas da Imperatriz conserva a construção original, inclusive as banheiras de mármore.

A história de como o hospital virou hotel e da visita de Dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina às fontes termais é contada e por Augusto Manoel da Silva, guia do hotel. Seus 80 anos aparentam menos. Todos os dias pedala sete quilômetros de sua casa ao trabalho, e depois volta. A explicação? As águas termais.

Entro no banho com 80 anos, saio com 50.

Os benefícios do banho não são privilégios apenas de hóspedes. Por R$ 5, visitantes podem mergulhar nas águas de 39ºC.

JÚLIA ANTUNES LORENÇO | Santo Amaro da Imperatriz
  •  | 
  • imprimir
  •  | 
  •  | 
  • letra A - | A +

Grupo RBSDúvidas Frequentes | Fale conosco | Anuncie - © 2000-2007 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.