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O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, deve anunciar até o Carnaval toda a equipe de secretários que estará ao seu lado na nova gestão. A permanência de nomes mais próximos ao prefeito já foi confirmada. A reforma administrativa está estruturada em modelos considerados eficientes no Brasil.
Dário se baseou no choque de gestão do governador Aécio Neves (PSDB), em Minas Gerais, em itens da prefeitura de Curitiba, de Beto Richa (PSDB), e no modelo das sub-prefeituras de São Paulo. Sem esquecer da descentralização de Luiz Henrique (PMDB), aqui no Estado. Para isso, o prefeito quer formar um secretariado de peso, com porte estadual e comprometido em mudar a cara de sua administração.
— Os secretários terão de assinar um contrato de gestão. Vão ter de cumprir metas e objetivos e passarão por avaliação permanente. Nunca Florianópolis teve um secretariado de tanta qualidade quanto o meu.
Em entrevista ao Diário Catarinense,
o prefeito enumera quem são seus homens fortes.
— O Dr. Jaime (de Souza — Procurador), o Rodolfo (Pinto da Luz — Educação), o Cândido (da Silva — Saúde), o Constâncio (Maciel — Finanças), o Hinckel (Augusto Cezar — Finanças), o Cavallazzi (Mário — Turismo, Cultura e Esporte) e o Rauen (José Carlos — Urbanismo e Serviços Públicos). Eles são a espinha dorsal da administração e devem ficar — garantiu o prefeito, que já nomeou dois de seus escudeiros, parte de sua cota pessoal na reforma.
Átila Rocha, diretor-presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), passou a acumular o comando da Secretaria de Habitação e Saneamento. E José Nilton Alexandre (o Juquinha) deixou a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) para assumir a Secretaria de Obras.
— O Juquinha é o meu nome principal — afirmou Dário, referindo-se ao coordenador financeiro de campanha, que agora está à frente daquela que é considerada pelo prefeito uma de suas principais secretarias.
Está
confirmada também a ida do vereador Deglaber
Goulart (PMDB), líder do governo na Câmara, para a Secretaria do Continente. O ex-secretário de Transportes e Terminais, Norberto Stroisch, primeiro suplente do PMDB, deve assumir a vaga de Deglaber, com o aval do prefeito.
Prefeitura terá dois tipos de secretaria
Dário usou a última semana para costurar a reforma e decidir os novos nomes. Um dos preferidos pelo prefeito foi o Democratas (DEM), que deve ficar com duas a três pastas, indicando os secretários.
Almoços e encontros com vereadores e representantes do partido, avalizados pela presidência municipal do DEM, foram realizados para o acordo. O partido, que foi oposição na campanha eleitoral, ficaria com as presidências da Comcap e do Instituto de Oportunidades de Florianópolis (Igeof).
— Dia 1º de março quero que todos os secretários estejam trabalhando — disse Dário.
Com as mudanças, Florianópolis terá 25 pastas. Serão 15
secretarias municipais, nove secretarias executivas e a procuradoria.
Cada uma delas terá assessoria jurídica para que os processos sejam resolvidos em cada pasta, antes de chegar ao procurador.
A visibilidade da ações da prefeitura é meta do prefeito, por isso, todas as secretarias municipais terão assessoria de comunicação. O governo eletrônico também é uma das promessas.
Mais comissionados e menos gratificados
Ao mesmo tempo que a reforma administrativa extingue cinco secretarias municipais, cria nove secretarias executivas. Até então, a administração de Florianópolis contava com 20 pastas, mais a Procuradoria.
Os secretários executivos terão um salário menor e as pastas não contarão com secretários adjuntos. Ao todo, serão criados 213 cargos comissionados a mais (indicados pelo prefeito) e 139 funções gratificadas a menos (que só podem ser ocupadas por funcionários de carreira).
As secretarias de Assuntos Institucionais, Internacionais e
Parlamentares e a de Comunicação foram transformadas em executivas e estarão
ligadas diretamente ao gabinete do prefeito, junto com Assuntos Jurídicos e a de Controle Interno e Ouvidoria.
Serão criadas também as secretarias executivas regionais do Norte, Leste e Sul da Ilha com 12 intendências espalhadas pela cidade. O prefeito Dário Berger ainda não definiu quem vai assumir cada uma das regionais.
Entre as mudanças da reforma está prevista também a junção das pastas de Finanças e Planejamento e a criação da Assistência Social e Juventude e do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. A pasta da Administração vai acumular a Previdência.
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