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Ventos de até 100 km/h e chuva forte provocaram estragos na tarde desta quinta-feira em Santa Catarina. Pelo menos 18 cidades do Sul do Estado, a região mais atingida, e da Grande Florianópolis foram prejudicadas pelo temporal.
Com a força dos ventos, dois caminhões-baús tombaram na BR-101 em Laguna. Houve queda de energia com a derrubada de postes, queda de árvores e destelhamento de casas.
>>> Mais informações no blog Chuva em Santa Catarina
Em Jaguaruna, no Sul do Estado, um homem teve escoriações por todo o corpo depois que um galpão desabou. O local onde eram armazenadas máquinas não suportou a força do vento.
Algumas cidades ficaram sem energia elétrica, internet ou telefone. Cerca de 216 mil unidades consumidoras ficaram sem eletricidade no início da
tarde e horas depois esse número caiu para 136 mil.
O corte de energia foi
causado por postes caídos, vegetação na rede e cabos partidos. O diretor-técnico da Celesc, Eduardo Sitônio, observou que os casos mais complicados foram registrados nas cidades do Sul catarinense.
Em Imbituba, três trabalhadores caíram no mar com a queda de um guindaste no Porto de Imbituba, na tarde esta quinta-feira. Segundo informações da Defesa Civil do Estado, as vítimas sofreram lesões graves e foram hospitalizadas.
Houve estragos principalmente na área central, com casas destelhadas e placas publicitárias arrancadas. Em Capivari de Baixo, a lona de um circo foi arrancada.
Grande Florianópolis
O Sul da Ilha de Santa Catarina foi a região mais afetada. Na Praia do Pântano do Sul, uma onda arrastou barcos, que bateram em carros. A água invadiu os restaurantes à beira-mar.
De acordo com o meteorologista da Central RBS, Leandro Puchalski, a onda deve ser resultado de uma rajada
de vento, que chegou a 90 km/h na região. Parte do placar eletrônico do
estádio do Estádio da Ressacada, do Avaí, caiu.
No Centro de Florianópolis, por cerca de 20 minutos, rajadas arrastaram as barracas dos artesãos instaladas na Praça Fernando Machado. O mesmo ocorreu com as banquinhas da feira no Largo da Alfândega. Na Praça XV, também teve muita correria de pessoas que trabalham no local, como ambulantes.
Nas ruas, a poeira levantou e alguns comerciantes preferiram fechar as portas até que o tempo melhorasse. Lojas e marquises serviram de abrigo. Correria também perto do CentroSul, onde placas vieram abaixo.
Na Passarela do Samba Nego Quirido, onde ocorre o Folianópolis, mais correria. Os operários se protegeram embaixo das arquibancadas. Outdoors foram arrancados, placas arrastadas e cabos de luz arrebentados.
A árvore de Natal montada na cabeceira da Ponte Pedro Ivo Campos caiu durante o vendaval.
Em Palhoça o principal prejuízo registrado foram destelhamentos. O vento forte
atingiu casas como a de Nelson Pereira da Silva, 32 anos,
que perdeu a residência que vinha construindo sozinho havia quatro meses.
Em Santo Amaro da Imperatriz, a Polícia Militar informou que em todos os bairros foram registradas ocorrências de destelhamento, mas sem vítimas. O caso mais grave ocorreu no Mercado Silva, na rua Santana, no Centro da Cidade. A parede frontal do mercado caiu sobre um carro, um Renault Sandero.
Em São José, cerca de 10 ocorrências, entre destelhamentos e quedas de árvore, foram registradas na cidade. Não houve vítimas. Os bairros atingidos foram Areias, Fazenda Santo Antônio e Barreiros.
Vale do Itajaí
A forte chuva com vento que passou por Blumenau e região não causou estragos significativos. Foram cerca de duas horas de água, mas por volta das 20h já havia acabado. O principal problema foi a falta de energia, que atingiu desde Brusque até Benedito Novo. Além da falta de energia, foi identificado problema no sistema
telefônico.
Desde Brusque até Rio dos Cedros, os técnicos da
Celesc registraram queda de energia em vários pontos. O engenheiro Cláudio Varella disse que ainda não foi possível contabilizar o número de pessoas atingidas.
Ficaram sem energia: Brusque, Guabiruba, Botuverá, Gaspar, Blumenau, Indaial, Pomerode, Timbó, Rio dos Cedros, Benedito Novo, Ascurra e Apiúna.
Norte do Estado
A região não foi tão afetada quanto o Sul ou a Grande Florianópolis. Parte de Joinville e Araquari, em um pequeno trecho às margens da BR-101, ficou sem luz durante o temporal.
Algumas ruas ficaram alagadas e, às 21h desta quinta-feira, equipes trabalhavam em busca do problema que resultou no desligamento da linha de transmissão de energia. Conforme informações da Celesc, foram registrados 44 reclamações, um número normal para um dia de chuva torrencial.
Eu e minha filha estávamos na praia do porto, em Imbituba, quando o céu ficou negro e as nuvens começaram a girar bem em cima de onde estávamos, formando um ciclone. Quando estávamos saindo da praia a espiral já havia chegado no chão e levantava muita poeira e todo tipo de objetos. Telhas voavam das casas e fios de energia caiam no meio da rua. Foi assustador! Não deu tempo de registrar, mas muitas outras pessoas viram.
Então, aqui em Schroeder ( nordeste do estado) realmente não teve muita chuva nem muito vento, mas ao contrário do que celesc diz, ficamos aproximadamente 12 horas sem luz desde às 16 hs do dia de ontem (19/11). É muito tempo!!!
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