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por Daniel Conzi

Daniel Conzi
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 | 26/08/2009 | 00h14min

Cachorros podem ter morrido envenenados no Sul de Santa Catarina

Delegado de Imbituba aguarda laudos que devem esclarecer o caso

Marcelo Becker | marcelo.becker@diario.com.br

Uma matança de cães deixou assustadas mais de 50 famílias que vivem na Barra de Ibiraquera, balneário de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. No último dia 16, pelo menos 22 animais morreram, situação que provocou pânico entre adultos e crianças. As mortes teriam sido causadas por envenenamento.

O problema surgiu há 10 anos. De acordo com o comerciante Cristiano de Souza Ribeiro, 33 anos, o domingo de horror começou por volta das 14h nas proximidades de um restaurante, onde a irmã, Camila, estava com a cachorra Lilica.

— A cachorra começou a ter convulsões e ficou desorientada. Correu de um lado para o outro até invadir o restaurante, onde alguns turistas e seus filhos ficaram chocados com aquela cena — contou Ribeiro, que pediu ajuda a um amigo, engenheiro agrônomo, para tentar desintoxicar a cachorra, mas ela morreu cinco horas depois.

Segundo os moradores, há pelo menos 10 anos acontecem mortes de animais de estimação por envenenamento na Barra de Ibiraquera. A gerente de pousada Paula Renata Hagelund, 36, chegou a ter 11 gatos e três cachorros e todos foram mortos dessa maneira.

— Quando morreram o Charlie Brown e a Doly, minha filha, Camila, chegou a ficar doente. Tinha gasto mais de R$ 600 com a Doly, que tinha sido atropelada, e depois que ficou curada alguém deu veneno a ela — lamentou.

A suspeita é de que o crime seja praticado por um morador da comunidade. Ele teria comentado com várias pessoas que mataria os cães "porque só incomodavam".

O delegado de Imbituba, Luiz Carlos Cardoso Jeremias Filho, informou que aguarda o laudo da causa da morte de alguns cães para dar o devido encaminhamento ao inquérito policial.

— Em princípio, trata-se de um crime ambiental, mas a situação do responsável pode se agravar bastante se for constatado que a prática do envenenamento poderia ter colocado em risco a saúde humana — ressaltou.

Comentários

Fabíola

Denuncie este comentário27/08/2009 11:18

Concordo plenamente, que a situação deve ser contornada da melhor maneira possível, ou seja, castrar animais, recolher das ruas e colocá-los para adoção e não ficar envenenando os bichos. No ano passado o meu Boxer foi envenenado dentro do meu prórpio pátio, sendo que nunca saia de casa. É lastimável o que vem ocorrendo...


Fernando

Denuncie este comentário27/08/2009 11:03

Tenho pena dos animais sim, mas nenhuma dos donos! O problema é que, já que não se pode dar o "preparado" aos donos irresponsáveis, se dá aos seus animais, imputando-lhes uma pena que não os cabe. Enfim, seja em Florianópolis ou em qualquer lugar que eu conheça, não vejo melhoras no sistema gerenciado pelas vigilâncias epidemiológicas. Veja na capital, por exemplo. No centro não se tem cães de rua, mas vá aos bairros, vá a UFSC, veja a quantidade de animais (cães e gatos) abandonados... Solução?


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