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por Daniel Conzi

Daniel Conzi
Conteúdo:

 | 11/07/2009 | 06h11min

Remédio contra a gripe A é oferecido pela internet

Medo de contrair vírus H1N1 está alimentando mercado ilegal de venda de medicamentos

Maicon Bock | maicon.bock@zerohora.com

O temor global gerado pela pandemia de gripe A movimenta um mercado paralelo do medicamento Tamiflu. Pela internet, o principal antiviral utilizado no tratamento dos casos graves da doença é oferecido livremente no Brasil. Mesmo sem a certeza da entrega, o interesse é estimulado pela falta do remédio nas farmácias.

Zero Hora conversou por telefone ontem com um dos homens que negociam o medicamento pela internet. Em um fórum, ele publicou fotos do antiviral na versão de 10 cápsulas de 75 miligramas. Além da descrição, ele afirma entregar sem custos em todo o país por Sedex. Para contato, é informado um telefone celular, com o qual a reportagem conversou com o suposto vendedor (leia ao lado).

Abaixo do anúncio, dezenas de supostos interessados perguntam sobre a eficácia do medicamento contra a gripe A e possíveis efeitos colaterais.

Venda é ilegal, diz promotor

O consumo do antiviral sem prescrição médica é arriscado. De acordo com o infectologista Breno Riegel Santos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, o uso deve ser exclusivo em casos graves:

– Ele não pode ser usado como profilaxia (prevenção). Se a pessoa toma sem ter nada e depois fica doente, o vírus fica resistente. Com isso, uma nova ingestão do medicamento não teria efeito.

O promotor Mauro Luís Silva de Souza, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal do Ministério Público Estadual, avaliou a prática como ilegal, independentemente da entrega ou não do produto aos interessados.

Segundo ele, seria necessário analisar a questão com atenção para definir se o vendedor está exercendo ilegalmente a profissão de médico, se está comercializando medicamento restrito ou se é um estelionatário, que recebe pagamentos e não entrega o produto.

Ouça a entrevista com o suposto vendedor do remédio
 

ZERO HORA


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