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O que é e pode virar assunto no Planalto Serrano
A Polícia Civil de Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, quer descobrir se houve participação de funcionários da Prefeitura de Ilhota nas liberações de doações que seriam destinadas para as famílias atingidas pelas chuvas em novembro do ano passado na região do Vale do Itajaí.
O empresário Ismael Evelson Ratzkob, de 37 anos, foi preso na manhã desta terça-feira em casa, em Rio Negrinho, suspeito de receber roupas e comidas que chegaram na cidade por meio de doações vindas de todo o Brasil. Ele revendia peças de roupas por R$ 1,00 numa espécie de brechó improvisado.
O empresário está com prisão temporária decretada e deve responder processo criminal com receptação e formação de quadrilha. O delegado de Rio Negrinho, Procópio Batista da Silveira Neto, explica que ainda está investigando o caso e poderá haver indiciamento de outras pessoas por corrupção, crimes tributáveis e falsidade ideológica. Não está descartada que irregularidades tenham sido
cometidas por funcionários
públicos.
A operação da Polícia Civil também contou com a participação de policiais militares. Eram 6 horas quando os policiais chegaram na casa de Ismael Ratzkob. Logo na porta da casa tinha várias roupas espalhadas pelo chão. Numa garagem, nos fundos, outra grande quantidade de donativos estavam espalhados. A maior parte foi encontrada dentro de um galpão.
Mais de 300 mil peças estavam amontoadas e eram divididas por funcionários. Roupas e sapatos também foram encontrados em outros dois galpões. O catarinense reconheceu que buscava o material em um galpão da Prefeitura de Ilhota, cidade da região do Vale do Itajaí. Os materiais foram doados para os atingidos pelas enchentes de novembro, mas não haviam sido distribuídos.
Com um caminhão, ele fez pelo menos dez viagens para buscar o material que era vendido para moradores de Rio Negrinho. Na casa de Ratzkob também foi encontrado um rádio comunicador e uma pistola. O empresário mostrava-se
tranquilo mesmo com a ação da
polícia. Ele disse que foi avisado por um amigo para pegar o material na região do Vale do Itajaí, a mais atingida durante a tragédia das chuvas no ano passado. Segundo ele, o material era liberado pelos próprios funcionários da Prefeitura de Ilhota.
— Eu recebi uma doação. Não vejo qualquer problema em revender. É sobra da enchente. Essas roupas e os alimentos iriam ser enterrados ou jogados no lixo — diz.
Ismael Ratzkob diz ter um documento que prova que a doação partiu da própria prefeitura. A documentação será entregue ao delegado na tarde desta terça-feira. Ainda não está descartada a prisão de mais pessoas que teriam participação no suposto esquema.
tudo isto é uma falta de respeito com o povo que sempre é tão solidário, espero que os responsáveis sejam punidos.
Por essas e outras que hoje os pedidos de doações que seriam distribuídas para ações sérias, estão cada vez mais desinteressantes para a população. Pouca vergonha mesmo tem que ter uma punição rigorosa para dar exemplo e que isso jamais volte a acontecer.
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