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Os dois policiais federais suspeitos de disparar o tiro que matou uma menina de 11 anos na madrugada de domingo, em Ibirama, Vale do Itajaí, foram apresentados nesta sexta-feira. Tiago Borém Sfredo, de 28 anos, e Celso Azoury Telles de Aguiar, de 29, afirmaram que os disparos foram dados em perseguição a um motociclista.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil em Santa Catarina, Maurício Eskudlark, as investigações apontam que os agentes voltavam de uma festa em Ituporanga e estariam bêbados.
Eskudlark disse que os suspeitos poderão responder por homicídio culposo ou com dolo eventual, dependendo das provas e da apuração do delegado responsável. A Polícia Federal também deve adotar medidas administrativas.
O caso
Os policiais, que estavam na região por conta dos conflitos entre índios da Reserva Duque de Caxias e agricultores, teriam saído bêbados de uma festa em Ituporanga na noite do
crime.
Segundo testemunhas, os dois atiraram inicialmente em
árvores e depois, ao entrarem em uma viatura, seguiram pela SC-421 disparando tiros contra as placas de sinalização.
Um dos tiros teria atravessado a janela da casa de Aline, atingindo a garota no braço e no peito. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Cerca de um quilômetro distante da casa de Aline, outro tiro passou 27 centímetros da cabeça de uma mulher que dormia em casa.
As armas dos agentes federais foram entregues à Polícia Civil, juntamente com as cápsulas das balas encontradas na casa da garota. Pela numeração das cápsulas, a perícia conclui que as munições pertenciam à Polícia Federal.
O que diz a assessoria de comunicação da Polícia Federal de Brasília
A assessoria de comunicação afirmou que, assim que a Polícia Federal foi informada da suspeita, os policiais federais Tiago Borem Sfredo e Celso Azoury Telles de Aguiar foram retirados da região da Reserva Duque de Caxias, onde
ajudavam a reforçar a segurança junto com outros 39
policiais.
Todas as 41 armas que estavam com os policiais federais no local também foram recolhidas. O objetivo, conforme a assessoria, é coletar material para fazer o exame de balística e confirmar se o disparo realmente foi feito por uma pistola da Polícia Federal.
Os dois policiais continuam trabalhando. Eles devem responder também a um procedimento disciplinar administrativo interno da Polícia Federal. Caso o crime seja confirmado, podem ser expulsos da corporação.
se forem os culpados são marginais que se escondem na PF, cadeia neles. A versão apresentada não cola. EXAME DE ALCOLEMIA PARA TODOS.
Com certeza não deve ter sido a primeira vez que esses rapazes aprontam. Infelizmente dessa vez culminou em uma tragédia. É preciso tirar das instituições policiais cidadãos que não tenham preparo para portar armas, mas para isso serve o estágio probatório e a corregedoria. Chega de corporativismo.
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