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por Daniel Conzi

Daniel Conzi
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 | 01/07/2009 | 22h55min

Prefeitura de Florianópolis não aceita proposta do sindicato dos empresários do transporte coletivo

Com a decisão, a greve será mantida

Cristina Vieira | cristina.vieira@horasc.com.br

Estaca zero. Depois de um dia inteiro de negociações, o secretário de Transportes e vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes, recebeu na noite desta quarta-feira uma proposta do Sindicato dos Empresas de Transporte Urbano (Setuf), que, segundo ele, não tem aprovação da prefeitura.

Portanto, a proposta sequer será entregue aos trabalhadores, o que faz com que o fim de greve esteja longe do fim.

Na proposta, o Setuf concorda com o reajuste de 7% no salário dos trabalhadores se a tarifa for reajustada em R$ 0,15. Também condiciona o aumento em R$ 310 no vale-alimentação ao subsídio pago pela prefeitura (hoje R$ 0,12 por passageiro, o que significa cerca de R$ 550 mil por mês).

A proposta também determina que se o aumento for retroativo a maio (mês da data-base da categoria) deverá ser pago pela prefeitura.

— O prefeito não assinará essa proposta. Não vamos dar aumento na tarifa que signifique ganho real aos empresários, porque eles já o tiveram no início do ano. Só daremos o aumento na tarifa que for proporcional ao impacto do reajuste salarial — disse João Batista, perto das 22h.

Segundo o vice-prefeito, a prefeitura não tem de onde tirar o pagamento do reajuste retroativo a maio e, mesmo que fizesse isto, teria que passar por uma aprovação na Câmara de Vereadores, o que demoraria ainda mais.

Os trabalhadores já frisaram que não vão concordar com um reajuste a partir de agora, já que a data base da categoria venceu em maio.

Para os empresários, condicionar o aumento no vale-alimentação ao subsídio é uma forma de pressionar a prefeitura a fazer este pagamento sem atraso. Atualmente, o último subsídio pago foi o de abril. O valor referente a maio já venceu, e o de junho está para vencer nos próximos dias.

>> Acompanhe a cobertura da greve pelo blog Na Rua

Assista ao vídeo feito pelo fotógrafo Guto Kuerten: população procura alternativas para ir ao trabalho

Comentários

Juliana

Denuncie este comentário02/07/2009 06:57

Afinal , as empresas de ônibus são da prefeitura de Florianopolis ou são de empresários , empresas privadas ? E só a prefeitura de Florianópolis paga o pato ? São milhares de pessoas vindo de outros municípios da grande Florianópolis , e me parece que só Florianópolis tem que pagar o tal " subsídio " .Eu , como usuária do transporte coletivo só queria entender todo esse imbróglio .Só aparece o prefeito Dário , e os outros prefeitos ?


sandro

Denuncie este comentário02/07/2009 06:11

cade o governador? cade os prefeitos da grande fpolis?????? tao torcendo para o dario cair quem sabe... poliyica como sempre.. pq nao bota a força nacional, policia exercito, e bota esses onibus a andar????? tudo mundu sabe que essa greve nao é dos trabalhadores, e sim dos donos delas... para ver se suga mais um pouco da prefeitura... vergonha Falta é o povo ir para a rua e fechar as pontes, senao temonibus, tambem nao passa carro.....

Veja a galeria de fotos do segundo dia de greve
Foto: Guto Kuerten

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