Qual o critério usado para que o repórter encarregado de fazer a matéria do Jornal Nacional - com conteúdos de agências - sobre a libertação da Ingrid Betancourt tenha sido o correspondente da Globo em Buenos Aires? A proximidade geográfica é que não pode ter sido.
Sei lá, acho isso divertido. É como os enviados de Londres que falam sobre o Oriente Médio. Já tinha falado sobre isso, inclusive.
Chego em casa e boto os ingredientes para um creme de ervilha no fogo. Enquanto ele cozinha, dou um alô para os amigos pelo MSN, e os bate-papos rápidos de fim de dia se transformam sem querer numa ronda gastronômica. Em Sampa, o Diego me informa que a Titi prepara uma sopa de abóbora e um risoto de camarão. No Centro, a Biba diz que não pode conversar porque está mexendo a polenta. No Moinhos de Vento, o Sérgio conta que fez uma galinha com arroz "daquelas da vovó". Nessas horas o friozinho do inverno tem seu valor.
E por aí? O que saiu para a janta desta quarta?
Fazia tempo que não me emocionava com um fato jornalístico. Trabalhar muito tempo em redação teve esse efeito sobre mim. Acabei me tornando mais fria para coisas que tocam a maioria das pessoas.
Hoje, no carro, ouvindo ao vivo pela Gaúcha a primeira entrevista que a Ingrid Betancourt deu depois de ser libertada por uma operação cinematográfica do exército colombiano, eu chorei. Quando ela falou do momento em que ficou sabendo que estava livre, eu me arrepiei toda e chorei.
Então que eu tava pensando num post quando abri a ferramenta de blog. E agora simplesmente não lembro o que era. Para não perder a viagem, oizinho pra vocês :-)
Primeiro como filha e agora como mulher de colorado fã de futebol, sempre tive como um dos pontos baixos das noites de domingo em casa os chatíssimos "gols da rodada" do Fantástico. Porque o controle remoto meio que congelava na Globo (apesar dos trocentos canais disponíveis) até a hora de passarem os tais gols, sempre com a narração aos berros. Aliás, por que repórter e apresentador esportivo grita tanto?
Mas é claro que os berros não eram o fundo do poço. Sempre pode ser pior. Pois eis que de uns tempos para cá, a produção do insuportável Fantástico - que muda de cara e de estilo e de cenário e de apresentadores e de abertura mas nunca deixa de ser o porta-voz do apocalipse do fim de domingo - decidiu "inovar" e ser "criativa" e fazer "graça" com os gols da rodada.
Pra quê, meu Deus? O texto e a edição atuais diluem a informação (os gols de todos os jogos do dia, todos eles) no meio de um monte de piadinhas e observações infames, e a coisa ainda por cima segue sendo gritada. (Alguém podia, por favor, explicar para eles para que serve o microfone?) Um porre.
Sou só eu ou mais gente aí quer pedir: "Volta, Léo Batista", pensando que dos males o menor?
*
Fora de esquadro dentro do Fantástico (de vez em quando assisto a alguns trechos além dos gols para ver se posso mudar de idéia, mas nunca funciona) está o excelente quadro da Ingrid Guimarães. Ela está hilária. E hoje mostrou como se faz uma bela produção ao botar a GIsele Bündchen fazendo graça com a própria imagem.
"A gente até pode ser louca, mas tem gente bem pior...", dizia o e-mail mandado pela querida Lenara Londero, coordenadora do site do Canal Rural. Foi dela a dica do divertido iamneurotic.com.
Tem coisas engraçadas e malucas do tipo:
"Sempre que ouço música saindo de uma loja ou bar, tomo muito cuidado para caminhar fora do ritmo."
"Eu preciso pensar 'Julius Ceasar' três vezes enquanto estou dando a decarga todas as vezes que vou ao banheiro. Não faço idéia de por quê."
"Acho que qualquer pote de sabonete líquido, xampu ou condicionador precisa ser aberto para não sufocar. Como potes fechados não contam, não tenho problemas no supermercado. Do contrário, eu preciso abri-los e deixá-los respirar."
Enviei a minha colaboração, mas ela ainda não foi publicada. Será que está à altura das anteriores?
"Sempre preciso abrir as janelas de programas do meu computador do trabalho numa ordem específica. Se por um acaso uma fecha e elas saem de ordem, encerro todos os programas e abro tudo de novo."
Doação de órgãos é o tipo do assunto que nem deveria mais suscitar polêmica. Mas isso ainda acontece. Por isso campanhas como esta aqui embaixo ainda são necessárias. Quem me deu há pouco a dica do vídeo foi a Marta Gleich, diretora de jornais online da RBS.
É lindo.
Update necessário - Acabo de levar um puxão de orelhas do Danilo Rodrigues, estagiário antenadíssimo que trabalha aqui na equipe. Ele tinha me mandado o link do vídeo há um mês, e eu não vi. Sorry, Danilo!
Estar voltando para casa depois de um almoço superdivertido e poder cantar Message In a Bottle junto com o Police aos berros dentro do carro sozinha é um momento Mastercard em seu maior esplendor.
Ao contrário do que a expectativa que a minha xucrice diante de câmeras de TV gerou inicialmente, achei participar de dois blocos do Falando da TVCOM, com a querida Tânia Carvalho e o Túlio Milman, ao lado do Marcelo Träsel e do Cardoso uma experiência bem bacana. Foi nesta sexta de tarde, e o resultado do animado bate-papo sobre as novas mídias já está lá nos vídeos do clicRBS.
Detalhe para a careta que eu faço quando a Tânia me "promove" a gerente da área em que trabalho na hora da apresentação. Aliás, como eu faço careta, gente!
![]() |
Não lembra que o nome do blog gastronômico do Sérgio Lüdtke é Cookies? Esqueceu que o da Cláudia Ioschpe é o N9ve? Quer saber o que os blogueiros do clicRBS falaram sobre a saída do Fernandão do Inter? Pois a gente dá uma mãozinha.
Desde hoje de manhã está funcionando a busca da central de blogs do clicRBS. Enquanto o Sérgio Lüdtke e seu blog.com.editor curtem umas (merecidas) férias na Alemanha, eu aproveito este humilde pra anunciar a novidade e deixar a caixa de comentários abertas para críticas, sugestões e elogios, que ninguém é de ferro.
Como eu tinha dito aqui, aos poucos a gente chega lá.
Normalmente não publico comentários que me ofendem ou mesmo que discordem de mim num tom que não me agradem. Afinal, o blog é meu, e essa foi uma das únicas condições que impus para mudar meu blog para o clicRBS. Mas a Carolina Miggliori deu um exemplo tão maravilhoso ali embaixo de como não fazer comentários em blogs para não se expor demais publicamente, que resolvi reproduzir aqui, porque a pessoa precisa ter muita vontade de aparecer pra escrever algo como:
Esta gororoba mais parece receita do tal de anonymus gourmet. Algo sem temperos, com cheiro e gosto de comida de hospital. Q nojo! Aqui se come muito mal, comida de agricultores - misturebas grosseiras. Aprenda com a Bete a usar cebolas, alho, fondor, grill, molho de soja, tempero verde, manjericão, tomilho, alecrim, o diabo a quatro. Cozinhar ñ é jogar coisas numa panela de pressão. Só gente muito tosca faz isto e isto é coisa q ñ se conta p'ra ninguém, boca de fossa.
A parte que eu achei mais notável foi a da "boca de fossa", de uma finesse ímpar. Sem contar é claro com o fato de que ela parece acreditar que "fondor" é mais sofisticado do que caldo de carne. Busquei por "Carolina Miggliori" no Google para buscar referências sobre a especialização dela em gastronomia, mas, infelizmente, a arte dela ainda não parece estar na rede.
Também não ocorreu à minha simpática leitora que ela não é obrigada a fazer nem os meus pratos nem os do queridíssimo José Antonio Pinheiro Machado, o Anonymus Gourmet, mas seria interessante que ela ao menos fosse um pouco mais respeitosa ao fazer críticas. Porque sobrou até para os agricultores. Minha vó era agricultora e fazia comidas deliciosas, mas quem sou eu para opinar, né?
Enfim. O importante mesmo é que eu finalmente tenho um post polêmico no meu blog e agora tô me achando. E olha que eu já estava faceira com o fato de o meu chefe ter dito que "não respeita quem usa tablete de caldo de carne". Claro que ele também disse há pouco que gosta de lugar onde "a gente come até saltar os olho e paga 12 real".
Quanto ao caldo de carne, fica aqui uma citaçãozinha da Bete, elogiada pela minha algoz, uma especialista e alguém de que gosto muito e cujo blog acompanho. Porque assim eu também posso mencionar minha ex-professora de redação jornalística, que disse neste post:
Se elaborado com caldo de frango caseiro, fica mais saboroso. Mas não desista se não tiver o caldo caseiro, substitua por aqueles de tablete mesmo, também vai ficar gostoso.
Domingo tomei um antiinflamatório e, em seguida, meia taça de vinho para acompanhar o delicioso creme de aipim com carne que preparei. O resultado foi uma crise de gastrite. A culpa não foi do creme de aipim. Tenho certeza absoluta, já que o Márcio tomou de novo ontem e disse que ainda estava bom :-)
A seguir, a "complicadíssima" receita que fica uma delícia acompanhada por um bom vinho. Só a parte do antiinflamatório é bom não tentar repetir em casa.
Ingredientes
- Meio quilo de músculo traseiro
- Um quilo de aipim descascado (que eu não sou mulher de ficar descascando aipim)
- Dois cubinhos de caldo de carne (não me venha fazer cara feia, que se o Jamie Oliver usa, quem sou eu pra não usar?)
- Três colheres de azeite
- Uma colher de chá de açúcar
- Sal a gosto (se necessário)
Modo de preparo
Numa panela de pressão, aqueça bem o azeite com a colher de açúcar. Frite os pedaços de músculo até dourar. Cubra com água fervente até quatro dedos acima da carne. Feche a panela e deixe cozinhar na pressão por 40 minutos. Abra a panela e acrescente o aipim. Cozinhe na pressão por mais meia hora. Ajuste o sal e voilá!
A receita é minha mesmo. Por isso a "complicação" e a "sofisticação".
*
Um update e duas observações em resposta aos comentários dos queridos leitores.
Update
A pessoa aqui esqueceu de botar a informação de que os cubinhos de caldo de carne entram panela junto com a água fervente. Pessoalmente, não chego a dissolver. É uma receita bem preguiçosa mesmo. Encarrego a pressão de misturar tudo, e sempre dá certo. Obrigada pelo alerta, Antônio e Miriam Rose.
Observação 1
Márcio Reinaldo, a diferença deste creme e da vaca atolada é que neste vai bastante água, que deixa o prato com mais cara de sopa do que de... Vaca Atolada. Eu também faço Vaca Atolada e é bem parecido, mas costumo cozinhar o aipim um pouco antes de misturar à carne – sempre costela ou vazio.
Observação 2
Fernando, não tenho dúvidas de que com caldo de carne feito em casa vá ficar melhor. Um dia ainda faço assim. :-)
Partidária dos dois lados, achei bem divertido o "embate" entre o Márcio e a Camila Saccomori sobre o que é melhor: ver séries velhas ou novas. Vai lá e assiste.
Não tinha dúvidas de que a trilha seria boa, mas estava com medo do roteiro, dos atores, de tudo. Bobagem minha. Across The Universe é um dos filmes mais fofos que vi nos últimos tempos. Assista, que vale a pena.
Já Cão Sem Dono foi uma das maiores decepções dos últimos tempos, principalmente por conta da boa vontade com que fui assisti-lo. Preferi o livro.
Tem coisa mais chata do que vendedor(a) que, mesmo depois de a gente dizer que "está só olhando", não sai da cola e fica oferecendo coisas que claramente ficarão péssimas na gente?
Cássia Zanon
que nome de blog é esse?
quem?
del.icio.us
Technorati
Facebook
LastFM
LinkedIn
Orkut
Traduções
Blog anterior
E-mail
Assinar RSS
Pitacos eventuais
Bicharada
Clube da Bolinha
Mundo Livro
A cara metade
Márcio Pinheiro
Fazendo
Dúvidas Freqüentes | Fale conosco | Anuncie - © 2000-2007 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.