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Notícia clicRBS

09/11/2000 18h

Bar da feira ainda é polêmica

Tradição tão forte quanto os balaios de saldos é a praça de alimentação da Feira do Livro. Só que nesta edição ela está diferente dos anos anteriores. Até o ano passado, o bar era único e ficava entre o Margs e o atual Memorial do Rio Grande do Sul. Atualmente está dividido em dois pontos, próximos à área internacional: um, na frente do Memorial, dedicado, principalmente, às bebidas, e outro, mais adiante, entre o Memorial e o banco Santander Meridional, voltado às comidas. Além desses dois, ainda tem o bar das crianças. A decisão de separar a praça de alimentação foi tomada em julho pela comissão organizadora da feira, que precisava aumentar os limites físicos do evento. O bar Opinião, que é responsável pela praça de alimento há oito anos, diminuiu de 12 para seis as barracas instaladas na praça, mas manteve as cem mesas, capazes de reunir 400 pessoas sentadas. A segurança pesou na decisão. Não era raro estar com a cerveja sobre a mesa e, de repente, ver alguém levá-la sem pedir permissão, ou então ver crianças de rua rondando as pessoas. – A insegurança já incomodava há alguns anos e, agora, o assédio de pessoas alheias à feira diminuiu. Mas todo tipo de mudança gera resistência – diz Cláudio Fávero, um dos proprietários do bar. Ele garante que o bar não teve queda de rendimento. Essa, no entanto não é opinião de alguns vendedores. – Tivemos uma queda de 30%. Os fregueses têm dificuldades de achar nossa barraca – lamenta Adriana Sbardelotto, dos Espetinhos Três Corações. Dois vendedores, que preferiram não se identificar, também são da mesma opinião. Os dois trabalham há quatro anos na feira e disseram que este foi o pior ano. – Antes a gente vendia cerca de 1,2 mil produtos por dia, hoje não passa de 300 – reclama um deles. – Foi a pior coisa que fizeram. O bar já fazia parte da feira – comenta o outro. Entre o público, a opinião diverge. Algumas pessoas, como a estudante Débora de Oliveira, acham que a mudança foi para melhor. Já o casal Isabel Bonorino e Marcelo Bertane, que freqüentam a feira há 12 anos, não gostaram da mudança. – A gente estava acostumado a vir aqui e encontrar bancas tradicionais que agora não têm mais. Descaracterizou a feira – reclama Isabel.

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