Complicou, amigoFoto: Fernando Llano, AP |
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A vitória do Chile ontem sobre a Venezuela complicou ainda mais o Brasil. Além de empurrar o time de Dunga para a zona da repescagem, os chilenos terão a oportunidade de ampliar ainda mais a vantagem sobre a Seleção, já que jogam em casa na próxima rodada, em setembro, contra a equipe canarinho.
Uma nova derrota para o Chile deve deixar o Brasil em situação quase desesperadora. Faltariam duas rodadas para o final do primeiro turno das Eliminatórias. A Seleção jogará contra a Bolivia, em casa, e a Venezuela, fora.
A boa notícia é que outros adversários diretos por vagas na Copa do Mundo se enfrentam em setembro: Argentina encara o Paraguai, e a Colômbia pega o Uruguai. Ou seja, ninguém terá vida fácil.
Ainda é cedo para dizer se Dunga enfrentará o mesmo drama vivido por Luxemburgo, Leão e Felipão nas Eliminatórias para a Copa de 2002. Mas o futebol apresentado até agora não convenceu, e apenas a goleada sobre o Equador no Maracanã trouxe algum alento. De resto, dúvidas, muitas dúvidas.
Robinho precisa de ajuda na SeleçãoFoto: Marcelo Sayao,EFE |
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Algumas conclusões pós-jogo contra a Argentina:
1) Urge uma renovação. Após a Copa da Alemanha, Dunga foi contratado para motivar e renovar o grupo da Seleção Brasileira. Dois anos depois, pelo que vimos ontem, no máximo 50% do trabalho está em andamento. Gilberto, Mineiro e Josué não devem fazer parte do grupo que irá para a África do Sul. Como não estão dando a resposta esperada, por que insistir?
Estamos a menos de dois meses dos Jogos de Pequim e ainda não sabemos quais serão os jogadores que comporão o grupo e o que poderão render. Se tivermos por base o desempenho do último Mundial Sub-20, o futuro não é promissor.
2) Diego esgotou as próprias chances na Seleção. O meia do Werder Bremen já foi convocado em várias oportunidades, e em nenhum delas deu uma resposta satisfatória. No jogo do Mineirão não armou sequer uma jogada e se limitou a faltas atabalhoadas. Por que insistir?
3) Adriano não pode ser titular. O atacante se esforça e, visivelmente, quer voltar aos velhos tempos (que nem são tão velhos assim). Mas técnicamente ele ainda está muito abaixo do que produziu e do que a Seleção precisa. Luis Fabiano em menos tempo fez muito mais no ataque do Brasil e merece continuar enquanto não surgir atacante melhor. Pato fracassou no amistoso contra a Venezuela, mas merece uma chance no time titular. Pelo menos tem potencial para produzir algo diferente. Se vai cumprir ou não, só saberemos se ele entrar em campo.
4) Robinho é acessório. O jogador do Real Madrid é bom, mas não é acima da média. Não pode ser a referência técnica do time. Sem companheiros habilidosos ao seu lado, vai sucumbir e levar junto com ele a Seleção.
5) A zaga é o ponto forte. E isso ocorre desde a Copa da Alemanha. Agora tem o acréscimo do Júlio César no gol, muito superior a Dida. Pena que a companhia é tão pobre.
Resumindo: Não precisa começar tudo do zero, mas quase. Se continuar neste ritmo, a Copa do Mundo será um desastre previsível. Como já foi dito anteriormente, seremos comida para os leões.
Há alguns meses, falei que Dunga era um treinador sem foco. Sem objetivo algum a não ser ganhar os amistosinhos caça-níqueis que a CBF enfia goela abaixo, e se manter no cargo da melhor maneira possível até a Copa do Mundo de 2010. O treinador gaúcho de Ijuí se mostra mais pragmático que seu antecessor Carlos Alberto Parreira nos piores tempos.
Pior: Dunga não montou a base olímpica que deveria já estar jogando. Não temos sequer um esboço do time que será levado para Pequim. Mas o maior erro de todos é: e a renovação, Dunga?
Sinceramente não consigo entender o fato dele não perceber a diferença entre jogadores de talento inequívoco como Juninho Pernambucano e Zé Roberto, que corretamente anunciaram sua despedida da Seleção Brasileira após o fiasco na Copa de 2006. E traçar um paralelo e manter convocações justamente dos jogadores menos talentosos daquele time, porém tão veteranos quanto eles...
Nada, absolutamente nada, justifica convocações sucessivas de Mineiro e Gilberto Silva, além do lateral-esquerdo Gilberto. Que já foram bons, mas só jogaram em alto nível quando eram mais novos e que nem assim foram virtuoses do futebol. Sem contar Josué, cujo futebol sempre foi pouco mais que comum.
Talvez fosse exagerado colocar dois segundos volantes de muito talento como Hernanes e Lucas no time titular (especialmente com nossos laterais ofensivos de sempre), porém um deles deveria estar jogando. Indiscutivelmente.
E nem falo em chances concretas a talentos como Denílson, Rafinha, Marcelo, que tem sido pouco utilizados por Dunga e mereciam mais oportunidades. Jogadores inventivos, que baseiam seu futebol na técnica e na qualidade em executar fundamentos. E versáteis, pois Denílson joga nas três primeiras funções do meio-campo, enquanto Marcelo e Rafinha podem ser laterais, alas ou meio-campistas de criação
Já estava feliz que Dunga ia colocar Anderson como terceiro no meio-campo, supondo que o garoto jogaria ao lado de Diego. Mas o que faz nosso "mais ortodoxo que caixa de maizena" treinador? Tira Diego! Arre.. E a criatividade? Vai depender de Júlio Baptista? Que é bom jogador mas não tem cacoete de armador nem aqui nem em Katmandu!
Diego é reserva de Kaká, e este é titular absoluto e não está disponível, aí tudo bem. Ronaldinho tem que decidir o que quer da vida, e não tem que convocar mesmo.
Mas e Robinho? O excelente atacante, que alterna a titularidade com a reserva no Real Madrid, não tem estatura para ser o "grande líder" deste time. A posição de "camisa 9" está em aberto, mas pelo menos agora temos jogadores do quilate de Adriano, Luís Fabiano e Alexandre Pato disputando a posição, ao invés de limitadíssimos como Vágner Love e Afonsão.
Fora a excepcional dupla de zaga brasileira (a melhor dupla do mundo ao lado do trio inglês Carragher-Terry-Ferdinand), e o goleiraço que temos em Júlio César, absolutamente tudo está em aberto. E já se foram dois anos...
Menos mal que esta é uma das piores Seleções Argentinas de todos os tempos, como bem disse o colega Vinícius Rebello ontem. Qualquer catadão do Brasileirão é melhor que a zaga argentina atual. Aí o Brasilzão vai lá, ganha dos "hermanos", e fica tudo por iso mesmo... Até jogar lá em Santiago e tomar um laço do Chile.
Isto se Pequim não abreviar os planos de Dunga...
Fora o Paraguai, que ainda não perdeu, e a Bolívia, que só ganha lá no fim do mundo, nada tem sido mais imprevisível do que as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010. Esta irregularidade não é justificável somente pelo demasiado tempo entre os jogos, pois mesmo em um intervalo de poucos dias, um time alterna ótimas e pavorosas atuações.
Por exemplo, neste sábado vi Peru 1x1 Colômbia. Se no primeiro tempo os colombianos foram superiores, na etapa complementar só deu Peru. O time de Lima fez um partidão e merecia ter vencido, com o colorado Bustos salvando em cima da linha uma conclusão. Aí... Quatro dias depois, levam SEIS do Uruguai no Centenário.
Uruguai que foi o mesmo time que, pela terceira vez seguida, não consegue vencer a Venezuela em casa pelas Eliminatórias, empatando em 1x1 no sábado. É claro que jogadores como Diego Forlán e Carlos Bueno são ótimos atacantes (aliás, fazem décadas que o Uruguai não tinha uma safra tão boa de jogadores ofensivos), mas nada explica esta alternância de atuações.
E o Equador? Levou 5x0 do Brasil no Maracanã, aí faz um partidão contra a Argentina em Buenos Aires e só deixa de vencer por causa de um gol espírita na raça de Palacios. Ah, esqueci de dizer que, até domingo, o Equador era o vice-lanterna da competição.
P.S. O Chile vai lá em La Paz e mete 2x0, voando no segundo tempo.E olha que o time chileno não é nenhuma maravilha do mundo antigo. Aliás, o San Lorenzo, na Libertadores, perdia por 2x0 lá em Potosí (mesmo lugar que o Flamengo ficou se fazendo para jogar) e virou para 3x2, com três gols nos últimos 15 minutos. A Argentina sempre vai em La Paz e ganha da Bolívia, e só a Seleção Brasileira e os clubes daqui ficam de frescura para jogar lá. É muita babaquice, no meu ponto de vista...
As imprensas de Brasil e Argentina estão tratando o confronto de quarta-feira como a última chance dos técnicos se afirmarem no comando de suas seleções. Mas será mesmo que o maior problema destas duas equipes está resumido apenas na incapacidade dos treinadores???
O selecionado argentino não tem o espírito copeiro tão festejado pelos clubes do país. Jogadores com o talento acima de qualquer suspeita, como Riquelme, Verón, Mascherano, entre outros, nunca ganharam nada com a seleção.
O clima tenso entre os jogadores argentinos também prejudica. Uma rádio noticiou nesta terça-feira que os meio-campistas Riquelme e Verón estariam com ciúmes de seu companheiro Lionel Messi devido ao comentário do presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, que pediu que o jovem craque do Barcelona fosse o líder da seleção.
Já no Brasil, nem mesmo o "turrão" Dunga conseguiu pôr fim aos malabarismos de alguns jogadores, como Robinho e Diego. Ninguém suporta mais os dois garotos revelados nas categorias de base do Santos ficarem se procurando a cada lance para fazer alguma jogada de efeito, enquanto outros esperam pela bola em melhores condições.
Muitos imaginam que a entrada de Anderson seria a solução. Não resta dúvida que o ex-gremista merece um lugar entre os titulares. Quem sai? Na minha opinião, podem fechar os olhos e escolher qualquer um entre Josué, Mineiro e Gilberto Silva. E o Pato poderia entrar no ataque também na vaga de quem quer que seja. Não ser nem relacionado para o banco é mais do que injustiça, beira a loucura.
Concordo com quem acha que Dunga poderia fazer com que a equipe do Brasil rendesse muito mais dentro de campo. Mas discordo de quem entende que a Seleção continua tendo os melhores jogadores do mundo.
Sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho, Robinho é considerado o grande craque do atual time de Dunga. No Real Madrid, sequer é titular absoluto.
Vendo Maicon e Gilberto nas laterais chego a ter saudade dos veteranos Cafu e Roberto Carlos. E por mais que reclamem da titularidade dos dois, não vejo outros jogadores que possam dar uma resposta muito acima.
Dunga deveria, urgentemente, fazer uma renovação no atual grupo brasileiro. Mas acho que mesmo assim o resultado não seria muito diferente.
Pra mim, esta é uma das piores gerações de jogadores brasileiros dos últimos tempos. Sob o comando de um treinador sem nenhuma experiência, fica difícil acreditar no Hexa. A classificação virá com certeza, pode ser um pouco sofrida, mas certamente estaremos na África. O futuro, em 2010, é o que me preocupa.
A atual Seleção tem jogadores de muita qualidade, mas apenas para determinadas posições. Não se vê um grande lateral surgindo, um volante de qualidade inquestionável, um zagueirão de impor respeito. Enfim, falta muita coisa para formar um time campeão mundial.
Quem se preocupa com a Seleção Brasileira? Alguém se importa com a má fase do time de Dunga? Pelos comentários que recebemos sobre a partida, a respotas é um sonoro NÃO.
O sentimento de indiferença em relação ao Brasil começou na década de 90 e se intensificou nos últimos anos. Em 2002, poucos tiveram disposição para acordar de madrugada e acompanhar a equipe de Felipão, Ronaldo, Rivaldo e cia. na busca do penta. Quatro anos depois, na Alemanha, o futebolzinho burocrático do time de estrelas comandado por Parreira provocou tédio, irritação e pena.
As partidas da Seleção já não são mais encaradas como um grande acontecimento, e deixaram de ser um compromisso obrigatório para os amantes de futebol. Se bobear, muitos optaram por assistir ao Portugal de Felipão na Eurocopa em detrimento ao jogo contra o Paraguai em Assunção.
É um fenômeno interessante. O comentarista Juca Kfouri, no programa Linha de Passe, da ESPN Brasil, admitiu ontem um estranhamento ao ver o filho adolescente ir ao cinema no horário da partida do Brasil no domingo. Algo impensável há alguns anos atrás.
A Seleção deixou de ser a pátria de chuteiras. E os três volantes são mais um sintoma do que a causa disso tudo.
Dunga, na derrota para o ParaguaiFoto: Lucas Nunez, AP |
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Clichê é tudo aquilo que se reproduz em série, e se utiliza a palavra para a repetição de termos "batidos", em referência aos velhos clichês empregados na impressão das páginas de jornais.
E Dunga tem se saído um mestre do clichê nas entrevistas coletivas. Tanto no dia da derrota para o Paraguai, como também na primeira coletiva em seu retorno ao Brasil, o técnico da Seleção Brasileira esbanjou um repertório vasto de clichês.
Talvez seja uma maneira que ele utilize para disfarçar a vontade de virar a mesa e ranger os dentes, como fazia quando jogador (uma vez, acho que na copa de 98, ele quase esmurrugou o Bebeto que se negava a marcar na formação de uma barreira). Agora, assistimos ao "Dunguinha paz e amor", sem arroubos de fúria, mas repleto de clichês. Vai virar foclore.
Selecionei alguns emplacados nas coletivas de ontem e hoje. Confiram:
- Todo mundo quer mandar na casa. Quero ver pegar a chave para arrumar a casa.
- Futebol é isso.
- Uma coisa é o jogador, a outra é o treinador.
- A gente ganha e perde.
- Cada jogo tem sua história.
- Tem dias que nada dá certo.
Pior do que perder para o Paraguai fora de casa é empatar com as calças na mão com o Equador dentro de seus domínios. Assim como o Brasil, a Argentina está devendo bastante nessas Eliminatórias. Já perdeu para a Colômbia em Bogotá e ontem quase foi surpreendida em Buenos Aires.
A diferença entre Brasil e Argentina são os jogadores. Enquanto o técnico Alfio Basile pode contar com Messi e Riquelme, Dunga se limita a Robinho, única estrela de uma Seleção formada por promessas e veteranos. Muito pouco, convenhamos.
Nada impede uma vitória brasileira na quarta, muito pelo contrário. O retrospecto recente é amplamente favorável à equipe canarinha, especialmente quando a partida é fora de Buenos Aires. O problema é o que nos espera adiante, depois das Eliminatórias.
Os veteranos de França e Itália já foram atropelados por uma Holanda jovem e revigorada na Eurocopa. Ou a reestruturação é bem feita por essas bandas, ou corremos o risco de reviver a fraca atuação da Copa de 90. E essa o Dunga lembra bem, já que foi injustamente apontado como símbolo da pior campanha de uma Seleção em Mundiais desde 1966.
Foto: Lucas Nunez, AP |
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Depois do fiasco diante da Venezuela nos Estados Unidos, a derrota para o Paraguai nas Eliminatórias não surpreendeu ninguém. A Seleção Brasileira é um time comum, talvez tão comum como nunca foi em toda a sua história.
Dunga venceu a Copa América e conseguiu a justificativa de usar três volantes com pouca qualidade técnica e quase nenhuma chegada na frente. Nenhum deles se aproxima de Cambiasso, Lampard ou Pirlo, por exemplo. Se o objetivo é repetir a equipe vencedora de 94, que tinha Dunga, Mauro Silva e Mazinho, resta lembrar ao atual treinador que os homens de frente em quase nada se assemelham a Romário e Bebeto. E mesmo Dunga e Mazinho são muito superiores a Josué, Mineiro e Gilberto Silva.
Repito o que disse no post anterior: Dunga está numa enrascada. Sem Kaká e Ronaldinho, a Seleção não existe. O bom é que o Brasil costuma arrumar a casa diante da Argentina. Mas se vier outro fracasso, Dunga dependerá de um ouro em Pequim para se garantir no cargo e conseguir renovar o time.
Quatros fiascos seguidos tornarão a posição de Dunga insustentável. Dois já foram.
Depois de conseguir empatar com o Brasil em Lima, o Peru novamente se superou e quase venceu a Colômbia dentro de casa. Extremamente limitados, os peruanos não devem ambicionar sequer uma vaga na repescagem para a Copa do Mundo. Mas têm conseguido demonstrar, ao menos dentro de casa, a capacidade de não passar vergonha.
Neste sábado, diante da Colômbia, levaram o primeiro gol e eram completamente dominados na etapa inicial. Mas "acharam" o empate ainda no primeiro tempo, e por pouco não viraram a partida nos 45 minutos finais. O lateral colorado Bustos salvou um gol em cima da linha já nos momentos derradeiros do jogo.
As vagas para a África do Sul devem ficar com Brasil, Paraguai, Argentina e Colômbia. Uruguai, Venezuela e Chile brigarão pela repescagem. Dos times da rabeira, saco de pancadas do torneio, o Peru ao menos demonstra mais indignação que o Equador e Bolívia. E não conta com o auxílio da altitude para fazer frente aos principais times do continente em casa.
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