Time mal escalado, vitória sofrida e secação mais tarde
Após esta vitória sobre o Bragantino, por
Será que vale a pena deixar de lado o chopinho com os amigos, a balada, um filmezinho, um jantar no capricho, um vinhozinho romântico com a cara-metade, enfim, qualquer tipo de atividade sabática?
Pois eu pergunto e eu mesmo respondo. Aliás, a resposta é dupla.
- Vale, se os atleticanos perderem. Aí a luta começa a deixar o terreno onírico para adentrar ao universo palpável.
- Não vale, se o time goiano deixar um ou mais golzinhos ao longo do jogo. Neste caso, recomendo aos torcedores que sejam práticos, casuístas. Mudem o canal ou partam para o plano B.
Quanto ao jogo, dá para dizer que a concepção de time, a opção do treinador, não foi a melhor disponível. Como comentei na CBN/Diário, no início de tarde, quando você está descontado de um importante atacante como o Schwenck, precisando vencer, não parece inteligente anular um bom valor para o setor ofensivo, como Vinícius Pacheco, na ala.
Massari na posição, com Vinícius servindo, pelo menos, de opção, seria mais coerente.
Igualmente a composição dos três zagueiros, sem Edson, que tem mais mobilidade pela ala, não condiz com a lógica. Você tinha João Filipe estocando pela direita, mas o time ficou travado na esquerda com Toninho e Régis, que combinam tanto quanto água e azeite.
Igualmente um sistema com um atacante e um meio cadenciado, precisando vencer a qualquer custo, é outra opção questionável.
Não seria o caso de jogar com dois atacantes, mais Carlinhos ou Jeovânio fortes na marcação, e Paulinho, ou Maicon, ou qualquer um enconstando no Fernandes?
Com a opção do técnico, certamente movida por birra com alguns jogadores, o que ocorreu foi um time menos objetivo e agressivo do que o esperado.
E, na necessidade de abrir a equipe, você teria que mexer na ala, para deslocar VP, só que com este já desgastado.
Ou colocar Marcelo ou Douglas, duas peças fora de ritmo e que não emplacaram até então.
Portanto, quando se diz que a “inteligência” do futebol alvinegro joga contra o time, é destes detalhes que se fala.
Aí o que ocorre no intervalo. Tem que arrumar a caca, ou “endireitar” o time, só que com duas peças fora de entrosamento com o grupo titular, Massari (que deveria ter começado) e Douglas.
O início sem entrosamento resultou no gol do Bragantino. Saiu o empate.
Só aí que o terceiro zagueiro deixa de existir para uma tática tudo ou nada, com a entradada de Marcelo e saída de Toninho.
Virou um Deus nos acuda e ele, claro, Rafael Coelho, compareceu novamente. Mais sorte que juízo.
Ufa!
Mas volto a pedir: se não der para ajudar, seria interessante não atrapalhar.

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