Na era da teleconferência, das intervenções microcirúrgicas orientadas de um continente para o outro, das urnas e apurações eletrônicas, políticos do Brasil e de Santa Catarina dedicam-se ao esporte de criar despesas para o erário homenageando “colegas” e criando uma “linha de sucessão” não autorizada pela democracia representativa. Nada mais burlescas do que viagens combinadas entre autoridades para permitir que um “vice”, um “suplente”, ou até o chefe de outro poder alinhem-se como sucessores de um “trono” imaginário, com direito a homenagens e foguetes. Qualquer semelhança com o trono estadual ou municipal não será mera coincidência. É apenas um novo (e mau) hábito de colocar no poder quem não foi eleito para tal. O rodízio de suplentes fazendo fila para dar “uma voltinha” em mandatos parlamentares é também outro sintoma da mesma doença. A cidadania agradecerá aquelas consciências que lutarem por uma restrição legal a essa farra de mandatos não-outorgados pelo povo.
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