Aberta a temporada de apresentação de projetos de patrocínioFoto: Divulgação |
![]() |
A correria está grande.
Seja em função das atividades profissionais como também acadêmicas, o feriado de 07 de Setembro foi necessário para colocar muita coisa em dia. Um exemplo do escrevo: na sexta-feira próxima (11), estarei em São Gabriel para realizar uma palestra sobre o tema na Universidade Regional da Campanha (URCAMP), onde acontece a Semana da Administração em função do Dia do Administrador, dia 09.
Entre as questões profissionais, o ritmo de trabalho também está acelerado e uma das razões é que esta é a época de apresentação de projetos de patrocínios esportivos. Aliás, não só aqueles projetos associados ao esporte, mas vale também para os projetos culturais e de responsabilidade social.
As empresas normalmente recebem muita coisa neste período. A decisão demora um pouco para ser tomada e normalmente ela é anunciada entre o final do mês de novembro e o início de dezembro. Depois desse período, é muito difícil que um projeto seja aceito pelas empresas, que normalmente trabalham com orçamentos cada vez mais enxutos. Mesmo para aquelas que dispõem um pouco mais de verba, o raciocínio se mantém, ou seja, agora é o momento de vender projetos esportivos que envolvam atletas, clubes e eventos.
Não é tarefa fácil, afinal as empresas não costumam anunciar as suas estratégias definidas para o ano seguinte, sob o risco de alertar a concorrência. Para diminuir a chance de ouvir um Não nesse momento, é bom, primeiro, conhecer bem a empresa que está sendo prospectada com o projeto. Isso envolve não apenas o mercado de atuação dela, mas também o processo de decisão que envolve a liberação de recursos para projetos de patrocínio e até mesmo quem tem a palavra final.
Nada de errar, nesta hora, o nome da pessoa e muito menos a sua função, afinal somos vaidosos e se a pessoa é diretora de marketing, nada de atribuir a gerência de marketing a ela, pois certamente ela lutou muito para chegar mais adiante. Nomes (um pouco mais) complicados também precisam ser bem detalhados e escritos. O raciocínio é simples: se a pessoa sequer teve o trabalho de saber a grafia correta de um nome, será que as promessas feitas no projeto são realizáveis? Conheço pessoas que sequer se dão o trabalho de levar o projeto adiante (e com razão) exatamente por que os seus nomes estão escritos equivocadamente. O destino destes projetos? É fácil de imaginar...
Promessas sempre devem ser cumpridas. Na prática, isso significa que é importante deixar claro quais são os direitos e deveres de ambas as partes, seja de quem apresenta o projeto ou de quem está sendo prospectado. A pior coisa que tem é "quebrar" uma promessa. Isso é válido para o nosso dia-a-dia também, mas quando envolvem recursos financeiros, o caos ganha uma proporção gigantesca. Alguns projetos que passaram pelas minhas mãos, vendia para as empresas, entre outras coisas, a citação dos nomes dos patrocinadores pelas emissoras de TV, especialmente a Rede Globo. Convenhamos, isso é algo que jamais deve ser prometido, pois é visível o esforço das emissoras para evitar que isso aconteça. Não é difícil, portanto, imaginar as consequências se esse tipo de promessa não for cumprida. Nada de avançar o sinal nessa hora.
Por fim, sempre que uma empresa opta por um projeto de patrocínio no esporte, ela acaba segmentando o mercado. Além de estudar o mercado de atuação e os processos decisórios das empresas, cuidado para "não forçar a barra" nesse momento. Por exemplo: nada de apresentar ou mesmo gastar saliva em projetos que têm um perfil muito mais elitista como golfe, tênis e hipismo em empresas que atuam em mercados muito diferentes desses esportes. O inverso também é verdadeiro. Ok, eu sei que às vezes o projeto é interessante a ponto de quebrar esse paradigma, mas não é o comum. São raros os projetos que conseguem isso, portanto, nada de reinventar a roda e vale jogar muito mais "com o regulamento embaixo do braço".
São apenas algumas dicas que repasso a todos, muitas delas adquiridas ao longo da minha experiência profissional. Ainda assim, é bom não esquecer do que escrevi no terceiro parágrafo e lembrar mais uma vez que as verbas estão sendo disputadas por outros projetos relacionados ao esporte e também por projetos culturais e de responsabilidade social. E se ainda não foi desta vez que o projeto foi contemplado, nada de desânimo por duas razões: a primeira, é que o Não já estava "garantido", ou seja, não é fácil obter a aprovação do projeto e conseguir um Sim, portanto não é hora de traumas nesse momento; já o segundo aspecto envolve o conhecimento daquele que apresenta o projeto sobre as empresas, ou seja, no próximo ano é possível fazer uma nova tentativa. Até porque, assim como o carnaval, em todos os anos existem os famosos períodos de planejamento das empresas.
Boa sorte!

Jogos Onde Vivem os MonstrosVIDEOLAR.COM10 x R$ 18,00
Notebook HP Presario CQ40-612Compra Fácil12 x R$ 158,25

Fogão Mabe Multi Timer 4 BocasFast Shop.com.br10 x R$ 249,90
Pen Drive PQI U172 8GBExtra.com.brR$ 96,03

Micro System Philips MCM 285 25 W RMSGIRAFA10 x R$ 39,90
Dúvidas Frequentes | Fale conosco | Anuncie - © 2009 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.