São 80 anos de vida, dez anos em rádios, 59 nos palcos de teatro, 58 na televisão e 18 filmes. Fernanda Montenegro completou 80 anos no dia 16 de outubro, com a certeza de papel cumprido na dramaturgia brasileira.
Sempre uma militante pela arte, nunca uma radical, Fernanda Montenegro podia ter se esgueirado na carreira política, quando foi convidade a ser MInistra da Cultura, no governo Sarney. Não quis, mas não desprezou a iniciativa. Manteve a posição atuante, mas agradeceu o convite a uma artista.
Aliás, seus depoimentos e bandeiras são uma capítulo à parte em sua história. Tida como exemplo não só à classe artística, mas a todos os cidadãos brasileiros, a atriz já ganhou três biografias: "A Vida de Fernanda Montenegro" (Editora Rio), "Fernanda Montenegro, o Exercício da Paixão" (Editora Rocco, 1990) e a mais recente, "Fernanda Montenegro, a Defesa do Mistério", depoimento biográfico colhido por Neusa Barbosa.
Fernanda já estrelou peça de Nelson Rodrigues - e foi com ele que estreou no cinema, com "A Falecida" - fez megera na novela das oito, fez mocinha, comediante, concorreu ao Oscar, se chamou Arlette (seu nome de batismo), torce pelo Fluminense, foi a primeira atriz contratada pela TV Tupi e marcou, para sempre, os palcos brasileiros.
Para acessar o site da atriz, clique aqui.

José Saramago lançou em Portugal o novo livro, "Caim"
Crédito: divulgação
O escritor português José Saramago apresentou seu mais recente romance, "Caim", irreverente versão do mito bíblico homônimo, na cidade de Penafiel, Norte de Portugal, onde foi homenageado por sua trajetória. "Sem a Bíblia, seríamos outras pessoas, seguramente melhores", afirmou Saramago durante a apresentação de seu novo livro, no qual mergulha no mito de Caim a partir de um olhar nada religioso que o leva a questionar o papel de Deus.
Único escritor de língua portuguesa a vencer o prêmio Nobel de Literatura, Saramago ressaltou a influência da Bíblia na cultura ocidental, a qual qualifica como "um livro terrível e sombrio", mas ao mesmo tempo "muito divertido". "Não invento nada. Levanto as pedras para que o leitor veja o que está abaixo", disse o autor sobre sua mais recente obra.
Saramago ressaltou que, apesar da crueza da história, conserva "um tom de ironia quase até o final".
Deus é um conceito que intriga o autor e, apesar de negar sua existência, reconhece que é um tema que o atrai pelo poder que exerce sobre as pessoas.
"A religião não serve para aproximar as pessoas, para que serve?", questiona. Com "Caim", Saramago retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica. O novo livro do escritor começou a ser vendida nesta semana em português, espanhol e catalão.
Onde estará García Lorca? Traduzido de texto da AP Uma anomalia geofísica detectada na fossa comum onde supostamente estariam os restos mortais de Federico García Lorca resgataram antigas dúvidas sobre o paradeiro do poeta espanhol. Luis Avial, um técnico que já trabalhou em pesquisas em cerca de 80 fossas de presos durante a Guerra Civil Espanhola e o franquismo, detectou um movimento de terra na tumba do Lorca, em Alfacar, perto de Granada, pouco depois do assassinato do escritor em agosto de 1936. A descoberta do fenômeno ressuscitou a velha teoria de que o cadáver do poeta estaria em outro lugar. O governo andaluz está encarregado dos estudos do terreno e possível abertura da fossa, e declarou que as indagações são válidas, mas é melhor não dicuti-las precipitadamente. García Lorca é um dos autores célebres da literatura espanhola, com obras como "Poeta em Nova York" e "Bodas de Sangue". Um documento em andamento que irá liberar as pesquisas deve estar pronto em três semanas e poderá permitir as escavações. Acredita-se que García Lorca foi enterrado com outras três pessoas: Francisco Galadí, Joaquín Arcollas e Dióscoro Galindo. Todos foram fuzilados pelas tropas franquistas durante a guerra civil (1936-1939). Geólogos, da Universidade de Granada analisaram os terrenos aos arredores do município de Alfacar durante semanas para detectar movimentos de terra na região. Um estudo não-oficial com a tecnologia de georadar, e foi concluído que existe uma cavidade na área onde supostamente foi enterrado o autor espanhol, com espaço para sete cadáveres. Também observou-se que poderia ser uma manipulação anormal do terreno poucos dias depois do enterro de García Lorca. Alguns historiadores sustentam que dois dias depois de seu fuzilamento, o padre do poeta exumou o cadáver de madrugada e o sepultou em Huerta de San Vicente, a casa de veraneio da família em Granada, convertida em museu. Dizem que a família jurou guardar o segreto eternamente. Poeta espanhol Federico García Lorca
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Poeta espanhol pode não estar enterrado na tumba em Alfacar
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O estado-maior da política alemã destacou o valor simbólico da concessão do Prêmio Nobel de Literatura 2009 à escritora romeno-alemã Herta Müller no 20º aniversário da queda da Cortina de Ferro. "É um sinal maravilhoso que, justo agora, 20 anos depois da queda do Muro", tenha se concedido o Prêmio Nobel uma literatura de "excelente qualidade", enriquecida "com uma experiência de vida que fala de ditadura, opressão, medo, mas também de um valor incrível", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. Herta Müller, escritora, poetisa e ensaísta alemã, nasceu na Romênia. Por muitos anos, dedicou-se a relatar os desmandos que ocorriam neste país, motivo pelo qual sofreu por diversas vezes censura. O curioso de sua escolha é que Herta é mais conhecida mundialmente não por sua obra, mas sim pelo seu engajamento em denunciar os problemas no regime comunista romeno. No ano em que se celebram os 20 anos da Queda do Muro, a escolha de Herta vale mais do pelo que ela representa do que pela sua obra propriamente dita - ao menos para o mundo ocidental, que ainda não conhece a fundo o seu trabalho. No Brasil, há apenas um livro seu traduzido, "O Compromisso", trabalho que foi feito por Lya Luft. 
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Herta Müller, o Nobel de Literatura de 2009
O presidente alemão, Horst Köhler, destacou o papel de Müller como voz que "em seus escritos sempre se dirigiu contra o esquecimento e defendeu, assim, o valor da liberdade".
Köhler comemorou que a concessão do prêmio coincida com o ano em que "lembramos o final das ditaduras na Europa". Além disso, o vice-chanceler e ministro de Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, destacou que Müller é um membro da minoria alemã assentada na Romênia, o que reflete "os estreitos vínculos que existem entre Alemanha e Romênia".

Cora Coralina ganha mostra no Museu da Língua Portuguesa
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Não há criança - e, por que não, adultos - que não tenha lido pelo menos uma história de Cora Coralina. As mãos de doceira que também sabiam escrever boas histórias cheias de espirituosidade e inspiração e ganham uma homenagem no ano em que Cora completaria 120 anos.
O Museu da Língua Portuguesa abriu esta semana a exposição "Cora Coralina: coração do Brasil". A mostra tem curadoria de Júlia Peregrino e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara e ocupará o segundo andar do museu.
Cora nasceu na Cidade de Goiás (GO), em 1889, ano em que a República irrompeu pelo Brasil. A poesia e o universo criativo de Cora sempre foram alheios a modismos literários, cheio dos elementos folclóricos que fizeram parte da infância dela.
A mostra em São Paulo reúne tanto o universo pessoal de Cora a trechos de suas poesias. Algumas novidades são os documentos inéditos da autora, como diários e originais de seus livros. Um vídeo com declarações da própria Cora Coralina dá o toque final do trabalho que foi patrocinado pelo Governo do Estado de Goiás, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Associação da Casa de Cora Coralina.
"Cora Coralina: Coração do Brasil". Museu da Língua Portuguesa. Praça. Luz, s/n.º, fone (11) 3326-0775. Atendimento das 10 às 17 horas. Ingresso aR$6. A mostra ficará aberta até 13/12.
Até agora, duas pessoas ganharam ingressos para assistir ao espétáculo da Ama Cia de Dança hoje: Paulo Henrique Silveira e Guilherme Cardoso. A pessoa que colocar o terceiro post também pode ganhar um par de ingressos.
Ensaio de AmarrasFoto: Pena Filho |
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A AMA Cia. de Dança, única companhia de dança contemporânea de Joinville, estreia amanhã (29) o seu novo espetáculo " Amarras".A coreografia surge da obra "Do Coração e suas Amarras", do poeta João de Jesus Paes Loureiro, e reflete, com passos de dança, o amor, a poesia e os relacionamentos. A direção e coreografia é do coreógrafo Amarildo Cassiano.
A AMA usrgiu há dois anos e esta é sua segunda montagem. A primeira foi "Rupture", de 2007. A segunda montagem foi possóvel via Sistema Municipal de Desenvolvimento Pela Cultura (Simdec), tal como a primeira.
A novidade desta montagem é que, depois da estreia em Joinville, a coreografia vai circular pelo Estado. Para os que não querem perder a estreia por aqui, o Blog do Ideias vai oferecer três pares de ingressos para os três primeiros posts. Não deixe de colocar um email ou telefone de contato. O resultado será divulgado amanhã de manhã.
O QUÊ: espetáculo "Amarras", da AMA Cia. de Dança.
QUANDO: hoje (29) e amanhã (30), às 20 horas.
ONDE: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen, avenida José Vieira, 315, Joinville.
QUANTO: R$ 10 (meia-entrada para estudantes e idosos). Ingressos à venda no Capitão Batata (Shopping Muller) e no Capitão Space, na rua Marquês de Olinda, 3340.

"Olympía" foi roubada de um pequeno museu de Bruxelas
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Contar que a obra de arte "Olympia", do surralista belga René Magritte, foi roubada sem grande alarde de um pequeno museu de Bruxelas não é uma grande novidade. O que surpreende é que, por aí, ainda não se discutiu o valor artístico da obra. A pintura a óleo "Olympia" está avaliada em pouco mais de um milhão de dólares e foi levada por dois ladrões armados. O museu já tinha sido casa do pintor e é uma espécie de museu sentimental dele, em menor escala. O roubo foi muito específico, e, em muitos lugares, coloca-se que a obra é o retrato de uma mulher em uma praia, recostada e com uma concha ao colo. E só.
Magritte é lembrada pelos céus - bem parecido com aquele que fica no seu paoel de parede, do Windows - chapéus-coco, maçãs verdes, cachimbos...
Quem serviu de modelo para a Olympia de Magritte foi sua mulher, Gerogette. Mas o que faz desta "Olympia" tão famosa foi o quadro que o inspirou: a "Olympia" de Manet. A pintura de 1863 era tão polêmica que foi pintada em 1863 e mostrada em 1865. Mostrava uma prostituta nua, com um gato preto aos seus pès e uma lacaia negra. A tela polêmica tem um forte teor erótico e é uma das mais famosas de Manet. Curiosamente, Manet, que inspirou Magritte, foi inspirado em outro grande artista para criar sua "Olympia": Ticiano. A referência a "Vênus de Urbino" estava no gato preto, que, em Ticiano, era um cachorro.
Voltando à Magritte, sua "Olympia" tem, além de todo esse contexto, a importância de ser um bom exemplar do surrealismo do artista, representado pela concha repousada no colo da modelo, o fundo etéreo com o céu azul típico de Magritte e a impressão de que a relva onde "Olympia" se deita pode estar em qualquer lugar - nas nuvens, no chão, nas estrelas.

"Olympia", de Manet, inspirou a tela de Manet roubada em Bruxelas
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Entre as novidades na reforma da Lei Rouanet, já em movimentação desde outubro do ano passado, umas das mais polêmica é o fim da possibilidade de 100% do valor investido em projetos culturais se transformarem em renúncia fiscal. O Ministério da Cultura justifica a mudança dizendo que os próprios empresários pleitearam a participação, para, de fato, justificar uma parceria público-privada. O Ministério ainda defende que o novo sistema de incentivo fiscal terá fundos de incentivo direto (sem necessidade de captação no mercado). Setores da cultura não gostaram do novo rumo da reforma da lei, pois consideram que pode prejudicar pequenos produtores culturais e artistas independentes. Com apenas 80% de dedução do imposto, o universo já não tão vasto de empresas que apoiam a cultura poderá diminuir. Por outro lado, há os que querem o fim imediato da renúncia fiscal e uma nova estrutura de incentivo à cultura, que possa garantir os repasses sem depender de empresas. A Lei Rouanet (Lei n.º 8.313) foi criada em 1991 e é a principal fonte de incentivo cultural no Brasil. Para saber mais sobre ela, clique aqui.
Cena de "Bright Star", filme que conta a vida do poeta inglês John Keats (1795 - 1821) - crédito divulgação Os colecionadores de poesias e sonetos românticos - seja para estampar charmosos e perfumados caderninhos ou enviá-las à pessoa amada - já devem ter ouvido falar de John Keats, o poeta inglês mais importante do estilo romântico, no século 19. Talentoso, bonito, morto jovem e dono de uma prolífera e marcante obra, Keats, é claro, daria um bom filme. A cineasta neozelandesa Jane Campion - a mesma que dirigiu o ótimo "O Piano" - não deixou estes detalhes passaram incólume e, esperta, fez da vida do poeta que morreu aos 25 anos "Bright Star", filme que estreou nos Estados Unidos no dia 18 deste mês. Para quem acha que a poesia está fora de moda, vai se surpreender em saber que o filme está causando tanta sensação que é um forte candidato ao Oscar. Para surpresa de Campion, o filme encantou até ao sanguinolento diretor Quentin Tarantino, que se derramou em elogios à produção. No Brasil, "Bright Star" será exibido, por enquando, apenas no Rio de Janeiro, no Festival do Rio, que irá de 24 de setembro a 8 de outubro. O ator britânico Ben Whishaw - que protagonizou o filme "O Perfume" - faz o papel principal. O grande amor da vida de Keats, Brawne, é vivido pela australiana Abbie Cornish. Segundo a diretora sugere, a intenção não é criar uma biografia cinematográfica fiel, mas sim se basear no espírito romântico no qual estava a mente do jovem talento para retratar não somente suas poesias, mas também sua época. Enquanto o filme não chega aqui, fique por dentro sobre quem foi Keats - cuidado para não confundir com Yeats, outro grande poeta, só que mais contemporâneo e irlandês. Nunca reconhecido em vida, John Keats nasceu em 31 de outubro de 1795, em Londres. Ficou órfão aos nove anos e iniciou estudos como farmacêutico e até a carreira médica, mas a sua afinidade por literatira e Grécia Antiga o levou a caminhos mais literários. Por mais que tenha morrido jovem, escreveu muito, sem se incomodar se era bem recebido ou não pela crítica. Seu primeiro livro, "Poemas", foi publicado em 1817. No ano seguinte veio "Endymion" e também, o amor. Keats se apaixonou perdidamente por Fanny Brawne, da qual teve que separar porque havia contraído tuberculose, doença que o matou meses depois, quando estava sozinho, em Roma. Em sua lápide, a melancólica inscrição que o poeta mesmo escreveu: " A grande preocupação de seus textos sempre foi a estética e a sensualidade. Fã de mitologia grega, fica claro em suas obras a influência das leituras de Homero. A morte, até mesmo pela própria proximidade do jovem poeta com a morte, serviu muitas vezes de rima. Em português, é relativamente raro encontrar suas obras reunidas, a não ser em sebos. Mas, para conhecer um pouco mais sobre ele, um site do curso de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza uma análise bacana dos versos do poeta inglês. Para conhecer, clique aqui. 


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