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Com a sua mais recente obra, "O Livro de Ana", publicado pela Global Editora, o premiado escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós celebra a vida.
Segundo ele, o novo livro revela uma ideia que ficou em sua cabeça por muito tempo. O projeto nasceu depois de uma visita que fez à casa de sua amiga Ângela Gutierrez – a quem o livro é dedicado. "Ângela coleciona imagens de Sant'Ana Mestra. Tem mais de 70 delas, de épocas e estilos diferentes. Observando toda aquela beleza, resolvi imaginar o que estaria escrito no livro que a santa traz consigo", explica.
Aqui vale uma explicação: pela tradição, são chamadas Sant'Ana Mestra as imagens de uma mulher carregando um livro nas mãos e acompanhada por uma criança – a criança, no caso, seria a Virgem Maria, mãe de Jesus, e a mulher, sua mãe, conhecida por Sant'Ana. A imagem também é considerada um símbolo da pedagogia.
Bartolomeu, um leitor degustador de poesias, decidiu criar, em prosa poética, e com sua maneira especial de escrever, o texto que poderia estar impresso no livro da imagem de Sant'Ana, focando a beleza da criação do mundo e dos exercícios do criador.
"A melhor literatura é a que segue na trilha da liberdade, que segue as invenções da ficção e do sonho", defende o escritor que considera sua literatura uma obra sem fronteiras entre os públicos infantil, juvenil e asdulto.
Para Bartolomeu, a literatura tem exigências como todo processo criativo. "Exige o novo e exige cumplicidade do autor com seus possíveis leitores", diz. Ou, nas palavras iniciais do livro: "Jamais li o livro de Ana. Mas se fico atento ao mundo e sua festa, posso adivinhar a escritura".
"O Livro de Ana", de Bartolomeu Campos de Queirós, com ilustrações de Marconi Drummond. Global Editora, 32 páginas, R$ 39,00.
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Uma galerinha está voltando às aulas hoje. Tempo de recomeçar a luta por boas notas, estudar, pensar... Por falar em pensar, a dica é o livro "Se é Assim que Você Pensa!", de Geert De Kockere.
No livro, você encontrará diálogos que fazem refletir, como este: "Qual de nós é o maior?, perguntou o Corvo. Ora, disse a Lebre, o que quer dizer com o maior? É o comprimento que conta? Ou talvez a altura? Ou ainda a distância que se pode atingir? Nada disso, disse o Corvo. Quero dizer: qual de nós é na realidade o mais forte? Ora, repetiu a Lebre, o que quer dizer com o mais forte? É a força com que você consegue fazer algo? Ou a velocidade com que você consegue fugir?"
Enfim, são 14 conversas filosóficas entre animais que veem o mundo de forma original. São diálogos engraçados que falam de amizade, saudade, ciúme, confiança, tédio, admiração etc. O óbvio para um nem sempre é óbvio para outro.
"Se é Assim que Você Pensa!", de Geert De Kockere, com ilustrações de Johan Devrome e tradução de Vânia Maria A. de Lange. Editora Brinque-Book, 32 páginas, preço não-divulgado.
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Quando um inspetor da Scotland Yard desaparece em Paris, a Inglaterra manda seu principal detetive para investigar.
Santos Dumont está a poucos dias de realizar um dos maiores feitos do século 20, mas, sem que ele saiba, isso acaba atraindo atenções indesejadas.
"Conspiração Dumont", de Renato Silvestrini e Marcus Ferreira, indicado para leitores a partir dos 12 anos, é uma história envolvente e cheia de mistérios, que irá despertar no leitor o detetive que existe dentro dele, ansioso por desvendar segredos e chegar até o final, seja este qual for.
Em vários momentos cruciais, o leitor poderá escolher quais ações ele gostaria que o personagem principal tomasse, podendo chegar, assim, a diferentes finais.
Por exemplo: "Se você vai seguir os suspeitos, vá para o número 7."; "Se você vai tentar entrar na casa, vá para o número 27."
Esse estilo de livro pode ser chamado de "aventura interativa" ou "aventura solo". Imagine os melhores livros que você já leu, com um ingrediente a mais: você pode escolher caminhos diferentes dentro da narrativa.
"Conspiração Dumont", de Renato Silvestrini e Marcus Ferreira. Editora Devir, 268 páginas, R$ 19,90.
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Segundo Bartolomeu Campos de Queirós, "literatura é feita de imaginação. O olhar é muito raso e só vê as cascas. O dentro das coisas só a imaginação alcan¬ça. Nosso desejo é 'adivinhar' o mundo, e esse ato só é possível quando exercemos a imaginação".
O livro "Mário", para ser lido por pessoas de oito a 80 anos, é o convite perfeito para se adentrar no universo do sonho, do devaneio, para fazer vir à tona a força expressiva da linguagem poética, a inventividade das palavras, a sensibilidade adormecida, à volta a pureza da infância. Mário, um nome composto de ar, mar e rio.
Mário, o menino poeta, nasceu em fevereiro. E no seu nome, que era feito de mar e rio, moravam os peixes que enfeitavam seus sonhos. (...) Por ser água, Mário olhava o céu e as nuvens,as plantas e as aves. Por ser mar e rio, Mário era ar, por onde voavam pássaros em som de vento.
"Mário", de Bartolomeu Campos de Queirós, com ilustrações de Lélis. Global Editora, 32 páginas, R$ 25,00.
Reprodução da tela do Dicionário Aurélio eletrônicoFoto: Reprodução |
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Não se preocupem, o blog não vai tratar de culinária, mas sim da grafia de um ingrediente. Mais especificamente, da muçarela. Assustou-se? Pois é assim mesmo que se escreve: com "ç" (cê-cedilha).
À primeira vista, essa grafia (correta) causa espanto e estranheza porque é comum ver-se "mussarela", inclusive nas próprias embalagens dos produtos. Pior ainda: até em publicações impressas e na televisão aparece "mussarela", às vezes em letras garrafais.
Se você é daqueles que só acredita vendo, aí vai a reprodução da tela do "Dicionário Aurélio" eletrônico. Se ainda assim tem dúvidas porque não confia no citado dicionário, asseguro a vocês que essa grafia consta também do "Dicionário Houaiss", do da Academia Brasileira de Letras... Essas publicações também dão a opção da grafia "mozarela", mas daí já é pedir demais.
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Desde muito pequenas, as crianças sentem medo. Isso é normal, afinal, todo mundo, até os adultos, sentem medo de alguma coisa. Para os pais e profes que querem falar sobre o medo, especificamente do escuro, a dica é o livro "Quem Tem Medo de Escuro?", de Fanny Joly.
A história começa com um beijo de boa-noite dos pais. As luzes se apagam e a escuridão toma conta do quarto. Ela não consegue dormir. Aperta o interruptor e... nada! O que pode acontecer em uma casa mergulhada na escuridão?
Nessa hora, a cabecinha das crianças fica povoada de objetos e figuras, não raras vezes, as mais terríveis. As reações são diferentes: umas se encolhem e outras abrem o berreiro.
Esse é o momento de acalmar a criança, mostrando que o escuro não é assim uma coisa de outro mundo. E é esse o objetivo do livro editado pela Scipione.
"Quem Tem Medo de Escuro?", de Fanny Joly, com ilustrações de Jean-Noël Rochut e tradução de Monica Stahel e Irami B. da Silva. Editora Scipione, 32 páginas, R$ 25,90.
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Um menino está voltando sozinho para casa e, de repente, fica tudo escuro. Seus pés chutam uma garrafa, um cachorro se assusta e começa a correria, uma perseguição maluca que o leva o até o Beco Escuro.
Escuridão, ruídos estranhos, sombras, uma casa vazia e... o mistério amarelo da noite. Inspirado em sua prática de contador de histórias, Fabio Lisboa coloca agora no livro "O Mistério Amarelo da Noite" esses elementos fascinantes que instigam o leitor a lidar com seus sonhos e usar a imaginação.
E, no final, o leitor é convidado a se juntar ao autor e desvendar à sua maneira o mistério amarelo daquela noite. Como assim? Ah, só lendo o livro para saber!
"O Mistério Amarelo da Noite", de Fabio Lisboa, com ilustrações de Rogério Coelho. Editora Martins Fontes, 56 páginas, R$ 29,90.
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O autor Rogério Andrade Barbosa e o ilustrador Jô Oliveira lançaram, pela Editora FTD, o livro "Histórias que nos Contaram em Luanda", fruto da viagem de dez dias que realizaram à capital de Angola, na África, a convite da Embaixada Brasileira e do Instituto Nacional do Livro e do Disco de Angola, em junho de 2008.
Lá conheceram narrativas tradicionais, lendas e fábulas que ilustram a cultura do povo africano, enquanto ministraram cursos e oficinas de produção de texto e imagem para crianças, jovens e adultos. Uma parte dos alunos gostava de contar histórias. Outra, de desenhar. "Entre as várias histórias que os alunos nos contaram, selecionamos três para o livro, todas adaptadas para o público brasileiro, mas cheias do encantamento e da magia da cultura africana", conta Rogério.
O conto "Domikalinga" fala sobre uma mulher grávida que promete doar seu bebê a quem lhe ajudar a buscar água na fonte. Em "O Grande Desafio", um dono de terras que promete a mão da filha em casamento ao homem ou animal que conseguir pegar uma folha no alto da árvore mais alta do lugar. E a fábula "O Leão, a Ovelha e o Macaco" traz uma metáfora sobre as possibilidades de ações humanas diante da malícia de pessoas falsas, que camuflam a má intenção em atitudes que podem parecer boas e inocentes.
A ilustração do livro é uma mistura do folclore brasileiro, a xilogravura medieval e as expressões visuais de diferentes povos. "Eles usam as cores primárias, têm a perspectiva quase ausente e os temas são sempre sobre seres fantásticos, nos três casos, contando aventuras impossíveis e histórias cheias de poesia. Procurei colar tudo isto nas ilustrações do livro, chegando ao resultado final", conta Jô Oliveira.
"Histórias que nos Contaram em Luanda", de Rogério Andrade Barbosa, com ilustrações de Jô Oliveira. Editora FTD, 40 páginas, R$ 26,00.
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Nestes dez contos de "Ilhados — Tratado Sobre Guris", ambientados na região Sul do Brasil, Lourenço Cazarré, premiado autor de literatura juvenil, traça o perfil de uma sociedade perplexa, voltada para dentro de si mesma.
A obra, ganhadora do Prêmio Açorianos de Literatura como melhor livro de contos, mostra também que vida de guri não é só jogar bola e tomar banho de rio. É preciso um olhar mais atento para descobrir que os meninos também têm seus momentos de ansiedade que cercam as novas descobertas.
Há horas em que é preciso conviver com a intolerância, o medo. Enfim, Lourenço Cazarré fala sobre como a infância marca a vida de todas as pessoas, sobre como as lembranças pungem o presente, sobre como é ser humano.
"Ilhados — Tratado Sobre Guris", de Lourenço Cazarré, com ilustrações de Roberto Weigand. Editora Saraiva, 80 páginas, R$ 23,80.
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Encontrar um amigo não é fácil. Manter uma amizade é complicado, exige respeito, compreensão, bom humor, lealdade. E quando a gente descobre que o amigo não é tão amigo assim? Dói, não é verdade? E é exatamente sobre essas coisas de amizade (ou às vezes a quebra dela) que trata o livro "Amigo é Comigo", de Ana Maria Machado, autora que tem uma facilidade incrível de falar sobre assuntos que interessam a seus leitores.
A história é narrada por Tatiana, uma adolescente que conta suas experiências e aventuras com uma escrita dinâmica, em páginas repletas de sentimentos, emoções e valores. Amizade, inimizade, afetividade, companheirismo, alegria, dúvidas, ciúme... Quem já não passou por tudo isso de uma só vez? Os adolescentes que o digam!
Na história, Táti adora ler, praticar esporte, dançar, namorar, questionar, escrever, enfim, a rotina agitada de uma adolescente. Ela escreve sobre si, sobre suas amigas e amigos... E assim aprende o que é amizade.
"Amigo é Comigo", de Ana Maria Machado, com ilustrações de Dave Santos e Maurício Paraguassu. Global Editora, 136 páginas, R$ 25,00.

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