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O Grito Rock, você sabe, é uma rede de shows que conecta coletivos culturais e percorre o País até atingir a Argentina e o Uruguai, numa troca de experiências e sonoridades sob a forma de senhoras jornadas de diversão. Este ano, o Circuito Fora do Eixo, de Cuiabá (MT), e seus parceiros locais linkará nada menos do que 80 cidades e 600 bandas inscritas. Em Santa Catarina, o mapa do evento fechou três datas, o que não é nada mal. Joinville não aderiu - além de não ter emplacado grupo algum em qualquer escalação -, mas calma lá que não será preciso rodar distâncias imensas pra emergir na gritaria. Blumenau sedia o festerê inicial, marcado pra sábado, com a promessa de uma maratona de dez horas de rock. No dia 20, o deslocamento para o litoral repercute em duas cidades: Balneário Camboriú - sede da versão mais reduzida, mas regionalmente democrática do Grito Rock catarinense -, e Florianópolis, que receberá três grupos de fora do Estado. Confira aí embaixo qual elenco mais lhe apetece. Blumenau: dia 13, Donna D Pub Pärächämäs, Bipolar, Bitônica, Repraise, Bleff, Aningueza, Helvéticos, The Singles (Blumenau), The Name (SP) e Madame Machado (RJ) Balneário Camboriú: dia 20, Open Bar Lenzi Brothers (Baln. Camboriú), Yellowbox (Itajaí), Lizz (Rio do Sul) e Yer (Lages). Florianópolis: dia 20, Célula Aerocirco, Cassim & Barbária, Balanço Bruxólico (Florianópolis), Rinoceronte (RS), Sabonetes (SP) e Monaco Beach (PR).
Virar uma animação, por mais simples que fosse, foi a saída que a banda joinvilense Os Bacamartes achou pra colocar no ar seu primeiro videoclipe. E ficou tosquinho e legal. Claro que ajudou ter um estudante de design na formação - o baixista Juninho, que pode dedicar-se ao ofício enquanto as quatro cordas não dão lucro financeiro. Ah, e a música em questão é a jovenguardiana Mais que a Metade, uma das faixas do EP Maçã do Amor, lançado no final do ano passado.
Me digam vocês se estou certo em achar suspeita a semelhança entre os três vídeos abaixo, todos tendo um noticiário de TV como mote e esquemas de montagem semelhantes. O do R.E.M. saiu em 2003, mesmo ano, creio eu, em que apareceu o de Sandy e Júnior. E por esses dias caiu na rede o clipe do duo canadense Woodhands. Eu que não vou dizer qual é o melhor...
R.E.M. - Bad Day
Enviado por vodka33.
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Por um domingo menos modorrento...
Bandas que reclamam que não têm grana, não têm tempo, não têm chance, não têm palco, não têm é iniciativa. Precisam de um corretivo, que bem poderia ser aplicado pelo trio ilhéu Pornô de Bolso. O que os caras fizeram: armaram uma festinha em casa, transformaram a cozinha em palco e mandaram ver, enquanto os câmeras - entre eles o conhecido videomaker Marco Martins - circulavam entre os convidados/platéia. Por cima do som, a gravação original de Concha, faixa contida no EP Kit de Inverno 2009, devidamente resenhada por aqui. A cereja é a edição alucinada e criativa.
Como ficou? Cara de vídeo caseiro, certo, mas despretensioso e divertido, mais "circulável" que muito clipe profi e chato que passa na emetevê. E pra quem estiver em Floripa, neste sábado (6) tem Pornô de Bolso no Deluxe, junto com a quase lenda Superbug, que sai do hiato provocado pelas idas e vindas do estimado chapa Fábio 'Mutley' Bianchini.
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Sabe qual a melhor recomendação pra começar bem um carnaval roqueiro? Dançar, minha gente. E disso o The Name entende, como certamente mostrará nesta quinta (4) à noite, no Don Rock, na abertura do Carnarock organizado pela Atômica Produções. E a certeza não vem só das boas referências do trio de Sorocaba (SP) - pós-punk a la Joy Division e PIL, os beats primais do New Order, house e electro-rock -, mas dos resultados concretos alcançados pela banda em seus dois EPs e dois singles já lançados. O mais recente é "You Want it Back Now", faixa ultra-dançante que abre alas para o disco de estreia e pra turnê pela América do Norte que o grupo fará em março, que inclui presença nos aclamados festivais South by Southwest (EUA) e Canadian Music Week. Mas isso é pra depois. Neste exato momento, The Name ruma para o Sul, ponto de partida pra uma extensa jornada de shows que seguirá Rio Grande do Sul adentro, voltará pelo Paraná e só acabará no fim do mês no interior paulista. Em Santa Catarina é assim: hoje em Joinville, amanhã em Floripa (Boite Chik 1007), sábado em Içara (na Funhouse) e dia 13 no Grito Rock de Blumenau. E vá treinando os passos em casa com o material que tá pra baixar no MySpace da banda.
The Name - You Want it Back Now!
The Name | MySpace Music Videos
Muito concorrida a procura por ingressos, o que demonstra a sede por rock'n'roll depois de um tempinho de seca por causa das festas de fim de ano. Até entrada pra ver a Beyoncé vieram procurar aqui - sorry, mas Orelhada não tá podendo tanto. Só posso agradecer a audiência e a disposição de vocês todos.
Mas vamos parar de enrolar e ir ao que interessa. Ficou assim, ó:
The Name (quinta, 4, Don Rock)
Hélio Dias Jr
Paulo Henrique Silveira
João A. P. de Oliveira
André Gargamel
Rodrigo da Costa
Shadowings e Batallion (sexta, 5, Don Rock)
Eduardo Silva
Rogério Butor
Mario Wiggers
Diogo Boegershausen
Débora Zimmermann
Papa Ramirez, Rota 70 e Os Impublicáveis (sexta, 5, Moinho)
Jorge H. Peripoli
Leonardo P. Gonçalves
Luciane Oczkovski
Rubia A. Fernandes
Newton A. Pedri
Pra todos os shows, é velho esquema de sempre: nome na porta do respectivo local e levando o RG, que é pra não dar galho. Simbora, então!
Foto: Divulgação |
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Tem banda pra "torcer" durante a Copa da África? Eu já. É a Carlos Dunga, quarteto italiano de hardcore/thrash que, pelo visto, cultiva tanto amor pelo futebol brasileiro quanto ódio pelo emo (dá uma olhada na janelinha). Não consegui descobrir se o grupo é remanescente do tempo em que o hoje técnico da Seleção Brasileiro Dunga jogou na Fiorentina (de 88 a 92), mas o estilo vigoro do cara deve ter deixado saudades nos torcedores de Firenze, cidade natal da banda. Como vocês podem ver, a homenagem se estende ao logotipo verde-e-amarelo cavêra. Agora passem no myspace dos caras e confiram o quão duro os caras jogam com instrumentos na mão.
Imagem do show da banda em Porto Alegre, dia 28Foto: Tadeu Vilani |
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Uma penca de catarinenses se jogou pra São Paulo no fim de semana passado pra assistir ao Metallica no Morumbi, e pelo que andou se falando (e escrevendo) por aí, a banda tá numa fase assombrosa de boa. Sendo assim, sobrou vigor, empolgação e sintonia com os fãs, entre eles Rafael Zimath, líder do Alva, que gostou tanto do que viu que mandou um belo texto sobre o show de domingo (31), o terceiro e último do Metallica em solo brasileiro. Ignorem o tamanho e viajem na arrasadora performance assistida pelo moço. Ao contrário da apresentação de sábado (30), o terceiro e último show da "Death Magnetic Tour" no Brasil começou com chuva. A banda de abertura, o Sepultura, entrou no palco às 19h em ponto e fez um show competente que privilegiou músicas dos discos "Chaos A.D.", "Arise" e "Beneath the remains" e algumas canções dos últimos trabalhos. Às 20h10, o quarteto brasileiro terminou e imediatamente já começou a troca de palco. A chuva continuava. Alguns minutos passam do horário previsto para a entrada do Metallica e o público, aflito, começa a chamá-lo. Foi aí que, em uma curiosa coincidência, o céu passa a exibir raios entre as nuvens, exatamente como na capa do clássico "Ride The Lightining" (1984). Às 20h45, as luzes se apagaram e começa a clássica e emocionante introdução usada nos shows da banda: "Ecstasy of Gold", de Ennio Morricon,e com imagens nos telões do clássico filme de guerra "Johnny Got His Gun" (1971). Foi aí que, como mágica ou por ordem dos deuses, a chuva parou. O palco impressiona: uma estrutura gigante com dois andares, 8 ou 10 microfones espalhados ao longo dela e um mega-telão atrás. Apesar de grande, o palco não é alto e dá para ver perfeitamente os músicos em ação. E como em todos os shows da turnê, os caras entram com o clássico "Creeping Death". O estádio treme e o público canta junto. Na seqüência, emendam "Ride the Lightining". Aí é que veio a primeira surpresa: a banda tirou da cartola "Fuel", do pouco cultuado disco "Reload" (1997). A música ganha uma nova cara ao vivo, com muito peso e a banda perfeitamente entrosada. O calor e receptividade do público é tamanho que estes senhores, em sua maioria beirando os 50 anos, são só sorrisos. Pequena pausa para conversar com o público. James Hetfiled conta que seus amigos do Sepultura disseram que os brasileiros gostam é de peso. E pergunta; "Do you want heavy?" O público responde e o vocalista completa dizendo "se você quer peso rapaz, o Metallica te dá peso!" E começa "Sad But True", do clássico "Black Album" (1991). O estádio inteira pula. Depois disso, as luzes se apagam e James surge na parte superior do palco empunhando um violão, que puxa a bombada e, ao que parece, inédita na turnê brasileira: "The Unforgiven". Ao longo da música, Hetfiled intercala violão e guitarra com maestria. Depois disso, vem a introdução de "That Was Just Your Life", seguida por "The End of The Line", ambas do mais recente "Death Magnetic" (2008). O público responde em êxtase e canta as letras das músicas novas com precisão. Todos os músicos se movimentam muito durante o show, trocam de posições e cobrem toda a extensão do palco usando todos os microfones posicionados. A destreza impressiona e a banda executa com perfeição as muitas transições e nuances destas duas longas e complexas composições. As luzes se apagam novamente. Hetfiled surge outra vez no palco de cima e manda a introdução de "Welcome Home (Sanitarium)", do clássico absoluto "Master of Puppets" (1986). O público responde insanamente. A banda provavelmente nunca soou tão bem executando seu material antigo. Hetfiled então pede desculpas por não terem vindo da última vez, como prometeram. Depois, pergunta se o público aprovou "Death Magnetic". O estádio responde positiva e efusivamente. As palavras soam quase como uma confissão do fracasso de crítica e vendas em torno do disco "St. Anger" (2003), álbum que remete a um período delicado da banda e que parece ter ficado para trás. A banda toca a nova "Cyanide", que ao vivo fica ainda mais impressionante do que no disco, de onde sai sai também "My Apocalypse". Outra vez, as luzes desaparecem. Ao som de metralhadoras, chamas explodem do palco. Quem estava perto pôde sentir o calor no rosto. Realmente impressionante. Hetfiled aparece em cima do palco outra vez e manda a introdução de "One". Na parte pesada do final da música, as câmeras simulam a mesma fotografia do clipe da música. Com o público completamente dominado, a banda toca "Master of Puppets". No final da música, Hetfield vai novamente ao andar superior do palco e, ao som de risadas insanas, estende suas mãos simulando a imagem da capa do disco em que mãos puxam cordas sobre um cemitério. Exatamente como na música, James faz às vezes de "mestre" e as pessoas no estádio representam os "fantoches" dominados. Mas a porrada não termina. O pique dos caras é invejável e começa a introdução acústica de "Fight with Fire" até que tudo explode. Sem dúvida, a música mais porrada do show. Depois disso, luzes se apagam e Kirk Hammet aparece sozinho na frente do palco improvisando. O público urra. Em seguida, o guitarrista puxa a introdução da música mais calma da banda, "Nothing Else Matters". Ao final do solo, sentado ao chão, Hetfield tem apenas as suas mãos, mostradas em close no telão. É aí que Hetfield inicia "Enter Sandman", momento em que os fãs mais antigos (que já não se impressionam com o maior hit dos caras) mordem a língua. A explosão inicial da música é acompanhada de fogos sincronizados e a banda cresce com uma força e peso inéditos até então. O estádio vem abaixo, com cerca de 50 mil pessoas cantando em uníssono. Emocionante. Justamente no auge do show, a banda deixa o palco. Depois de poucos minutos, no inevitável bis, Hetfiled explica que aquele é o momento do set em que eles homenageiam as bandas que justificam a existência do Metallica. "Helpless", do Diamond Head, é executada com certa tranqüilidade como que uma preparação para a porrada "Hit the Lights", do "Kill 'Em All" (1983). A banda simula deixar o palco e James faz-se de desentendido:"Está faltando alguma música?". O estádio responde: "Seek and Destroy". O cantor diz: "Ok, vamos tocar esta pra vocês. Mas vamos precisar da sua ajuda. Vamos fazer história aqui, hoje. O Metallica tem os melhores fãs. Queremos que vocês dêem 110% e cantem e pulem conosco, então quero pedir que todas as luzes fiquem acesas". Vem um novo clímax e a banda transpira paixão e alegria ao tocar um dos seus primeiros clássicos, que já conta com 27 anos. Os quatro se abraçam e, um a um, agradecem o público até deixarem o palco. Foram 2 horas de um show inesquecível. Durante determinado momento do show, Hetfield indagou o público: "Vocês estão vivos?" A resposta é óbvia. Depois de presenciar uma das minhas bandas favoritas ao vivo, ele não poderia ser mais feliz ao resumir a sensação de êxtase de ter participado de tudo isso: "Sim, é tão bom estar vivo".
Meus amigos, se este blog fosse dedicado à música eletrônica, eu diria que o próximo fim de semana será de "ferveção" em Joinville. Uma saraivada de eventos roqueiros pipocando na cidade e região dão a letra do que poderá ser 2010 por aqui (que não seja fogo de palha, ok?). E, vejam vocês, tenho aqui 15 ingressos destinados a três desses acontecimentos (cinco pra cada um).
O pega-pra-capá começa na quinta (4), com o The Name no Don Rock, numa noite feroz pra quem segue os passos do pós-punk e sons de natureza mais dançante. Na sexta (5), ainda no Don Rock, o metal chega pra moer sistemas auditivos com o local Shadowings e Battalion, de Itajaí. No mesmo dia, só que no Moinho (rua São Paulo), rola o primeiro evento assinado pela produtora Covermania SC. E aí é aquela mistura de estilos, com Papa Ramirez, Os Impublicáveis e Rota 70 se virando no palco.
Então é assim: deixe um recado nos coments com o NOME COMPLETO e dizendo a que show deseja ir. Os cinco primeiros pretendentes de cada evento levam os ingressos.

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