O governador José Serra (São Paulo) está muito bem informado sobre a situação política de Santa Catarina. Recebe relatórios frequentes do presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra. Continua entusiasmado com a candidatura presidencial, mas só vai partir para a ofensiva na hora certa. Não tem pressa.
A constatação foi feita pelo deputado Paulo Bornhausen, novo líder do DEM na Câmara Federal, durante encontro de uma hora e meia com o governador paulista.
Sobre a situação catarinense, Serra não emitiu opinião, nem pediu ao interlocutor. Quer o apoio integral da tríplice aliança em Santa Catarina.
E não quer repetir 2002.
Teve o apoio de Luiz Henrique no primeiro turno e ficou sem apoios no segundo. Luiz Henrique optou por Lula e venceu as eleições.
Os presidentes Eduardo Moreira, do PMDB, e Raimundo Colombo, do DEM, marcaram para quarta-feira a reunião com o presidente do PSDB, Marco Tebaldi. Será o primeiro esforço para tentar tirar a tríplice aliança da UTI.
O presidente da Celesc Distribuição, Felipe da Luz Sobrinho, está disposto a requerer uma auditoria especial do Tribunal de Contas e uma investigação do Ministério Público Estadual para apurar tudo sobre o pagamento de R$ 12 milhões autorizado pelo ex-diretor comercial Dilson Oliveira Luiz, à empresa Monreal. O pagamento está colocado sob grave suspeita por toda a diretoria e conselho de administração da Celesc Distribuição.
O presidente da Celesc, Felipe Luz, esclareceu que a demissão do diretor comercial Dilson Oliveira Luiz deu-se por conta de um pagamento que ele autorizou sem ouvir o diretor financeiro, o presidente ou outro diretor. O crédito foi feito à empresa Monreal, que teve contrato com a Celesc para cobrança de consumidores em dívida. O contrato deixou de existir quando a empresa contou com os serviços da Serasa.
Dilson autorizou o pagamento de R$ 12 milhões na véspera da reunião do conselho.
O presidente da Celesc Distribuição, Alfredo Felipe da Luz Sobrinho, já concluiu a elaboração de uma carta com informações sobre a crise que se instalou na estatal a partir da demissão do diretor comercial, Dilson Oliveira Luiz. O texto deve ser divulgado até o final da tarde de hoje.
Diretores da Intercel estão sendo convocados para uma reunião de emergência nesta terça-feira pela manhã. Vão ouvir relato do líder sindical Jair Fonseca, representante dos empregados no conselho de administração da Celesc, que participou da última reunião, na sexta-feira. A reunião culminou com a demissão do diretor comercial, Dilson Oliveira Luiz, suspeito de praticar irregularidades em pagamentos sem dotação orçamentária.
As vendas da indústria catarinense fecharam 2009 com queda de 6,6% em relação ao mesmo período de 2008, de acordo com estudos da Fiesc, divulgados hoje pela assessoria de imprensa. Foram pesquisadas 200 médias e grandes empresas, de janeiro a dezembro de 2009. O segmento com melhor desempenho foi o de máquinas e equipamentos, que produz a linha branca. As vendas deste setor, beneficiado pela redução do IPI, cresceram 19% em relação ao mesmo período de 2008.
Os dados de dezembro mostram que o faturamento das indústrias que participaram da pesquisa foi 8,8% menor que o registrado em novembro. Dos 16 setores pesquisados 14 apresentaram queda nas vendas em relação a novembro. As maiores retrações foram nos segmentos confecções e artigos do vestuário (-52,9%), produtos têxteis (-26,1%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (-23,5%), produtos químicos (-19,2%), produtos metálicos (-17,5%), veículos automotores (-12,2%), metalurgia básica (-12%) e móveis (-11,6%). Os dois setores com desempenho positivo foram alimentos e bebidas (12,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8%).
Para o diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, Henry Quaresma, embora em 2009 as vendas tenham fechado em queda, devido à retração do mercado internacional e a desvalorização do câmbio, a tendência para este ano é de que a indústria retome o crescimento gradualmente e de forma sustentada.
Demitido na última reunião do Conselho de Administração da diretoria comercial da Celesc Distribuição, Dilson Oliveira Luiz disparou e-mail pela rede de internet da estatal detonando o presidente, Alfredo Felipe da Luz Sobrinho, e o diretor financeiro, Arnaldo Venício de Souza.
Deputados do PSDB e líderes tucanos em Santa Catarina estão reunidos neste momento com Leonel Pavan, na residência oficial do vice-governador, em Coqueiros. Decidem sobre o futuro do vice no governo, examinam a denúncia do Ministério Público e desdobramentos da crise nas eleições.
O afastamento do Diretor Comercial da Celesc Distribuição,Dilson Oliveira Luiz, deflagrou dupla crise no interior da empresa. A primeira, porque pediu para não ser sumariamente demitido. Há suspeitas da própria Diretoria de práticas irregulares. A segunda, pela necessidade de nova eleição entre os empregados.
Os acionistas minoritários informam, também, que esta é apenas a ponta do iceberg de situações graves na Celesc Distribuição.

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