Gabriela (E) estimulou Lidiane a participar de provas de longa de distânciaFoto: Acervo pessoal de Lidiane Lauermann |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.017 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. A estudante de administração, Lidiane Lauermann, a Lidi, 22, de Santa Cruz do Sul, é a ciclista desta sexta-feira, 24:
Embora o Brevet Farrapos seja um randonnée – expressão francesa para designar as provas de longa distância, não competitivas e nas quais o ciclista participa individualmente –, Lidi marcará presença em equipe. Para ser mais exato, em dupla – a outra integrante é a colega de curso na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) Gabriela Martin. Elas são inseparáveis. “Se ela não for, também não vou”, disse Gabriela ao blog Pedivela, ontem, acrescentado logo a seguir, em tom de afirmação categórica: “Mas ela vai”. Até então, Lidi não havia ainda confirmado oficialmente a inscrição, divulgada na manhã desta sexta-feira pela organização do evento. “Se ela disse, eu vou. Somos uma dupla”, explica Lidi, demonstrando a sintonia entre as duas.
Mais do que uma formação técnica, tática ou estratégica, Lidi e Gabi são amigas. O afeto e fraternidade que devotam mutuamente fortalecem os corações de ambas diante da aventura da próxima semana. O relacionamento, aliás, ganhou laços importantes justamente nas provas de estrada. As duas já eram colegas de aula, quando Gabi começou a participar de largadas, em 2005. “Pedalar 200 quilômetros? Tu és doida?”, foi a primeira reação de Lidi ao ser convidada pela amiga. O sim veio em 2007, quando estiveram lado a lado em provas de 200 e 300 quilômetros. Em 2008, repetiram a dose, incluindo um brevê de 400 quilômetros e a primeira tentativa para o de 600 quilômetros, conquistado em 2009. “Tínhamos 40 horas para fazer os 600 quilômetros. Terminamos em 39 horas e 58 minutos”, diz Lidi, que pilota uma híbrida Scott Sportster P3.
Mesmo com previsão de permanência de baixas temperaturas no Estado na próxima semana, Lidi e Gabi estão mais preocupadas com o sono do que com o frio. “Estou dormindo mais para acumular horas de sono”, brinca Lidi. As duas prevêem que irão manter uma velocidade média baixa e, portanto, com pouco tempo para paradas de descanso. Como agüentar mais de três dias praticamente sem dormir e pedalando constantemente? Lidi e Gabi têm, agora, o desafio de transferir a força e a confiança que encontraram na amizade para os músculos que irão impulsionar suas bicicletas.
Lidiane (E) e Gabriela durante uma pausa em prova de 400 quilômetros no ano passadoFoto: Acervo pessoal de Gabriela Martin |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.017 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. A comerciária e estudante de administração Gabriela Martin, a Gabi, 23, de Candelária, é a ciclista desta quinta-feira, dia 23.
Primeira mulher a confirmar a inscrição no Brevet Farrapos, Gabriela se concentra para enfrentar o que considera ser o maior adversário em provas de longas distâncias: o sono. “É pior do que o frio”, afirma, falando por telefone ao blog Pedivela desde Candelária, a 183 quilômetros de Porto Alegre, no Vale do Rio Pardo, sob uma temperatura de 6ºC. “Já estamos acostumadas com o frio”, acrescenta. A conjugação do verbo na primeira pessoa do plural é uma referência à amiga, colega do curso de Administração na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e parceira de ciclismo Lidiane Lauermann, de Santa Cruz do Sul. Nas pedaladas, as duas estudantes – que se formam em agosto – sempre estão juntas.
“Se ela não for, também não vou. Sozinha não tem como”, diz Gabi. Depois completa, em tom de afirmação categórica: “Mas ela vai”. Até a manhã de hoje, Lidiane constava na lista de pré-inscritos ao Brevet Farrapos. O organizador da prova, o empresário Luiz Faccin, também está confiante na adesão de Lidiane: “Ela vai pedalar”. Para Gabi, a parceria é um elemento fundamental para superar os muitos desafios que os atletas vão encontrar ao longo dos mais de mil quilômetros de estrada.
Comer o que quiser
Gabi começou a pedalar em 2005, estimulada pela conterrânea Rosane Silveira Gomes, primeira mulher a conquistar um brevê – o documento que comprova a conclusão de provas de longa distância – de 600 quilômetros na América Latina. Com 1,68 metro, Gabi chegou a pesar quase 80 quilos. Hoje, com 65 quilos, a jovem comemora: “Consigo manter meu peso e o melhor é que posso comer tudo o que desejo sem engordar”. Em 2005, ela obteve dois brevês de 200 quilômetros. Em 2006, completou a série de 200, 300 e 400 quilômetros oferecida naquele ano no Estado. Em 2007, 200 e 300 quilômetros. No ano seguinte, perseguiu pela primeira vez o brevê de 600 quilômetros, mas o sucesso só veio este ano, em Santa Cruz do Sul.
O treinamento de Gabi ocorre principalmente nos fins de semana, quando percorre 120 quilômetros em um mountain bike Fuji Tahoe. “Vamos pedalar entre os últimos. Nosso ritmo é mais baixo”, prevê. A preocupação é encontrar tempo para dormir. A estratégia, de acordo com Gabi, será fazer os pedais girarem mais fortes nos primeiros 400 quilômetros e, assim, conquistar algumas horas de descanso.
Professor de física e química, Oliveira começou a se dedicar ao ciclismo de estrada viajando de bicicleta para visitar a namoradaFoto: Poti Silveira Campos |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.017 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. O professor Jeferson Emiliano de Oliveira, 35, de Portão, é o ciclista desta segunda-feira.
Nascido em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Oliveira começou a pedalar longas distâncias por amor. Há seis anos, o professor de física e química no Ensino Médio conheceu Patrícia Fernandes e teve início o namoro entre os dois. A moça morava em Portão, município distante 25 quilômetros de Esteio, e Oliveira decidiu que faria de bicicleta o trajeto ida e volta até a casa da namorada. “Da primeira vez, levei uma hora e quarenta minutos”, revela. O namoro e as pedaladas duraram até seis meses atrás, quando Oliveira e Patrícia casaram. Hoje, o casal vive em Portão. O professor já não precisa pedalar para encontrar a amada, mas pegou gosto por jornadas com a magrela.
No ano passado, Oliveira completou a primeira série de provas de longa distância não competitivas, conquistando brevês – o documento que comprova a conclusão do desafio – de 200, 300, 400 e 600 quilômetros. Em 2009, ele repetiu a dose. “Mas devo ser o menos experiente dos ciclistas que estarão no Brevet Farrapos”, avalia. Hoje, enquanto treina para os mil quilômetros em Santa Cruz do Sul, Oliveira continua utilizando a bicicleta como meio de transporte. Ele trabalha em Sapucaia do Sul três dias por semana. O trajeto entre Portão-Sapucaia do Sul-Portão, aproximadamente 50 quilômetros é feito com uma bicicleta de estrada. “Nos outros dias, ando com uma mountain bike e faço cerca de 60 quilômetros em trilhas”, diz.
Oliveira não definiu um tempo exato para concluir o Brevet Farrapos. De acordo com o professor, as variáveis são muitas e tornam difícil uma previsão mais detalhada. “Pretendo fazer entre 70 e 75 horas, ou seja, quase estourando o tempo”, afirma. Uma certeza, no entanto, ele manifesta: “Vou dormir durante a prova. Considero isto muito importante”.
Largada do Desafio 120 Quilômetros ocorreu às 9h08min deste domingo, com 74 participantesFoto: Roberto Furtado/Divulgação |
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Com a presença de 74 dos 97 atletas inscritos, o Desafio 120 Quilômetros teve largada às 9h08min deste domingo, 19, em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na prova não competitiva, os ciclistas tinham tempo limite de oito horas para concluir o percurso de ida e volta até General Câmara. O evento na estrada foi encerrado às 17h, com o início da entrega de medalhas para aqueles que cumpriram a tarefa. A neblina que tomou conta da região desde as primeiras horas de madrugada, com 100% de umidade relativa do ar, foi considerada o principal motivo para o não comparecimento de 23 pessoas. Entre as mulheres, apenas uma das sete inscritas não participou da prova, embora tenha estado presente à largada.
Nas rodovias BR-116, BR-290 e RS-401, os ciclistas pedalaram até cerca de meio-dia sob um dia cinza e de pouca visibilidade. No trajeto de ida, foi grande o número de paradas em razão de pneus furados. No retorno, o vento, principalmente no trecho de 21 quilômetros na BR-290 representou o inimigo mais difícil. Em contrapartida, ao percorrer o trecho de cerca de 10 quilômetros na BR-116, a corrente de ar impulsionou o ritmo de quem se aproximava da linha de chegada.
Evento aprovado
Houve controvérsia sobre a distância total percorrida. De acordo com a responsável pela Sociedade Audax de Ciclismo, Sirlei Ninki, o percurso deveria somar 128 quilômetros. Nos odômetros dos participantes, no entanto, o trajeto superou os 130 quilômetros. Este que vos escreve, por exemplo, registrou 134 quilômetros, percorridos em 7h20min, mesmo tempo da estreante Lina Visconti Rodrigues de Freitas, 27 (leia mais sobre Lina aqui) – a prova foi organizada pela Sociedade Audax de Ciclismo justamente com o objetivo de atrair novatos em eventos de estrada. Lina, porém, aprovou o desafio, refletindo a avaliação dos colegas de pedal.
Quem gasta mais energia, quanto tempo precisa e o quanto polui a atmosfera para se deslocar pela cidade. Estas serão as questões que deverão ser respondidas pelo 1º Desafio Intermodal de Porto Alegre, na próxima terça-feira, dia 21. A ação levará pedestres, usuários de patins, roller, skate, bicicleta, cadeira de rodas, motocicletas, cavalo, ônibus, táxi e automóvel particular a realizar trajetos entre dois e três quilômetros de extensão na Capital gaúcha, entre 17h e 19h30min. A organização do evento, promovido em comemoração ao primeiro ano de atividade da empresa Bike-Entrega na cidade, pretende divulgar os resultados no dia seguinte.
Desafios semelhantes já foram promovidos em outras capitais, como Aracaju (SE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Sócio da Bike-Entrega e responsável por conduzir uma das duas bicicletas que farão o percurso, Denis Goulart diz que a iniciativa em Porto Alegre terá uma preocupação maior com a segurança dos participantes, com apoio da Brigada Militar e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A Brigada Militar, aliás, também estará representada no Desafio Intermodal, com dois cavaleiros do 4º Regimento de Polícia Montada colaborando para mensurar o desempenho de quem se desloca com eqüinos. O ponto de partida será o Mercado Público, com chegada no Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção.
Lina e o marido, André, estão entre os 97 inscritos para o Desafio 120 Quilômetros, que tem largada neste domingo, em Eldorado do SulFoto: Arquivo pessoal de Lina Rodrigues de Freitas |
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No próximo domingo, 19, as rodovias BR-290 e RS-401, entre os municípios de Eldorado do Sul e General Câmara, na Região Metropolitana de Porto Alegre irão se tornar a pista de estréia para quase uma centena de adeptos do ciclismo de estrada, inscritos no Desafio 120 Quilômetros. Até a noite de ontem, quarta-feira, 15, a Sociedade Audax de Ciclismo Porto Alegre, responsável pelo evento, contabilizava a participação de 94 pessoas na prova não competitiva com largada prevista para 9h no Ginásio Municipal de Eldorado do Sul. Os atletas terão de completar o percurso, ida e volta até General Câmara em, no máximo, oito horas.
Nem todos são iniciantes. A lista de nomes inclui, por exemplo, veteranos como Carlos Raul dos Santos Calvete – um dos seis gaúchos que em 2007 disputaram o Paris-Brest-Paris, 1,2 mil quilômetros em até 90 horas em território francês, uma das mais famosas provas de ciclismo longa distância do planeta –, Carlos Kieling – de Lajeado, um dos pioneiros na organização de largadas Audax no Estado, no mesmo estilo do Desafio, mas com distâncias superiores a 200 quilômetros –, Esther Galbinski – talvez a mais assídua presença feminina gaúcha em Audax – e de Raul Sanvicente, também detentor de vários brevês – o documento concedido para quem completa os percursos Audax. De acordo com Sirlei Ninki, responsável pela Sociedade Audax de Ciclismo, quase 90% dos inscritos, no entanto, estará em uma prova pela primeira vez.
O plano de Lina
É o caso da administradora Lina Visconti Rodrigues Freitas, 27. A novata, apesar de dizer que está com medo, planeja concluir a prova em cinco ou seis horas. Pilotando uma mountain bike Kona Cinder, Lina vai participar da prova ao lado do marido, o administrador André Meireles, 31. O casal costuma pegar a estrada com as magrelas, junto com outros ciclistas de Porto Alegre, onde residem. Além de Lina e Esther, outras quatro mulheres deverão comparecer ao Desafio 120 Quilômetros. Os inscritos – entre os quais se encontra este que vos escreve – têm idades entre 15 e 58 anos.
Esta é o segundo Desafio promovido pela Sociedade Audax de Ciclismo. No primeiro, em fevereiro deste ano, 15 ciclistas pedalaram o percurso de cem quilômetros oferecido então. Ninki afirma que o objetivo da promoção é conquistar adesões às provas de longa distância realizadas no Estado. Para a edição deste domingo, Ninki tinha a expectativa de inscrever 45 pessoas.
Em Berlim, na Alemanha, o bordel Maison d’Envie (ou Casa do Desejo, em francês) oferece descontos aos clientes que comprovarem que chegaram ao estabelecimento de bicicleta ou de transporte coletivo. De acordo com o proprietário da casa, Leo Hickman, o “ecodesconto” trouxe mais clientes ao bordel, além de contribuir para reduzir o trânsito na região e, assim, diminuir a poluição. O aluguel de um quarto, durante 45 minutos, sai por 70 Euros, ou cerca de R$ 190. O desconto ecológico é de 5 Euros, ou quase R$ 14. As informações são do jornal britânico The Guardian.
Publicada na tarde desta terça-feira, 14, na página da prefeitura de Porto Alegre na Internet, a matéria sobre a assinatura da Lei do Plano Cicloviário dá a idéia de que a administração da cidade está plenamente afinada com a tendência mundial de implantar sistemas de transporte sustentáveis. Quem pedala na Capital gaúcha, no entanto, vive uma realidade diferente.
De acordo com o texto, a implantação do Plano Cicloviário “beneficiará cerca de 200 mil pessoas, que poderão circular nos 495 quilômetros projetados para servir como rede de deslocamento de ciclistas”. Seria o paraíso. Até o momento, porém, passado quase um ano do lançamento do plano, a única obra realizada não representa nem 0,5% das quase cinco centenas de quilômetros prometidas. Além disto, só com boa vontade a pista construída junto à Avenida Diário de Notícias poderia ser chamada de ciclovia. Construíram uma calçada. Ou seja, neste ritmo, vamos esperar muito, muito, muito tempo.
No plano das promessas, no entanto, a coisa cresce cada vez mais. O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Afonso dos Santos Senna, garante que ainda em 2009 a cidade ganhará novas ciclovias. “A Estrada João de Oliveira Remião (bairro Restinga) terá 3,2 quilômetros e as avenidas Sertório e Assis Brasil mais 7,8 quilômetros. As obras serão realizadas por meio de parcerias público-privadas. Está prevista, também, uma ciclovia na Avenida Vicente Monteggia, Zona Sul da Capital”. Senna é uma das autoridades que deverá comparecer à assinatura do Lei do Plano Cicloviário amanhã, quarta-feira, 15, no Salão Nobre da prefeitura. Vai virar lei.
Mesmo tendo fé, fica a pergunta: será que tais ciclovias, caso se tornem realidade, serão semelhantes à calçada da Avenida Diário de Notícias? Aliás, na mesma matéria, a prefeitura diz que o trecho inaugurado no ano passado tem cerca de três quilômetros. Com palavras, conseguiram duplicaram a extensão da calçada, se é que tem 1,5 quilômetro hoje. A reportagem esqueceu ainda de mencionar que a prefeitura extinguiu este ano a ciclofaixa Caminho dos Parques sem oferecer nenhuma compensação ao público interessado.
Em 2007, Peixe viajou de bicicleta até Salvador, Bahia, carregando quase o próprio peso em bagagemFoto: Arquivo pessoal de Jair Melo |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.017 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. O metalúrgico Jair Melo, o Peixe, 42, de Caxias do Sul, é o ciclista desta terça-feira.
Peixe quer concluir o Brevet Farrapos no menor tempo possível. Ele planeja cruzar a linha de chegada em menos de 60 horas. É que Peixe tem um sonho: quer competir profissionalmente. Para tanto, depende do apoio de patrocinadores. “Meu salário de metalúrgico vai quase todo no esporte, mas não ligo para isto. Faço o que gosto”, diz. Atualmente, ele já conta com o suporte parcial da empresa onde trabalha, de uma loja de bicicletas e até mesmo de um professor de educação física, que paga a academia onde faz reforço muscular três vezes por semana. Para melhorar os patrocínios, Peixe considera fundamental exibir o melhor desempenho possível nos randonnées, como são chamadas em francês as provas de ciclismo de longa distância não competitivas.
“Fiz o melhor tempo nas três últimas etapas, 300 quilômetros em Caxias do Sul e 400 quilômetros e 600 quilômetros em Santa Cruz do Sul. Na de 600 quilômetros, fiz mais da metade da prova sentindo muita dor num joelho, mas fui até o fim e consegui o melhor tempo nesta distância no Rio Grande do Sul, 31h55min”, afirma. Ele salienta, no entanto, que, além de patrocínios, a ambição de ser o mais rápido lhe rende críticas por parte de organizadores e colegas de brevês.
Disciplina e dedicação
Os randonnées não têm classificação de ordem de chegada – para premiação, não faz diferença se o atleta é o primeiro ou o último a concluir o desafio, o importante é respeitar o limite de tempo – e são caracterizadas pelo estímulo à solidariedade entre os que estão na estrada – no espírito do cicloturismo. Assim, para seus críticos, Peixe estaria fora d’água ao manifestar a preocupação em ser o primeiro e de fazer uso de táticas próprias de disputa de velocidade. “Não quero superar ninguém, mas superar meus limites. Gosto de andar rápido”, garante Peixe.
O bom desempenho exige disciplina. Com 1,64m, ele começou a pedalar em 1990, para combater a tendência à obesidade. Hoje, pesa 58 quilos. “Comecei a treinar e peguei gosto”. Em 2005, passou a se dedicar ao cicloturismo e chegou a fazer uma viagem de 3,8 mil quilômetros até Salvador (BA), com uma carga de 50 quilos em bagagem. A aventura foi realizada com uma mountain bike Cannondale Terra, a mesma com que irá rodar no Brevet Farrapois. “Não tenho recursos para comprar uma bicicleta de estrada, mais leve, mais rápida e apropriada para este tipo de prova”. Em compensação, Peixe investe no esforço. “Durmo seis horas por dia e treino muito”, diz. Além da academia, Peixe pedala todos os dias. “Em média, faço dois mil quilômetros por mês. Sou dedicado”.
Lazary, nos arredores da capital francesa, durante a edição do Paris-Brest-Paris, em 2007Foto: Arquivo pessoal de Luis Roberto Velho Lazary |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.016 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. O funcionário público Luís Roberto Velho Lazary, 48, é o ciclista deste sábado.
Lazary começou a pedalar em 2004. Até então, só subia na bicicleta para pequenos passeios na praia. Hoje, pilotando uma mountain bike Trek 830, perdeu a conta do número de provas de que participou desde então. “Quase todas”, diz, por telefone, ao blog Pedivela, referindo-se à série de eventos da marca Audax, promovida no Rio Grande do Sul há cinco anos. O quase todas de Lazary, no entanto, inclui as largadas ocorridas em outros Estados e naquela que é considerada a mais importante, o Paris-Brest-Paris, 1,2 mil quilômetros de bici em território francês em até 90 horas. Ele fez parte do grupo de seis gaúchos, entre 12 brasileiros, que esteve lá.
No total, foram 41 randonnées, como são chamadas em francês as provas de ciclismo de resistência não competitivo e com participação individual, não em equipe. Ele completou quatro provas excedendo o tempo limite previsto, não tendo, portanto, recebido o brevet conferido aos que completam o percurso de acordo com o exigido. Somada, a distância percorrida somente em randonnées chega a 11,8 mil quilômetros.
A velocidade perfeita
Muito provavelmente, Lazary será o último a cruzar a linha de chegada do Brevet Farrapos. E o fará, é quase certo, nos últimos minutos do prazo de 75 horas que os ciclistas têm para completar os 1.016 quilômetros do desafio. Esta é a assinatura do atleta. “Na prova, quando ultrapasso alguém, dou o aviso: ‘tu não estás bem’. Quem está atrás de mim, está fora da prova”, afirma. E dá risada.
A mesma risada fácil, de expressão dócil, que irá exibir ao receber os aplausos, abraços e beijos invariavelmente destinados aos que chegam por último neste tipo de jornada esportiva. Os primeiros, ao contrário, têm recepção bem menos calorosa. Não há nenhum sentido bíblico nisto, nenhuma relação com o versículo de Mateus, "os últimos serão os primeiros". Apenas o fato de que, no final, atletas e voluntários da organização do evento, reforçados por um batalhão de namoradas e namorados, maridos e mulheres, pais, mães, irmãos, parentes em geral e amigos estarão todos reunidos à espera de quem ainda está na estrada.
Engana-se, porém, quem pensar que Lazary é um ciclista de menor desempenho. Ele escolhe chegar por último. Gosta tanto da prova que quer aproveitar até o último minuto. E também é parceiro. Ninguém fica para trás, sozinho, enquanto Lazary estiver rodando. Ele não tem pressa. Só isto. Talvez seja um ciclista inspirado em Fernão Capelo Gaivota, o pássaro transformado em best-seller no livro de Richard Bach: “Você começará a tocar o céu, Fernão, no momento em que tocar a velocidade perfeita. E isso não significa voar a mil quilômetros por hora, ou um milhão, ou à velocidade da luz. Isso porque todo número é um limite e a perfeição não tem limites. A velocidade perfeita, meu filho, é estar lá”.
A mesma velocidade com a qual Lazary se prepara para o Brevet Farrapos. Enquanto outros elaboram planilhas detalhadas com tempos e distâncias e calculam e recalculam em busca de uma maneira de concluir a prova em alguns minutos a menos, Lazary investe na tranqüilidade. Recuperando-se de um resfriado, vai retomar os treinos em academia duas vezes por semana e se dedicar a pedaladas de 120 quilômetros nos fins de semana. O ritmo, é claro, será o de sempre.
Trevisan, na foto durante prova de 200 quilômetros em fevereiro deste ano, participou de 37 brevets de longa distância nos últimos quatro anosFoto: Poti Silveira Campos |
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Saiba como atletas inscritos para o Brevet Farrapos 1000 Km estão se preparando para enfrentar o desafio de 1.016 quilômetros em até 75 horas, com largada prevista para o próximo dia 30 de julho em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre. O empresário Roberto Trevisan, 36 anos, abre a série de reportagens.
Com 37 participações em provas de ciclismo de resistência nos últimos quatro anos, Roberto Trevisan é um dos mais metódicos e organizados atletas entre os que estarão na linha de largada do Brevet Farrapos. No currículo, Trevisan tem nada menos do que uma bem-sucedida presença no Colorado Last Chance em setembro de 2008.
Realizado nos Estados Unidos, o Colorado Last Chance é um randonnée de 1,2 mil quilômetros nos Estados do Colorado e do Kansas e que percorre parte da região das Montanhas Rochosas e do Centro-Oeste americano. Randonnée é a denominação original, em francês, para provas de ciclismo de longa distância não-competitivas caracterizadas pela participação individual, não em equipe.
Com 1,82 metro e 85 quilos, o gaúcho completou a jornada nos EUA em 67h36min, estabelecendo um novo recorde entre os brasileiros que já enfrentaram prova da mesma distância sancionada pelo Audax Club Parisien. O menor tempo anterior tem a assinatura de Henrique Caldas, de Brasília (DF) – 85h37min.
Ao revelar como se prepara para o Brevet Farrapos, igualmente um randonée, Trevisan começa falando em desistência. “É preciso aprender com as derrotas para se tornar uma pessoa melhor”, diz, salientando a importância de saber o momento de desistir neste tipo de prova. Mas ele também revela o que está fazendo para evitar tal decisão na aventura pioneira no Rio Grande do Sul. Trevisan planeja realizar duas paradas durante a pedalada – nos quilômetros 420 e 760 – de, no máximo, seis horas, destinadas à alimentação, higiene e repouso. Além do planejamento, treina três vezes por semana e cuida do condicionamento psicológico – por ele considerado o primeiro pilar do ciclismo de longa distância. A bicicleta será a mesma Trek 1500 utilizada no Colorado Last Chance.
Conheça o blog de Roberto Trevisan aqui.
Guilherme Litran,Foto: Divulgação |
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Brevet Farrapos. Este é o nome definido pela organização da prova de ciclismo de resistência de mil quilômetros que será realizada no Estado entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. De acordo com o responsável pela organização do evento, Luiz Faccin, “a idéia do nome veio das dificuldades que o ciclista enfrenta durante a jornada. É preciso ter espírito de guerreiro farroupilha para pedalar mil quilômetros sem apoio, enfrentando todas as dificuldades da estrada, lutando contra o sono e suportando o clima de inverno. Além disto, o Brevet Farrapos será um marco no ciclismo de longa distância não competitivo no Estado e no país, da mesma forma que a Revolução Farroupilha foi para o Rio Grande do Sul”.
Episódio fundamental na formação cultural, social e política gaúcha, a Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foi travada entre 1835 e 1845. Na luta, republicanos desafiaram o poder imperial do Brasil. A luta influenciou movimentos em outras províncias brasileiras. Farrapos ou farroupilhas foram chamados todos os que se revoltaram contra o governo. O termo, considerado pejorativo, era utilizado havia pelo menos uma década antes da guerra para designar os sul-riograndenses vinculados ao Partido Liberal, que fazia radical oposição ao trono. O termo, oriundo do parlamento, com o tempo foi adotado pelos próprios revolucionários. No imaginário gaúcho, farrapo ou farroupilha tornou-se sinônimo de bravura, destemor e coragem.
A largada do Brevet Farrapos ocorrerá em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre, às 3h30min do dia 30 de julho. Os atletas terão 75 horas para completar os 1.016 quilômetros da prova, que será encerrada às 6h30min do dia 2 de agosto. Até o momento, 51 ciclistas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal estão pré-inscritos no desafio. As inscrições estão abertas.
Dez medalhas do Audax Club Parisien estão reservadas para os pré-inscritos que completarem o randonnée de mil quilômetros de Santa Cruz do SulFoto: Divulgação |
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Que tal pedalar mil quilômetros – mais exatamente 1.016 quilômetros – em 75 horas no auge do inverno gaúcho? Além do frio, esteja preparado para enfrentar dores, problemas mecânicos e o que é considerado talvez o pior inimigo neste tipo de desafio, o sono. Este é o plano de pelo menos 51 ciclistas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal pré-inscritos para uma prova de resistência com largada em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, às 3h30min do próximo dia 30 de julho. Os participantes terão até as 6h30min do dia 2 de agosto para concluir a jornada. O percurso será divulgado nos próximos dias pela organização do evento, promovido pela Faccin Adventure, de Santa Cruz do Sul. Inédita no Brasil, a prova confirma a vanguarda do Estado em ciclismo não-competitivo.
No jargão dos mais chegados às magrelas, a iniciativa é chamada de Audax, como se tornaram conhecidas as provas de resistência com origem na França popularizadas no Rio Grande do Sul nos últimos cinco anos. Trata-se, porém, de um randonnée (pronuncia-se randonê), como foram, aliás, praticamente quase todos os Audax ocorridos por aqui. No randonnée, o ciclista segue sozinho. No Audax, em grupo, acompanhando o ritmo de um líder.
A medalha das medalhas
O randonnée de mil quilômetros de Santa Cruz do Sul terá quatro etapas, sendo a primeira, de 420 quilômetros, a mais longa. A segunda terá 225 quilômetros, a terceira, 178 quilômetros, e a quarta, 193 quilômetros. As inscrições estão abertas e podem ser feita até o próximo dia 23, mas, atenção. Além da indispensável e considerável vontade de pedalar, para estar entre os que darão a largada é preciso ter um brevet – o documento que comprova a conclusão deste tipo de prova – de 600 quilômetros. A última oportunidade de conquistar o papel antes da aventura no Vale do Rio Pardo será em Curitiba (PR), nos dias 17, 18 e 19, onde haverá um Audax – ou randonnée, para ser mais exato – na distância exigida.
Dos 51 pré-inscritos, 39 já têm o brevet nas mãos. Entre eles está Luiz Faccin, dublê de empresário e ciclista e organizador da prova. Faccin acredita que a adesão ao evento deverá aumentar depois dos 600 de Curitiba. Ainda assim, Faccin está cauteloso quanto ao número de ciclistas que conseguirão completar os mil quilômetros. Até o momento, ele dispõe de 35 medalhas para afixar na camiseta daqueles que cumprirem o dever – vale ressaltar, no entanto, que Faccin garante que ninguém ficará sem medalha. Das 35 peças, 10 delas serão as mais cobiçadas: foram confeccionadas pelo Audax Club Parisien (ACP), a instituição que homologa os brevets emitidos mundo afora. Ou seja, são consideradas originais, ou de marca. Estas medalhas já têm dono. A organização decidiu que serão distribuídas entre os pré-inscritos que concluírem a prova, priorizando a ordem de adesão ao randonnée.
Ciclistas participam da largada do Audax de Florianópolis no Costão do Santinho ResortFoto: Poti Silveira Campos |
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No final, tudo deu certo. A Polícia Rodoviária Militar de Santa Catarina até tentou impedir a largada da primeira edição da prova de ciclismo de resistência da série Audax em Florianópolis, no domingo, 28, mas conseguiu apenas fazer um papel ridículo. Nos primeiros momentos do percurso de 200 quilômetros, os participantes da corrida foram interceptados por viaturas da corporação. De armas nas mãos, policiais militares tiravam fotos das dezenas de pessoas que ignoraram a ordem de não realizar o evento – 447 atletas se inscreveram para a competição e um número ainda não divulgado pela organização da prova se alinhou para a largada no Costão do Santinho Resort. De megafone, agentes da lei advertiam: “Esta corrida não está autorizada pela Polícia Rodoviária Militar”. Seria trágico se não fosse cômico.
O episódio deixou evidente – mais uma vez – o atraso da administração pública em relação aos problemas ambientais do planeta e à alternativa de mobilidade sustentável oferecida pela bicicleta. Isto sem falar na falta de sensibilidade para uma realidade que ninguém pode negar: o Brasil anda de bici, apesar de nossos governantes se esforçarem no sentido contrário. Basta lembrar a posição ocupada pelo país no ranking das nações produtoras de magrelas – terceiro lugar – e consumidoras – quinta colocação. No caso, a atuação lamentável desta vez coube ao governo do Estado de Santa Catarina, mas não será de surpreender se cenas semelhantes ocorrerem em outros rincões do território nacional.
Os melhores e os piores
Para uma estréia, o Audax de Floripa foi um sucesso. Certamente, haverá o que melhorar para uma próxima edição, mas isto era de se esperar. Adotando uma posição cautelosa em razão da proibição de realizar a prova – o que ocorreu, de acordo com os organizadores, na véspera da largada –, os responsáveis pelo evento mantiveram apenas as operações essenciais nos postos de controle. Na definição do percurso – ainda que tenha sido confirmado como um dos mais bonitos no Brasil – é preciso repensar a passagem por locais onde a pavimentação oferece riscos desnecessários aos competidores. A sinalização também deixou a desejar em alguns pontos do trajeto – muita gente se perdeu no caminho.
O melhor tempo ficou com Augusto Freitas, 33, de Criciúma (SC) – 6h19min. Logo em seguida, chegou o campeão Márcio May, 37 – o também catarinense tem na carreira três participações em jogos olímpicos, mas fora do circuito profissional desde o ano passado. No sábado, May previa que completaria o desafio em 10h. Entre as mulheres, Mariana Borges, 22, de Florianópolis, foi a primeira a cruzar a linha com tempo de 7h02min. O pior desempenho ficou com o governador Luiz Henrique da Silveira e com a Polícia Rodoviária Militar de Santa Catarina, que perderam uma boa oportunidade de valorizar um evento que só beneficiou a capital daquele Estado.
Veja fotos do Audax de Florianópolis aqui
O blogueiro viajou a Florianópolis a convite da organização da prova
Milton Della Giustina instrui participantes de prova de Audax em FlorianópolisFoto: Jonatha Jünge |
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“Para aqueles que quiserem fazer, vamos correr o risco”, anunciou o empresário Milton Della Giustina às 19h30min deste sábado, 27, diante de mais duas centenas de ciclistas que compareceram ao Salão Açores, no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis (SC), para receber as instruções finais para a prova de Audax 200 quilômetros prevista para amanhã na capital catarinense. A organização do evento pretende dar a largada mesmo que a competição não tenha sido autorizada pela Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina.
Della Giustina afirma ter recebido ontem um recado por telefone do comandante da corporação, coronel Paulo Moukarzel. No telefonema, teria sido dado o recado de que o comandante não autoriza a realização da prova. “Todos que quiserem fazer e conseguirem fazer vão ser brevetados”, garantiu Della Giustina na noite de ontem ao público que o escutava em absoluto silêncio. O empresário tinha a voz cansada. Havia passado todo o dia em constantes ligações em busca de apoio. Às 19h10min, esgotadas todas as tentativas, decidiu que iria dar prosseguimento ao planejamento original. Com algumas pequenas modificações.
Sem identificação
Para minimizar o risco de conflitos com policiais, Della Giustina instruiu os competidores a pedalar sem a camiseta oficial do evento. Os colaboradores da organização também deverão trabalhar sem identificação. “A responsabilidade é de muita gente contra poucas autoridades”, falou ao microfone. Programada há mais de dois meses, a primeira edição do Audax em Florianópolis atraiu 447 ciclistas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A solicitação ao comandante Moukarzel foi apresentada no dia 8 de junho. A largada deverá ocorrer às 6h de domingo, no Costão do Santinho Resort. De acordo com Della Giustina, também por telefone o presidente do empreendimento, Fernando Marcondes de Mattos, deu todo apoio à organização: “Vou dizer ao governador (de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira) que fui eu quem determinou a realização da prova”, teria afirmado.
O blogueiro viajou a Florianópolis a convite da organização da prova
Jornalista e ciclista pica-pau — como são chamados os usuários de bicicleta com modestas habilidades —, Poti Campos tem 48 anos e é colunista de Zero Hora. No blog Pedivela, escreve sobre o que ocorre no mundo do ciclismo. Fale com o blogueiro:
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