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Há duas rodadas que as melhores notícias para o Internacional acontecem quando o time não joga. Ontem foram as derrotas do São Paulo e do Atlético Mineiro. E quando as boas notícias são as derrotas dos outros e não as próprias vitórias, algo está errado. Apesar de tudo, o Inter ainda está numa boa posição, desde que ganhe os jogos atrasados. Só que o time do técnico Tite precisa recomeçar a produzir suas próprias boas notícias. E logo.
Me chamou a atenção uma declaração do vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho. Ele afirmou que o Inter deveria ser campeão com o plantel que tem. Se o plantel é bom, mas o time andou caindo na tabela e já não pode alcançar a ponta pelas próprias forças, qual é o problema? Treinador? Direção? A torcida que não tem lotado o estádio?
No jogo contra o Corinthians, a culpa foi do juiz. Contra o Palmeiras, o azar de um gol de chiripa no começo do segundo tempo. Antes, era o excesso de jogos e os múltiplos focos. Agora, é a falta do Magrão e do D` Alessandro. Houve também, pelo que sabe, problemas disciplinares no vestiário. E a convocação do Nilmar e do Kleber. Depois, a venda do Nilmar e a viagem ao Japão. Para resolver um problema, é preciso primeiro diagnosticá-lo corretamente. Parece que esse diagnóstico não está claro. Time campeão sempre tem problemas. Só que vence, apesar deles.
O número de mortes nas estradas gaúchas caiu 12,7% no primeiro semestre de 2009 na comparação com o mesmo período do ano passado. São 84 vidas salvas, em grande parte pela Lei Seca. Ainda assim há quem seja contrário à limitação do consumo de bebidas alcoólicas pelos motoristas. Deveria sim é haver mais rigor, mais bafômetros, mais multas e mais barreiras nas estradas.
A notícia da redução das mortes no trânsito significa que pelo menos três velórios por semana deixaram de acontecer. Imaginem se a lei fosse mesmo fiscalizada.
Recebi vários pedidos para aprofundar o tema do meu comentário de quarta-feira na Rádio Gaúcha. Lá vai o texto. É do site Terra.
Usar a camisa de um clube de futebol no local de trabalho ou encher o escritório com fotos do seu time do coração pode "prejudicar" o futuro profissional por causar "distração e reduzir a produtividade", disse um estudo.
A pesquisa, feita entre 900 gerentes de empresa pela agência de emprego TheLadders.co.uk, aponta que pessoas podem ter problemas com seus chefes se expressarem seu amor ao time no trabalho - principalmente se não for o mesmo de seu superior.
A mencionada agência, que opera na internet, adverte que mostrar de forma pública um interesse particular por um time de futebol pode fazer com que o funcionário leve um "cartão vermelho". Por outro lado, ter o chefe no mesmo lado da torcida pode representar uma eventual promoção.
Para Derek Pilcher, gerente da agência de emprego, demonstrar um interesse saudável pelo futebol pode contribuir para criar bom ambiente com os colegas de trabalho e superiores. "É uma boa forma de estimular as relações pessoais", apontou.
"Mesmo se o chefe torcer pelo mesmo time, não tem problema ter um pouquinho de discussão. Mas é bom tomar cuidado e não levar isso ao extremo. Muitas conversas sobre futebol podem causar distrações e reduzir a produtividade", completou.
Ele disse ainda que mais de cinco minutos de conversa sobre um jogo de futebol pode "levar seus superiores a pensar que você não é sério no trabalho".
“O pior da crise econômica já passou”. O mais novo autor dessa frase é o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meireles. Se o pior já passou, era menos grave do que nos disseram.
Na hora do estouro, os gurus se apressaram em traçar cenários apocalípticos. Disseram que nada seria como antes e que a economia do planeta sofreria uma modificação radical.
Alguns meses se passaram e os governos injetaram trilhões de dólares em empresas quebradas. De resto, a economia americana continua baseada no crédito e no consumo. Os índices deprimidos, espécie de abre-alas das transformações estruturais, apresentam sinais de recuperação.
Continuamos medindo saúde econômica do mesmo jeito. Produzir cada vez mais, vender cada vez mais.
Depois de tudo, fiquei com uma certeza. Estamos confundindo a anestesia com a cura. Os recursos públicos despejados na economia fizeram parar a dor, mas a doença não foi erradicada. E ainda falta pagar a conta do hospital.
A feijoada nossa de cada dia está salva. Os criadores de porcos decidiram não levar seus animais este ano para a Expointer. O motivo: Proteger os porcos. Isso mesmo. Os suinocultores tem medo de que algum incauto ser humano infectado espirre sobre um leitão e transmita a Gripe A, que antes era chamada de Gripe Suína. Se jogar pérolas aos porcos é perda de tempo, jogar vírus aos porcos é pecado. Os suínos este ano não irão à Expointer para que fiquem protegidos de nós, seres humanos. Controvérsia no reino animal. O homo sapiens virou uma ameaça para o sus domesticus.
Então eu me pergunto: Se os suinocultores não irão levar seus animais a Esteio, levarão seus peões? Seus familiares? Se os criadores tem medo que um porco se contamine, como pedir às pessoas que paguem ingresso para entrar na feira? Nem que vaca tussa, ou melhor, que o porco espirre. Saúde e bom começo de semana a todos.
Pode uma criança ter duas mães biológicas? Na Espanha, sim. Lluna, que nasceu dia 2 de agosto, foi registrada com duas mães e sem pai. Verônica e Mônica são casadas. Uma doou o óvulo que foi implantado no útero da outra. O doador do espermatozóide ficou no anonimato, o que é permitido pela lei espanhola.
Freud deve estar se revirando na tumba.
Há muito que a família tradicional ganhou novos formatos, mas este é inédito.
Para que o registro se consumasse, foi formado um comitê com 27 especialistas em biotética, medicina e psicologia. Depois de muito debate, o parecer foi favorável e o registro aceito pelo Ministério da Saúde.
Fico me perguntado que impactos psicológicos o fato de ter duas mães biológicas e nenhum pai terá sobre a criança. É cedo para responder. Tenho sim a convicção de que, numa família, o que mais importa é o amor, o cuidado e o respeito. E isso independe do gênero dos cuidadores.
É estranho entrar no Beira-Rio e ver policiais e funcionários usando máscaras. O medo da Gripe A só era menor do que o temor de uma improvável resistência do Sport, lanterna no campeonato. Os 3 a 0 refletiram tanto a superioridade colorada quanto a inferioridade do adversário. Giuliano se soltou, Sandro foi mais uma vez soberbo.
Apenas um reparo na noite quase perfeita. Com o objetivo de economizar recursos humanos e financeiros, a direção colorada fechou parte do estádio ontem. Com isso, alguns setores ficaram superlotados, como, por exemplo, as cadeiras pares onde eu estava. Havia 16 mil pessoas no Beira-Rio e mesmo assim torcedores acabaram sentados na escadaria por falta de lugar. Genial. Enquanto o mundo prega a dispersão das pessoas para evitar contágio, algum iluminado, cheio de boas intenções, decide confinar torcedores num setor do estádio. Crianças, velhos, homens e mulheres, todos próximos, compartilhando calor humano e vírus gripais.
Só entenderia se aparecesse no próximo jogo do Inter um novo patrocinador na camiseta: Tamiflu.
Neste blog não publico comentários que sejam ofensivos a qualquer pessoa ou então os edito antes de publicar, retirando as agressões e deixando as opiniões, sejam elas favoráveis ou contrárias ao que penso.
Abraços!
Os projetos importantes para o Estado e para o Brasil ficaram em segundo plano. Só se fala em corrupção. Um debate necessário. Melhor seria, porém, se ele fosse consequente, tanto aqui como em Brasília.
Não percebo em nossos políticos reais preocupações com as instituições que representam. Vejo luta pelo poder.
Em Brasília, o foco é a sucessão de Lula. Aqui, a de Yeda. Só isso. Não nos deixemos iludir. A estrutura vai permanecer a mesma. A captação de recursos para as campanhas prosseguirá sendo um ambiente fértil de corrupção precoce. Na reforma política, o primeiro ponto a ser aprovado no Congresso foi o que facilita a doação de recursos aos candidatos via internet.
Presidentes e governadores prosseguirão nomeando milhares de amigos e correligionários para cargos obscuros e bem remunerados. Decisões fundamentais continurão sendo tomadas no resguardo dos gabinetes, longe do controle da opinião pública.
Assim, a política se torna um ambiente contaminado, insalubre, repulsivo. Ao mesmo tempo, homens e mulheres que poderiam contribuir para uma mudança mais efeitiva se afastam. Há sim político honestos. Muitos. Mas também é fato que cidadãos com a mínima vocação para qualquer outra atividade pensarão três vezes antes de se candidatarem no ano que vem. Pensarão nas crianças respondendo à inevitável pergunta na escola: "Onde teu pai trabalha?".
E na reação dos colegas diante da resposta: "Meu pai é deputado".

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