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Descobri que não foi só ontem que o chargista Iotti resolveu contrapor o excesso de sofisticação de alguns enoapaixonados com a grossura rústica do personagem Radicci. Desde segunda feira ele vem publicando no caderno Sete Dias, do jornal Pioneiro, tiras que colidem esses dois mundos. Perguntado sobre a série, ele deu a entender que tomou certos "enochatos" como base para as tiras temáticas. Então fiz um acordo com o gringón: enquanto ele seguir no assunto, vou reproduzindo suas piadas aqui no Enoblog. Abaixo está a que saiu na segunda-feira. Amanhã tem mais.
O vinho é tema recorrente nas tirinhas do gringo Radicci, criado pelo cartunista Iotti. Mas como bom amante dos vinhos de mesa, vira e mexe ele tira um sarro de quem aprecia rótulos, digamos, mais sofisticados. A tira publicada hoje no caderno Sete Dias, do jornal Pioneiro, mostra essa faceta do personagem. 
Segundo a revista eletrônica, o preço da fruta a granel já vinha crescendo, e com o sismo a tendência é de que a alta se acentue. Eduardo Wexman, da VIA Wines, diz que o os valores "já estavam subindo, e imagino que seguirão subindo". Andrea Ilabaca, gerente de marketing de MontGras, é mais específica: "Dependerá do volume geral de perdas, mas obviamente algum efeito (o terremoto) terá na alta dos preços". "Respondendo à lógica de oferta e demanda, ao ocorrer escassez de litros, o preço tende claramente a subir. Ainda mais se as perdas nacionais do setor são substanciais", diz Carolina Bisquertt, gerente de marketing da Bisquertt.
Demanda em alta, oferta prejudicada. Essa combinação deve fazer com que, após o terremoto que balançou o Chile, os vinhos daquele país passem a custar mais no mundo todo. O que começou como especulação baseada nas leis de mercado ganhou força com uma enquete feita com cantineiros pelo site Mosto.
Uvas chardonnay colhidas em 12 de fevereiroFoto: Boscato, divulgação |
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A safra foi difícil, choveu mais do que devia, os produtores estão reticentes... As exceções a essa já conhecida cantilena são raras, mas existem. Há quem esteja encarando todos os obstáculos deste ano como o diferencial de seus próximos lançamentos. A Boscato, de Nova Pádua, é uma delas. Na semana passada, o pessoal da vinícola enviou fotos mostrando o resultado de seu intensivo manejo nos vinhedos, e são impressionantes pela sanidade. Isso não quer dizer que o clima para eles foi diferente. Tirando o inverno, que foi frio como se esperava (e gostaria), a chuva registrada desde a floração gerou uma quebra grande na safra. O pulo do gato está no cuidado extra com as videiras. A engenheira agrônoma Roberta Boscato explica que cachos e frutas vêm sendo dispensados desde o início, salvando apenas o que está 100% saudável. Isso permitiu, por exemplo, que as uvas chardonnay fossem colhidas apenas na metade de fevereiro. Para se ter uma ideia, a maioria das vinícolas antecipou a vindima das brancas o quanto pôde, aliviando os parreirais logo em janeiro para garantir um mínimo de produção, mesmo que a maturação das frutas não estivesse completa. A Boscato não vai alcançar quantidade, mas seu padrão de qualidade está garantido.
Foto: divulgação |
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Um curso sobre a vinicultura na região de Mendoza, Argentina, é a proposta do Projeto Universidade do Vinho (Univinho). A iniciativa, das universidades Congreso (Mendoza) e Santa Fé, é voltada para profissionais, estudiosos ou simplesmente apreciadores da bebida. O próximo curso está agendado para a Semana Santa (29 de março a 2 de abril). A programação inclui voos de São Paulo a Mendoza em classe executiva, hospedagem em hotel cinco estrelas, almoços e jantares com o melhor da cozinha argentina, trasaldos, tours e shows. Mais informações: (11) 3254.7464 ou atendimento@iieedu.com.br.
O serviço de sommelierie profissional providenciado pela FSI-Brasil é fiscalizado de perto pelo vinicultor Clóvis Boscato, da Vinhos BoscatoFoto: Luiz Chaves, divulgação |
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Na vida de qualquer enoapaixonado, há ocasiões em que, frente a um cálice contendo um vinho especial, ocorrem um suspiro e o seguinte pensamento: "esse vai ser um momento único". No sábado passado, um pequeno grupo de sortudos teve essa impressão de forma coletiva nos pavilhões da Festa da Uva. Duas degustações orientadas, uma exaltando rótulos de Caxias do Sul e outra com diferentes safras do italiano Barolo, honraram com louvor o símbolo da Festa. A primeira etapa foi na verdade o teste de um projeto que pretende rodar o Rio Grande do Sul apresentando os vinhos gaúchos aos próprios gaúchos. Trata-se de uma harmonização comentada, em que a bebida é combinada com microporções elaboradas especialmente para cada reunião. Nessa parceria, a Federação Sommelier Internacional do Brasil (FSI-Brasil) entra com o conhecimento para coordenar o encontro, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) participa com os vinhos e a Escola de Gastronomia UCS-Icif pensa no cardápio. "Haverá críticas? Com certeza. Mas espero que outras entidades ajudem a levar essa iniciativa adiante", conclamou o presidente da FSI-Brasil, Jefferson Sancineto Nunes. Para a estreia foram realizados quatro casamentos: Piagentini Decima Brut Rosé com um bacalhau "mantecato" com batata (um bom contraste entre a acidez do espumante e o efeito amanteigado do bacalhau), Santa Colina Chardonnay Reserva 2007 com salmão defumado e pão brioche (o prato se sobressaiu ao vinho, principalmente pela fraca acidez do segundo), Don Bonifácio Reserva Tannat 2007 com costeleta de cordeiro empanado ao perfume de alecrim (a melhor combinação daquela tarde, pois o vinho, mesmo jovem, conseguiu transformar um cordeiro empanado em algo leve) e o Château Lacave Espumante Moscatel com tartelete de pêssego fresco (parceria perfeita pela doçura moderada dos dois componentes). O rei dos vinhos Os produtos de Caxias fizeram bonito, mas o destaque da programação daquele dia era mesmo a degustação vertical do italiano Barolo. A culpa nem era do já conhecido fascínio dos brasileiros pelos importados, mas pelo fato de estar em jogo o vinho tinto mais conhecido do mundo, fermentado de uva que só perde em fama para o Champagne. Foram abertos cinco exemplares de quatro safras (2005, 2003, 2001 e 2000), elaborados por diferentes produtores da região do Piemonte, berço do Barolo. Como a apresentação era institucional, os nomes das vinícolas não foram enfatizados. O que buscava o cicerone e representante da indústria vinícola italiana, o sommelier piemontês Roberto Rabachino, era difundir o conceito que esse rótulo carrega. "Ele é chamado de Rei dos Vinhos, até mesmo pelos franceses. E vejam que um italiano receber um elogio de um francês é como um brasileiro ser admirado por um argentino", comparou Rabachino.
As garrafas foram sendo abertas, uma a uma, até que chegou aos cálices a última atração. Da safra 2000, que, segundo Rabachino, é considerada a melhor dos últimos 50 anos, o sommelier trouxe um exemplar da Enoteca Regionale del Barolo, que a cada ano engarrafa uma quantidade mínima do melhor exemplar produzido naquela estação. Um vinho de potentes aromas de fruta madura, quente na boca, com taninos e acidez indicando uma longevidade de mais 30 anos como mínimo e pedindo um prato que o acompanhasse. De fato, era um momento único, e frente a essa amostra, todos suspiraram juntos.
Para quem compreende o inglês, a dica é ler a reportagem direto na fonte clicando aqui. Se idioma estrangeiro não é seu forte, pelo menos confira a boa entrevista concedida ao jornalista Beto Gerosa que foi publicada em seu blog. Abaixo você confere a lista completa de vencedores do Decanter Man of the Year.
Foi divulgado no começo desta semana o nome do Decanter Man of the Year, prêmio concedido anualmente pela revista Decanter destacando uma personalidade da vitivinicultura mundial. Desta vez, o agraciado foi Aubert de Villaine, dono do Domaine de la Romanée-Conti, simplesmente a vinícola mais valiosa do planeta. Os vinhos produzidos por essa propriedade na Borgonha, França, são sinônimos de excelência em qualidade e se tornaram um símbolo dos rótulos caros, de colecionador.
2009 Nicolas Catena - Mendoza, Argentina
2008 Christian Moueix - Pomerol
2007 Anthony Barton - Bordeaux
2006 Marcel Guigal - Rhône
2005 Ernst Loosen - Mosel
2004 Brian Croser - Adelaide Hills
2003 Jean-Michel Cazes - Bordeaux
2002 Miguel Torres - Penedès
2001 Jean-Claude Rouzaud - Champagne
2000 Paul Draper - California
1999 Jancis Robinson MW - London
1998 Angelo Gaja - Piedmont
1997 Len Evans, OBE AO -Australia
1996 Georg Riedel - Austria
1995 Hugh Johnson - London
1994 May-Eliane de Lencquesaing - Bordeaux
1993 Michael Broadbent - London
1992 André Tchelistcheff - California
1991 José Ignacio Domecq - Jerez
1990 Prof Emile Peynaud - Bordeaux
1989 Robert Mondavi - California
1988 Max Schubert - Australia
1987 Alexis Lichine - Bordeaux
1986 Marchese Piero Antinori - Florence
1985 Laura and Corinne Mentzelopoulos - Bordeaux
1984 Serge Hochar - Lebanon
Foto: Adriana Franciosi |
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O colunista de Zero Hora Paulo Sant'Ana expôs em sua crônica do domingo passado suas mais recentes descobertas e dúvidas a respeito do vinho e do resveratrol, substância encontrada na bebida que é apontada como um grande agente a favor da saúde. Pela popularidade tanto do tema quanto do cronista, reproduzo abaixo o texto. Aos que quiserem esclarecer as questões para o escritor, é possível fazer contato por meio do e-mail psantana.colunistas@zerohora.com.br ou então diretamente ao Enoblog, que então compartilharemos a resposta com os demais leitores. O milagre do vinho Tenho lido através dos tempos muita coisa sobre as propriedades preventivamente curativas do vinho, sobre a capacidade do vinho de prevenir doenças cardiovasculares, mas não sabia que o vinho pode também prevenir o câncer. Mas agora um estudo importante da Universidade do Rio de Janeiro vem afirmar que o vinho contém uma substância que induz à morte as células cancerígenas. O nome da substância milagrosa é resveratrol. *** Mais de 70 alimentos contêm o resveratrol. São plantas que além dos nutrientes têm compostos bioativos que diminuem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer e o diabetes, dizem os cientistas. Fica então aí uma novidade: o vinho, que contém o resveratrol, além de diminuir o câncer, é capaz de atenuar o diabetes. Vivendo e aprendendo. *** A coordenadora da pesquisa adianta que o vinho apenas se incorpora a uma série de alimentos, entre frutas e hortaliças, que contêm o resveratrol: "Não adianta se entupir de um desses alimentos em um dia e depois só voltar a ingeri-lo daqui a um mês. É preciso consumi-lo diariamente". A coordenadora não disse, mas deixou intuir que quem quiser prevenir o câncer e o diabetes deve beber vinho diariamente. Não em porre, mas em doses moderadas. Por mim, considero, embora não beba, dose moderada de vinho duas taças por dia. *** A propósito, recomenda a ciência que sejam consumidos por dia 400 gramas de frutas, hortaliças, vinho, tudo o que contenha resveratrol, com o que se conseguirá, por esta substância prodigiosa, "aumentar a expectativa de vida". O resveratrol, além disso, não é só um aniquilador de células cancerígenas, ele também atua como anti-inflamatório, ataca a obesidade e o diabetes. Por isso é que vejo pessoas cheias de saúde que não tomam nenhum remédio. Devem se alimentar com itens que contenham essa substância. *** O que não entendo, um dia acabarão me explicando, é por que essas pesquisas todas endeusam o vinho como um grande aliado da saúde, sem se referirem à uva ou ao suco de uva. Sempre o exaltado é o vinho, mesmo no momento atual, em que ressalta o aspecto negativo da bebida alcoólica no comportamento humano, tanto no trânsito quanto em muitos delitos associados ao uso etílico, estando consagrado entre nós que o álcool é a porta aberta para as outras drogas. *** Será que o simples suco de uva ou a fruta uva não deveriam ser aconselhados a ser ingeridos como se faz com o vinho? Ou será que o poder oxidante do vinho é maior do que o do suco de uva e o da própria uva? Isso sempre me intrigou. Diz o estudo citado que as uvas de casca escura e o amendoim contêm o resveratrol, mas é no vinho tinto que o composto é mais solúvel. Viram? Dei o flagrante na ciência aconselhando antes o vinho do que as frutas para combater o câncer, o diabetes, as inflamações e alcançar vida mais longa. Que diabo de componente milagroso é esse que o vinho tem, a ponto de superar, ele que é feito pela mão do homem, as frutas, feitas pela mão da natureza, como elixir de saúde e forte combatente das doenças? Que diabo?
A renomada indústria de vinhos do Chile perdeu 125 milhões de litros de vinho, o equivalente a US$ 250 milhões, no terremoto de magnitude 8,8 graus que atingiu o país no sábado. O desastre provocou danos nas regiões agrícolas de Libertador Bernardo O'Higgins e Maule, onde são fabricados 70% dos vinhos do país. O grupo Vinhos do Chile, que representa 95% dos fabricantes chilenos, disse que os milhões de litros perdidos representavam 12,5% da produção de 2009. A maior parte dos produtores está lentamente retomando as atividades normais. "Conseguiremos cumprir nossos compromisso de exportação", afirmou o presidente da associação, René Merino. "Para nós, não foi uma catástrofe." No início desta semana, a vinícola Concha y Toro, líder na produção de vinhos do país e uma das maiores exportadoras do mundo, informou que o terremoto atingiu o "coração" da indústria de vinhos chilena. Merino explicou que a maioria dos prejuízos, inclusive os da Concha y Toro, está relacionada a garrafas e barris quebrados. As instalações de processamento não foram severamente afetadas. Merino desmentiu rumores de que as uvas sofreram danos e lembrou que elas provavelmente serão colhidas nas próximas semanas. Ele esclareceu que o grupo Vinhos do Chile consultou todos os seus membros antes de estimar o prejuízo total da indústria. Grande parte deles tem seguro para suas instalações. Outros grupos de comércio, inclusive a Sociedade Nacional de Agricultura do Chile, informou perdas de mais de US$ 300 milhões. As informações são da Dow Jones.
"Mas vou guardá-lo para mim antes de ousar comercializá-lo", disse. "A região onde vivo é muito interessante. O lugar é famoso pelo vinho rosé, que é muito bom, mas apesar disso, prefiro o tinto." Depp é casado com a cantora francesa Vanessa Paradis e vive com ela e os dois filhos, Lily-Rose, 10, e Jack, 7, em Plan-de-la-Tour, no sudeste da França. "Com Vanessa e as crianças vivo em pequeno vilarejo no sul e tenho a impressão de estar no paraíso. É uma propriedade com cerca de 30 acres e sabe o que eu faço lá? Absolutamente nada." O ator, que está no ainda inédito Alice, de Tim Burton, filma atualmente The Tourist, em Veneza, ao lado de Angelina Jolie.
Para quem acha que o ator Johnny Depp, 46, é assunto exclusivo do blog Nem Lolita nem Balzaca, lá vai: em uma recente entrevista à revista francesa VSD, ele revelou que tem o desejo de se juntar ao time de celebridades que produzem vinho.

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