Bicicletas vandalizadas em ParisFoto: reprodução |
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Enquanto cidades como a canadense Montreal colocam em funcionamento novos sistemas de aluguel de bicicletas, a francesa Paris – um dos maiores símbolos do sucesso desse sistema – cogita acabar com ele.
Pois é, a ação de vândalos está ameaçando o Vélib, que funciona com honras desde 2007 e se tornou modelo em todo o mundo.
O diretor da empresa privada que administra o Vélib, Remi Pheulpin, afirmou que não consegue mais manter o programa. Segundo ele, "é simples. Todo o lucro vai para a cidade e todos os custos são nossos". Pheulpin disse que assim não dá para continuar, e pede a participação do Estado.
Tem até vídeo mostrando as peripécias que alguns usuários fazem com as bikes.
Esse tipo de coisa é revoltante.
Alguns números do Vélib
42 milhões de usuários desde o lançamento, em 2007
20 mil bicicletas estão disponíveis
1.250 estações
7,8 mil bicicletas "desapareceram"
11,6 mil foram vandalizadas
400 euros é o custo para substituir cada bike
1,5 mil precisam de conserto todos os dias
20 bikes são encontradas abandonadas diariamente
10 mil quilômetros é a distância percorrida por cada bike anualmente
reprodução |
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A cidade canadense de Montreal ainda não inaugurou oficialmente seu sistema de aluguel de bicicletas - o que deve ocorrer no próximo mês de abril -, mas a iniciativa já foi premiada como uma das 50 melhores invenções deste ano pela revista americana Time (veja as outras 49 aqui).
Segundo a publicação, os méritos do Bixi - como o sistema foi batizado em um concurso - estão na tecnologia desenvolvida pelos canadenses. As estações são bem mais que um local para repousarem as bikes - equipadas com internet, são alimentadas com energia solar. As bicicletas são feitas com componentes especiais para resistir às pancadas que irão certamente receber, em quedas e afins. Além disso, contam com RFID, ou um Sistema de Identificação por Rádio Freqüência - assim, podem ser facilmente rastreadas em caso de furto.
Os canadenses testaram o Bixi nas últimas semanas e aprovaram. A expectativa é de que sejam disponibilizadas em 2009 2,4 mil bikes de alumínio e três marchas em 300 estações.
Um passe para uma estação custará 78 dólares canadenses (R$ 149) e de um mês, 28 dólares canadenses (R$ 53). Quem se interessar por um passe de um dia terá de desembolsar 5 dólares canadenses (R$ 10). A idéia é usar o sistema para trajetos curtos, de no máximo meia hora. Tanto que a segunda meia hora de uso custará 1,5 dólares canadenses (R$ 3) a mais, a terceira, 3 (R$ 6), e a quarta, 6 (R$ 11).
Com o tempo, os sistemas de aluguel de bikes estão se aperfeiçoando muito.
Neste espaço, a jornalista Priscila De Martini discute os problemas ambientais do planeta e dá dicas legais de como ajudar a garantir um futuro melhor. Formada pela UFRGS em fevereiro de 2007, Priscila, 25 anos, é colunista de Ambiente e repórter da editoria de Mundo de Zero Hora. Atende pelo e-mail priscila.martini@zerohora.com.br. Leia os termos e Carregando...
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