Sou um fracasso para guardar nome de filmes e de livros, salvo alguns escassos filmes e livros, o resto fica-me nos entulhos do esquecimento. Digo isso, para dizer que dia destes, terminadas as lides do dia, troquei de canal na Sky, tirei da música orquestrada e antes de ir dormir dei uma circulada pelos demais canais. Um filme com a Meryl Streep e o Roberto De Niro estava rolando na tela do Canal Cult. Fiquei por alguns minutos e acabei indo até o fim do filme. Claro, não lembro do nome do filme, lembro da história.
Não vou contar um filme só por contá-lo ou por tê-lo achado interessante, mas a mensagem nele embutida é que mais me fez pensar.
No resumo, é a história de um homem e de uma mulher, ambos casados, que pegam todos os dias o mesmo trem para ir e voltar do trabalho. Lá pelas tantas, os olhos deles se cruzam, acham-se interessantes, sentam lado a lado num certo dia e o resto fica fácil imaginar.
A questão é que tanto a esposa do homem, o Roberto De Niro, quanto o marido da Meryl Streep eram boas pessoas, viviam para a família, na rotina dedicada de esposa e marido. Nenhum deles dera motivos para a traição do cônjuge etc etc.
A história vai esquentando, os dois “viajantes” vão ficando cada vez mais juntos até que os cônjuges traídos começam a desconfiar e um dia chegam à certeza: estavam sendo trocados.
Deu pena ver a mulher do De Niro, dedicada, boa mãe, sofrendo por ir perdendo o marido aos poucos sem ter feito nada que justificasse essa dor. E assim também o marido da Meryl, cujo nome no filme, claro, esqueci.
Por que conto essa história? Por uma simples razão. Muitas vezes somos tentados, a tentação é sempre uma “sereia” infame que nos convida ao pecado do prazer indevido. Sempre, desde o berço, a tentação nos puxa para algo proibido mas asseguradamente prazeroso. Não faz sentido uma tentação para o desprazer.
Quem não tiver boa cabeça, quem não se educar para dizer não às tentações pode jogar no ralo um bom casamento, um bom emprego, uma vida saudável, o dinheiro da poupança, tudo, tudo dos sapatos ao último fio de cabelo.
Não foi de graça que o Senhor nos alertou para não cairmos em tentação. E de todas as tentações para homem a do sexo é a mais forte. Sexo é mais que prazer para o homem, é “poder”.
É bom que o companheiro que anda arrastando a asa em arames perigosamente farpados se cuide. Um prazer fugaz pode acabar com um casamento que seria sua única fortaleza e felicidade na vida. Bom não esquecer que quem tudo quer, tudo perde.
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