Foto: Daniel Marenco |
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É encantador de ver. De longe, é possível ouvir os gritos de felicidade e o barulho das mãos batendo em tom de festa na água. Olhando a cena de perto, vem a dúvida: como seres tão pequenos e que tampouco falam podem entrar em uma piscina, abrir um sorriso e sair mergulhando, mexendo braços e pernas?
Se pensarmos que os bebês conseguem nadar antes de aprender a caminhar ou a engatinhar, a surpresa é maior ainda. Desde muito cedo, eles são verdadeiros peixinhos humanos.
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— No primeiro momento, essas crianças reproduzem reflexos neonatais involuntários. Depois, isso é transformado em ato voluntário. Aos poucos, trabalhamos com rotinas, algumas cantadas para que a criança associe jogos à atividade que vai desenvolver – explica a professora de Educação Física Helena Alves D’Azevedo, especialista em técnica de natação e educação psicomotora.
Uma das explicações para o notável bem-estar e para a agilidade dos movimentos dentro da água estaria no próprio ambiente que os bebês ficam durante nove meses. Na barriga da mãe, embora não possam nadar, o líquido amniótico os envolve e traz conforto, e, na piscina, a água aquecida os protege e os faz lembrar da gostosa sensação de segurança. Apesar dessa relação, os especialistas não são unânimes sobre a idade em que a criança pode participar da atividade – sempre junto aos pais ou responsável.
Para Helena, uma boa cicatrização do umbigo é o pré-requisito inicial. O pediatra Roberto Mário Issler aconselha a natação a partir dos três meses, quando a criança já tem mais imunidade e está mais desenvolvida. Educador físico e especialista em natação para bebês e pré-escolares, Mario Freitas afirma que, desde o primeiro banho, é possível fazer exercícios com as crianças. Mas para colocá-las na piscina o recomendável é a partir dos seis meses, porque, além de mais protegidas, o movimento dos bebês é maior.
— Ensinar as crianças a nadar deve ser uma preocupação dos pais. Quando bebês, eles simulam movimentos de cachorrinho, pedalam e fazem propulsões com a sola do pé — diz Freitas.
Além de aprender a nadar, as crianças conhecem um pouco dos próprios limites por meio das técnicas de mergulho, desenvolvem a segurança, a motricidade, a tonicidade muscular e tem o estímulo do apetite e do sono. Quando estão com os pais — geralmente em aulas com crianças até três anos –, aprimoram a relação de afeto e o vínculo com a família. Assim, todos ficam bem preparados para, mais tarde, caírem juntos na piscina.
Anelise Zanoni, 29 anos, é repórter, editora e mãe do caderno Meu Filho desde outubro. Fabíola Bach Villar, 36 anos, é editora da Agência RBS e mãe do Fernando, três anos, e do Miguel, que nasceu em janeiro. Você tem alguma história de descobertas, surpresas ou sustos de seu filho? Escreva e envie para o e-mail meufilho@zerohora.com.br. Leremos com todo carinho e publicaremos no blog!

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