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Primeiro vou explicar como a coisa começou: "Quando dei o toque para Paulo Chagas (editor de arte do Diário de Santa Maria) que iria escrever um texto sobre os 40 anos da morte de Jack Kerouac, ele disparou a provocação: << Cara... Vamo fazê uma história em quadrinhos contando a vida do Jack? >> Pois é, como diria meu amigo Luiz Vidal << Eu costumo trabalhar com o sim!>> ou seja, aceitei o convite de prima. Até porque o Chagolinos é meu chapa, e no final das contas, a gente sempre acaba se divertindo.
Mas... Depois da bonança, vem a tempestade! Foi quando Chagas me disse que trabalharíamos a princípio com apenas 10 quadros pra contar a história do rei dos beats (ele me passou a perna: no final das contas ficaram em apenas oito!). Esse era o suposto espaço dentro da Revista Mix, encartada nas edições de fim de semana do DSM. Putz! << 10 quadros é muito pouco!>>, reclamei ao brother. Mas enfim, foi nesse terreno que trabalhamos. E colocando a mão na massa, primeiro reuni todo o material que tinha coletado para o relato no papel e finalmente comecei a despejar aquele amontoado de tópicos via lápis. Levei uns 4 dias burilando a papelada.
Relembrei alguns episódios importantes de sua biografia em meus livros, desenhos surgiram (ou melhor, rabiscos incompreensíveis ou compreensíveis só aos meus olhos), e enfim, o primeiro esboço do texto original da HQ. Tinha material para 20 quadros ali. Bem, não tinha outra - parti pra “Sessão Poda”. É foda esse Chagas! E da-lhe mais subtração vinda da parte do meu partner. Foi então que o desenhista maluco teve a ideia de colocar Dylan como narrador. Bela sacada. Começamos a enxergar a coisa.
Surgiram os primeiros desenhos do nosso mestre oficial de pena. Ao longo de três semanas, dia a dia, fomos afinando a nossa pequena história até a publicação no dia 17 de outubro. Buenas, olhando o lance pronto, ficou aquela sensação de ter faltado falar de muita coisa. “Cadê o Neal? E a mulherada? Relatar as viagens com Cassady em apenas um quadro?”. No final o sentimento que fica é de que poderíamos ir longe com esse tema danado de bom.
Mas em outro viés, paira no ar aquela vibe de dever cumprido, afinal, trabalhamos com as ferramentas que tínhamos, e tudo isso dentro do espaço reduzido de 8 quadros que havia sido designado. A matéria toda, falando de biografias em HQ ficou bem legal, baita tema – a biografia de Jonnhy Cash, Robert Crumb e outros grandões. Quem não conferiu no papel, agora pode dar uma sacada na forma digital. Além do Great motherfucker Paulo Chagas, dou meus parabéns a toda à equipe envolvida: Francisco Dalcol, Bruna Porciúncula, Homero Pivotto Jr e Maurício Franco. Taí a nossa pequena, mas sincera homenagem aos 40 anos do falecimento de mister K, em HQ. Nem parece que foi publicada em um jornal. Mas foi..."
Agora Chagas explica a mágica: "Pra fazer a HQ de Kerouac imaginei (com base naquilo que eu sabia sobre ele) quantos quadros seriam precisos para alongar a história no espaço disponível. Desafio maluco, pois contar a vida de um cara desses em uma área pequena seria um teste do nosso poder de síntese. Pra desespero do Grings diminuí mais ainda o número de quadros pra poder fazer uma diagramação interessante. Percebi que chegar ali na página e simplesmente relatar o que aconteceu com Jack K. ficaria sem graça.
Então aconteceu a ideia de colocar um narrador misterioso que se revelaria no último quadro. Desenhar sobre coisas que não estão ao nosso alcance também foi outro desafio. Pra resolver esse problema fui ao google e fiz uma pesquisa de referências. Lembre-se que isso era uma HQ de cunho jornalístico. Pra minha surpresa tinha bastante coisa. Os desenhos foram feitos em papel + traço com pincel ou caneta (alguns) ou direto no computador com uso de programa de desenho vetorial. A edição de texto e diagramação foi feita direto no indesign, um programa de editoração".
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O coordenador de Programação da Itapema Santa Maria, Márcio Grings, nasceu no dia que Jimi Hendrix fazia seu último show. Nessa mesma semana, Janis Joplin estava na capa da revista Rolling Stone. Nessa temporada, Elvis era o rei dos palcos em Vegas. Nesse ano, Dylan, estava prestes a cair na estrada e poucos meses antes, Jack Keroauc tinha bebido sua última garrafa de vinho. No blog, ele fala de música, cinema & literatura......... ................. Flickr www.flickr.com/photos/gringsbucket
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