Como nos tempos da Guerra Fria Beira o rocambolesco o que aconteceu na Honduras, o pequeno país da América Central. O presidente da República, Manuel Zelaya, foi retirado de sua casa por militares e levado de avião para a Costa Rica. Sequestro. Em poucas horas, apareceu do nada uma carta de renúncia. Fabricada. E tudo isso com o aval do parlamento. Isso mesmo: deputados aprovaram um golpe de Estado mascarado de renúncia. E empossaram o presidente da Casa.
A Suprema Corte do país afirmou ter ordenado que o exército expulsasse o presidente devido a sua insistência em realizar um plebiscito para reformar a Constituição e tornar possível sua reeleição. Sim, caros amigos, você já viu essa história antes: na Venezuela de Hugo Chávez e na Bolívia de Evo Morales.
Aliás, Zelaya tem estreita relação com os companheiros do Sul. Incluiu o país na Alba, a versão chavista da Alca, e não esconde seu plano de reeleger-se infinitamente - por isso, realizaria um plebiscito neste domingo, à revelia do parlamento. Da Costa Rica, o presidente declarou que seis ou sete pessoas da elite estão por trás da manobra. Mas não deu nome aos bois.
Chavista ou não, autoritário ou não, nada justifica o rompimento dos pilares institucionais de um país.

O porto-alegrense Rodrigo Lopes, 30 anos, é colunista de Mundo de Zero Hora, comentarista de notícias internacionais da Rádio Gaúcha e repórter multimídia da RBS. Faz participações diárias nos programas Gaúcha Hoje e Chamada Geral (II edição), na Rádio Gaúcha. Como Enviado Especial da RBS, cobriu a morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI no Vaticano, a catástrofe do furacão Katrina, em New Orleans, o terremoto no Peru, a Guerra entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, e a eleição e posse de Barack Obama, entre outras crises internacionais. Fale com o Rodrigo Siga o Rodrigo no Twitter http://twitter.com/rodrigolopeszh Leia os termos e
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